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domingo, 29 de outubro de 2023

Trem de minério Barra do Pirai 1998 SD40-2

MT 0102 - Automotriz e inauguração da ABPF no Rio de Janeiro (1989)

MT 0107 - Automotriz na Variante Japeri - Brisamar e indo até Santa Cruz...

MT 0105 - Manobras de Automotrizes em São Diogo no RJ - 1989

MT 0103 - Manobras em São Diogo - Rio de Janeiro (1989)

MT 0100 - Barbacena, Minas Gerais - Pátio e CTC - 1989

Metropolitan Vickers Série 100 - Central do Brasil

sábado, 21 de outubro de 2023

A reconstrução de locomotivas como proposta de redução do impacto dos preços do aço e dos combustíveis na renovação do material rodante.

Introdução

A indústria ferroviária nacional tem passado por um momento de grande frustração, onde as encomendas esperadas em decorrência da renovação das concessões não vieram, muito em função da disparada de preços de insumos como o aço, e pelo aumento nos custos operacionais, especialmente pelo aumento do preço dos combustíveis, além de irregularidades na demanda das operadoras, causados pela pandemia, levando a um prolongamento de um período de grande ociosidade do parque industrial, ao mesmo tempo em que as operadoras tem a necessidade constante de obter novos materiais de tração para o aumento de eficiência, confiabilidade e renovação de um parque em que predominam locomotivas ou herdadas do ente estatal ou compradas de segunda mão no exterior, já atingindo ou superando os 40 anos de operação, no limite da obsolescência.

O ciclo natural de renovação seria a aquisição de locomotivas mais modernas, com maior potência, para serviço nos trens prioritários, cada vez mais longos e com vagões mais pesados, e enquanto isso o deslocamento das locomotivas mais antigas para serviços secundários como os de manobra e manutenção. Porém devido ao aumento de preços já citado esse ciclo tem sido rompido, pois a aquisição de novas locomotivas se tornou muito cara e o deslocamento das locomotivas mais velhas para outros serviços tem criado situações de “excesso de potência” nesses serviços, que associada ao desgaste natural das máquinas tem criado um aumento de consumo de combustível.

A proposta aqui defendida é a de propor a modernização pesada de locomotivas, através de reconstrução e remotorização como uma alternativa para driblar os custos dos insumos de duas vertentes: aquisição e operação.

Aquisição

No Brasil, talvez pelas péssimas condições de entrega do material rodante recebido nas concessões, estabeleceu-se a lógica de que buscar a aquisição de equipamentos novos, mesmo que usados, é melhor do que empreender esforço no sentido de recuperar e modernizar o material rodante antigo, restando uma impressão de que a reforma de equipamentos é coisa de “saudosista”, descartando-se a opção de reconstrução. São relativamente poucos os exemplos de programas dessa natureza, destacando-se aí os programas: C30-7MP, executado pela GEVISA para a MRS em 2000, onde locomotivas U23C baixadas pela RFFSA, na época com cerca de 25 anos, foram reconstruídas, aproveitando-se basicamente apenas as plataformas (estrados e chassis), e as RS3, locomotivas da Alco, fabricadas em 1952 e remotorizadas entre 1996-98 com motores Wabtec FDL8, ainda em serviço na MRS, Supervia e CPTM.

Locomotiva RS3 antes da remotorização, atualmente essa máquina ainda se encontra em operação na CPTM.

Nos EUA esse tipo de intervenção é muito mais comum, sendo que tanto a Progress (EMD) quanto a Wabtec mantém programas de repotencialização de locomotivas em seus catálogos de serviços, e outras companhias como: NRE, Knoxville Locomotive Works, Brookville Equipment, Cummins and Railserve LEAF também atuam no mercado.

Locomotiva Baldwin AS16 reconstruída com motor e transmissão EMD, notasse a seção posterior a cabine totalmente substituída, essa máquina operou por cerca de 20 anos após a reconstrução

Na prática o que se pode observar desses programas é que se faz a construção de máquinas novas sobre o chassi existente, substituindo-se praticamente tudo o que possui partes móveis ou contatos elétricos. Estima-se que a reconstrução do material rodante pode dar uma sobrevida ao equipamento de até 40 anos, dependendo do nível de intervenção A economia de custos vem do reaproveitamento dos itens de caldeiraria pesada, sendo o aço o principal insumo desses componentes. O chassi de uma locomotiva, juntamente com a cabine, tanques de combustível e truques, correspondem a mais de 80% do peso de uma locomotiva. Embora o custo total de produção não seja diretamente proporcional ao peso do material empregado, ainda assim já se percebe a redução do esforço de fabricação e de consumo de material e consequentemente do custo, o programa 710 ECO da Progress indica que a repotencialização de uma locomotiva permite uma economia de 40 a 50% em relação a uma máquina nova.

