domingo, 15 de setembro de 2024
Ferrovia do Aço - Uma Realidade (1981)
domingo, 29 de outubro de 2023
segunda-feira, 28 de junho de 2021
Dica de canal no Youtube MRS logística
A MRS Logística S/A (B3: MRSA3B, MRSA5B, MRSA6B) é uma empresa brasileira de logística e transporte ferroviário. É a atual concessionária que opera a chamada Malha Regional Sudeste da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), que era composta pelas Superintendências Regionais SR3 - Juiz de Fora e SR4 - São Paulo.
O canal no youtube tem vários vídeos curtos sobre o dia a dia da operação e manutenção da ferrovia
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Conheça o Cemitério De Trens Em Sete Lagoas MG Com Diversas Locomotivas ...
Com tanto vagão de serviço encostado, a manutenção trabalhando com alojamento improvisado...
Normalmente falo aqui de preservação, engenharia ... mas cada vez mais me convenço que o problema é RH...
terça-feira, 4 de maio de 2021
O trem xangai
Trem Urbano de Juiz de Fora
Trem Urbano de Juiz de Fora | ||
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![]() Trem Urbano de Juiz de Fora estacionado na estação de Benfica, 1994. | ||
Estação Mariano Procópio, uma das estações do Trem Urbano. | ||
Informações | ||
Local | Matias Barbosa- Benfica (Juiz de Fora) MG![]() | |
Tipo de transporte | Trem Urbano | |
Número de linhas | 1 | |
Número de estações | 13 (8 estações e 5 paradas) | |
Tráfego | N/D | |
Funcionamento | ||
Início de funcionamento | 1923 (98 anos) | |
Fim de funcionamento | 31 de dezembro de 1997 (23 anos) | |
Operadora(s) |
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Dados técnicos | ||
Extensão do sistema | 36,0 km (22,4 mi) | |
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O Trem Urbano de Juiz de Fora, mais conhecido como Trem Xangai foi administrado em seus últimos anos pela RFFSA, atendia os municípios de Juiz de Fora e Matias Barbosa, possuía 7 estações e 5 paradas, contava com cerca de 36,5 km de extensão e chegou a transportar cerca de 1.400 usuários/dia.[1][2]
Índice
História
O trem urbano foi criado para atender Juiz de Fora como trem de subúrbios pela Estrada de Ferro Central do Brasil em 1923[3], através do desmembramento dos serviços suburbanos dos de longo percurso na região.[1]
Foi o um dos únicos sistemas de trens urbanos da época que não passou para a administração da CBTU, que apesar da considerável demanda, seu sistema era deficitário . Nos anos 1990 a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) realizou investimentos no trem visando atender a demanda futura de passageiros e cargas da fábrica da Mercedes Benz que encontrava-se em implantação em Juiz de Fora. O Trem Urbano (chamado de "Xangai" pela população) foi reinaugurado pelo presidente Itamar Franco em dezembro de 1994. Além do trem urbano, foi recriado o serviço Expresso da Mantiqueira (realizados por automotrizes Budd).[2] Com o processo de privatização da malha da RFFSA ocorreram as primeiras ameaçadas de desativação do trem.[4] Em setembro 1996 o Tribunal de Contas da União recomendou ao governo federal que mantivesse a operação do trem urbano de Juiz de Fora:
"......apesar de ser deficitário, exerce importância para várias classes da sociedade, pois atende aos moradores ao longo da via que vão para as cidades, aos alunos do Colégio Militar de Juiz de Fora e tem compromisso com a fábrica da Mercedes-Benz, a ser implantada no local, para transportar seus funcionários até o Distrito Industrial. Também está contemplado no Plano de Transportes Urbanos de Juiz de Fora, que utilizará a mesma via para futura instalação do metrô de superfície da cidade.Por essas considerações, o trem Xangai deve ser mantido em circulação, operado pela RFFSA ou por terceiros (convênio com a Prefeitura ou com o Estado), conforme consta do Edital, pois sua retirada de circulação causará impacto social negativo..."— Trecho da Decisão 559/1996, do ministro do TCU Fernando Gonçalves, parte do Processo 022.881/1992-1 do Tribunal de Contas da União[5]
Atrasos na implantação fábrica da Mercedes e a concessão da malha da RFFSA na região para a MRS Logística fizeram com que o trem fosse desativado, contrariando o TCU e sob protestos da população, em 31 de dezembro de 1997.[3]
Vá você cidadão desobedecer o TCU para ver se não amanhece vendo o sol nascer quadrado... Mas para quem é amigo do rei...
