segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Aos poucos vai acabando a central logística, privatizada pedaço a pedaço pelo estado.
Já se foi o ramal de niterói, os projetos de trens regionais, o trem de Guapimirim, as oficinas de Triagem, os bondes, e agora a estação de Barão de Mauá.
Resta saber se a Odebrecht irá ter piedade do material histórico da EFCB e cia docas no pátio de Barão de Mauá.
Aproveito para perguntar qual é a contrapartida oferecida para que o estado entregue de graça uma área pública a construtora?
O estado, na pressa em destruir a CENTRAL criou um entrave a mais  na implantação do já problemático trem bala. Afinal a Odebrecht não é obrigada a liberar o espao para a operadora do trem, mas e daí? Quem disse que o governo Cabral quer ferrovia no Brasil?


Rio: Odebrecht ganha a área do terminal do trem-bala


Governo do Rio cedeu o direito sobre a Estação Barão de Mauá


Até 2048, a construtora poderá explorar comercialmente o prédio e seu
entorno, com quase 200 mil m2


Dimmi Amora, Folha de S. Paulo


A Odebrecht ganhou do governo do Rio de Janeiro, sem custos, o direito de
administrar até 2048 toda a área da Estação Barão de Mauá, onde está
previsto o terminal do trem-bala na cidade.


O prazo pelo qual a Odebrecht tem o direito de explorar comercialmente um
prédio da estação e seu entorno, que somam quase 200 mil metros quadrados, é
quase o mesmo da concessão do trem de alta velocidade.


O projeto, orçado em R$ 38 bilhões, é a maior obra pública em gestação no
país.


A exploração comercial das estações e áreas do entorno é considerada receita
importante dentro do projeto do trem-bala brasileiro e, com frequência, em
outros lugares do mundo.


Quem vencer o leilão terá que negociar com a Odebrecht para utilizar a área