A maior parte dos programas de reconstrução de locomotivas se concentra em máquinas na faixa dos 2000 a 3000HP com motores de corrente contínua, justamente onde estão modelos de locomotivas muito comuns nas ferrovias brasileiras tais como: U20C, U23C, C30, C36, SD38, SD40 e SD45.

Para esse perfil de locomotivas há dois produtos de destaque que são ofertados pelos fabricantes presentes no território nacional: O EMD® 710ECO™ da Progress e o “C Series” da Wabtec, ambos oferecem, pelo menos nos EUA, kits de modernização ou locomotivas com componentes compatíveis com as locomotivas sendo baixadas, com opção de motores diesel de 8 ou 12 cilindros, novas transmissões com microprocessamento e sistemas de controle de aderência, que podem ser instalados sobre chassis de locomotivas baixadas, com índices de compatibilidade de componentes chegando a 90%.

Operação

Embora não sejam tão potentes quanto as locomotivas novas mais comumente encomendadas pelas ferrovias brasileiras, notadamente as ES e AC44 da Wabtec, com 4400HP, as locomotivas remanufaturadas são tão eficientes quanto, a redução de consumo de combustível pode chegar a 25% e de lubrificantes de até 50% em relação as máquinas de geração anterior. Nesse aspecto há uma oportunidade de ganho que pode ser explorada, a melhor alocação do uso de potência nos trens:

Com a entrada em operação das locomotivas mais potentes nas tabelas dos trens unitários mais pesados e com maior prioridade, as locomotivas retiradas desses trens assumem tabelas menores, normalmente de carga geral, de serviço ou mais recentemente nos expressos de containers, nessas aplicações é necessária uma flexibilidade muito maior, pois além das tabelas variarem de tamanho, há uma quantidade maior de manobras associadas ao carregamento, além de um tempo também maior de espera com as locomotivas paradas e os motores ligados em ponto morto, devido a menor prioridade em cruzamentos. Nesse cenário mais locomotivas de menor potência levam vantagem sobre máquinas maiores, pois a potência em excesso pode ser desligada ou retirada do trem. Porém não basta remanejar as máquinas, as locomotivas de geração anterior, possuem um consumo específico de combustível maior que as atuais e sem a modernização dessas os ganhos relacionados a alocação de potência se perdem diante da ineficiência, faz-se necessária a modernização das máquinas, que tende a ter custo inferior do que a compra de locomotivas novas da mesma faixa de potência.

Locomotiva BB36 com um trem de serviço aguardando cruzamento em Bambuí-MG, excesso de potência: 3600hp para apenas 4 vagões leves.

Também se deve pensar com cuidado no fenômeno ocorrido nas ferrovias classe I dos EUA na década de 90, onde a entrada em operação de locomotivas novas na faixa de 6000hp, que inicialmente objetivava maior eficiência e redução de custos de manutenção, gerou uma perda de flexibilidade na potência alocada, fenômeno esse que pode se repetir no Brasil com a foco na aquisição de máquinas novas apenas na faixa de 4400hp (SD70 e AS/ES44)

Conclusão

A reforma pesada do material de tração sendo baixado deve ser considerada seriamente como uma opção diante do cenário atual, rompendo a postura atual, obviamente os custos e detalhes técnicos envolvidos devem ser avaliados caso a caso, mas ressalta-se que essa avaliação deve ser feita antes da tomada de decisão pela aquisição do material novo devido ao potencial de economia envolvido.

Bibliografia

http://vfco.brazilia.jor.br/diesel/diesel/locomotiva-C30-7MP-MRS-ex-U23C.shtml

http://vfco.brazilia.jor.br/diesel/diesel/locomotivas-U23C-modernizadas-para-U23CA-RFFSA-SR3.shtml

https://www.railwayage.com/news/rebuild-renew-repower/

https://www.wabteccorp.com/locomotive/light-weight-locomotives/dc-locomotives-c21-c25emp

http://baldwindiesels.railfan.net/cnw/index.html

MRS Logística S.A. - A Ferrovia de Minas, Rio e São Paulo, 2002, Memória do Trem

https://www.progressrail.com/en/Segments/RollingStock/Locomotives/RepoweredLocomotives/EMD710ECO.html

 

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Dica de canal no Youtube MRS logística

MRS Logística S/A (B3MRSA3B, MRSA5B, MRSA6B) é uma empresa brasileira de logística e transporte ferroviário. É a atual concessionária que opera a chamada Malha Regional Sudeste da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), que era composta pelas Superintendências Regionais SR3 - Juiz de Fora e SR4 - São Paulo.

O canal no youtube tem vários vídeos curtos sobre o dia a dia da operação e manutenção da ferrovia

 https://www.youtube.com/channel/UCua0We7aHykj21mE2Ghq_Qg

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Conheça o Cemitério De Trens Em Sete Lagoas MG Com Diversas Locomotivas ...

 

 
Com tanto vagão de serviço encostado, a manutenção trabalhando com alojamento improvisado...

    Normalmente falo aqui de preservação,  engenharia ... mas cada vez mais me convenço que o problema é RH...


terça-feira, 4 de maio de 2021

MT 0079 - Trecho Corumbá - Campo Grande (MS)

ABPF/RJ - TREM PRAIA FORMOSA - VISCONDE DE ITABORAÍ

O trem xangai


Trem Urbano de Juiz de Fora

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Trem Urbano de Juiz de Fora
1994-12-Trem-Xangai-estacao-ferroviaria-Benfica-rumo-Matias-Barbosa (1).jpg
Trem Urbano de Juiz de Fora estacionado na estação de Benfica, 1994.
Estação Mariano Procópio - Juiz de Fora, Minas Gerais.JPG
Estação Mariano Procópio, uma das estações do Trem Urbano.
Informações
LocalMatias BarbosaBenfica (Juiz de Fora) MG
 Brasil
Tipo de transporteTrem Urbano
Número de linhas1
Número de estações13 (8 estações e 5 paradas)
TráfegoN/D
Funcionamento
Início de funcionamento1923 (98 anos)
Fim de funcionamento31 de dezembro de 1997 (23 anos)
Operadora(s)
Dados técnicos
Extensão do sistema36,0 km (22,4 mi)

Trem Urbano de Juiz de Fora, mais conhecido como Trem Xangai foi administrado em seus últimos anos pela RFFSA, atendia os municípios de Juiz de Fora e Matias Barbosa, possuía 7 estações e 5 paradas, contava com cerca de 36,5 km de extensão e chegou a transportar cerca de 1.400 usuários/dia.[1][2]

História

O trem urbano foi criado para atender Juiz de Fora como trem de subúrbios pela Estrada de Ferro Central do Brasil em 1923[3], através do desmembramento dos serviços suburbanos dos de longo percurso na região.[1]

Foi o um dos únicos sistemas de trens urbanos da época que não passou para a administração da CBTU, que apesar da considerável demanda, seu sistema era deficitário . Nos anos 1990 a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) realizou investimentos no trem visando atender a demanda futura de passageiros e cargas da fábrica da Mercedes Benz que encontrava-se em implantação em Juiz de Fora. O Trem Urbano (chamado de "Xangai" pela população) foi reinaugurado pelo presidente Itamar Franco em dezembro de 1994. Além do trem urbano, foi recriado o serviço Expresso da Mantiqueira (realizados por automotrizes Budd).[2] Com o processo de privatização da malha da RFFSA ocorreram as primeiras ameaçadas de desativação do trem.[4] Em setembro 1996 o Tribunal de Contas da União recomendou ao governo federal que mantivesse a operação do trem urbano de Juiz de Fora:

"......apesar de ser deficitário, exerce importância para várias classes da sociedade, pois atende aos moradores ao longo da via que vão para as cidades, aos alunos do Colégio Militar de Juiz de Fora e tem compromisso com a fábrica da Mercedes-Benz, a ser implantada no local, para transportar seus funcionários até o Distrito Industrial. Também está contemplado no Plano de Transportes Urbanos de Juiz de Fora, que utilizará a mesma via para futura instalação do metrô de superfície da cidade.Por essas considerações, o trem Xangai deve ser mantido em circulação, operado pela RFFSA ou por terceiros (convênio com a Prefeitura ou com o Estado), conforme consta do Edital, pois sua retirada de circulação causará impacto social negativo..."
— Trecho da Decisão 559/1996, do ministro do TCU Fernando Gonçalves, parte do Processo 022.881/1992-1 do Tribunal de Contas da União[5]

Atrasos na implantação fábrica da Mercedes e a concessão da malha da RFFSA na região para a MRS Logística fizeram com que o trem fosse desativado, contrariando o TCU e sob protestos da população, em 31 de dezembro de 1997.[3]


Vá você cidadão desobedecer o TCU para ver se não amanhece vendo o sol nascer quadrado... Mas para quem é amigo do rei...

Impressionante como agora, durante o processo de renovação das concessões, a ANTT que é o órgão público responsável por resguardar os interesses da população, não tem a menor iniciativa de corrigir os  erros cometidos durante a desestatização nos anos 90.