Impressionante como agora, durante o processo de renovação das concessões, a ANTT que é o órgão público responsável por resguardar os interesses da população, não tem a menor iniciativa de corrigir os erros cometidos durante a desestatização nos anos 90.
domingo, 7 de março de 2021
sábado, 29 de junho de 2019
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
domingo, 8 de julho de 2018
terça-feira, 15 de agosto de 2017
sábado, 12 de agosto de 2017
domingo, 2 de outubro de 2016
FERROVIAS POSSÍVEIS COMPARANDO OS PLANOS DE 1989 COM 2016
Esta semana, publiquei a matéria da Revista Ferroviária sobre o "surto" ferroviário do governo Sarney, onde se saiu planejando (nem tanto), construindo e prometendo ferrovias aos milhares de km. Trinta anos depois a maior parte ficou no papel. Pois bem, este mês a RF publicou a matéria de capa " Escolhas Possíveis" sobre as iniciativas de obras de ferrovias do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.
O programa visa licitar, separadamente, obras com maior chance de serem concluídas ao invés de apostar nas mega-obras do governo anterior. Embora seja uma bem vinda iniciativa para destravar as obras ferroviárias o programa já nasce torto, talvez por faltar na ANTT o corpo técnico da RFFSA e do GEIPOT, que foram dissolvidos na década de 90.
O governo anuncia que tem como intenção atrelar a concessão de alguns trechos em investimentos em outros, por exemplo a operção da FNS entre Palmas e Anápolis seria entregue junto com a construção do trecho entre Anápolis e Estrela do Oeste, porém o plano apresentado até agora não reflete essa intenção.
Faltam diversos trechos tais como os prolongamentos da Ferronorte e Transnordestina, pendentes desde 1989, e até mesmo uma definição clara do que fazer com obras como a FIOL e os trechos devolvidos pelas atuais concessionárias.
É impressionante a falta de sintonia entre a ANTT e o sistema ferrovário nacional. A Ferrogrão, por exemplo vai de lucas do rio verde ao Pará, trecho que faz parte do projeto original da Ferronorte, que muito antes da Transcontinetal da Dilma (EF354) já previa a ligação do Sudeste com Rondônia. A proposta atual além de criar uma ferrovia isolada desagrada a Rumo logística pois "rouba" carga que essa transportadora capta em Mato Grosso para Santos. Por que não estendem a concessão da Ferrogrão até Cuiabá ou Rondonópolis? Desse jeito mesmo que a Rumo não operasse a linha ela não faria lobby contra, pois poderia mandar ou receber trens tanto em direção a Santos quanto em direção ao Pará.
Outra anomalia é a relação entre o esqueleto da FIOL e a malha baiana da VLI, cogitou-se fazer uma concessão combinada da FIOL junto com o futuro porto de Ilhéus, o que na minha opinião seria um erro daqueles... Não bastasse a FIOL depender de um porto que não se sabe se será contruído, o plano não prevê nenhuma atitude para integrar a FIOL e a linha da VLI que saí de Corinto-MG em direção a Salvador-BA e Juazeiro-BA. Se o plano do governo é casar concessões de operação com obras, porque não une a obra da FIOL com este trecho da VLI que está para ser devolvido ao governo? Quem sabe talvez poderia-se até mesmo incluir no pacote a ligação entre Iaçu-Juazeiro-Salgueiro, que faz parte do projeto original da Transnordestina, já que a TNLSA para não dar conta de concluir as obras da ferrovia Transnordestina e que se questiona até mesmo se deveria manter a atual concessão que mantém na malha nordeste.
Não é só na área ferroviária que aparecem as canelasdas, o governo quer concessionar um ramal com cerca de 500 km entre Campinorte-GO e Água Boa-MT, para captar soja para a FNS. Que bom, só que cerca de 80 km ao sul em paralelo ao panejado ramal, há o trecho entre Itaberaí- Jaraguá-Cocalzinho da BR-070, que está quase pronto aguardando obras de acabamento, e que poderia perfeitamente transladar a soja captada pelas carretas em Mato grosso e Goiás para a FNS em Jaraguá, ou para a VLI em Brasília.
Para finalizar temos a obra da EF118, Rio-Vitória, ao lado da rota da bauxita da VLI, que teve o trafégo suspenso este ano, as obras de alargamento da rota da bauxita, permitiriam quase que de imediato a ligação da malha da MRS com o porto do Açu e dariam as linhas do sudeste mais opção para a descida da sera do mar, evitando trechos já saturados e ajudando a captar carga para a EF118. Porque não unir a construção da EF118 com a rota da bauxita, que está sendo devolvida pela VLI?
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Ministro dos Transportes se reúne com ONG Amigos do Trem e Movimento Além nos Trilhos
O Ministro dos Transportes Antônio Carlos Rodrigues, se reuniu nesta terça feira dia 02/02/2016, com a ANTT, Sr.Cássio Ramos da Inventariança da RFFSA e ONG Amigos do Trem Paulo Henrique do Nascimento e o Movimento Além nos Trilhos, Alexandre Lopes Barbosa, Pablo Costa Borges , José Luiz Vidal e a Deputada Federal Margarida Salomão com a finalidade de viabilizar o projeto do tem de turismo Trem da Terra Rio Minas, que ligará as cidades de Cataguases, Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba, Chiador (*), Sapucaia e Três Rios.
Na reunião o Ministro dos Transportes destacou a importância da implantação do trem de passageiros turístico na região da Zona da Mata é Sul Fluminense, porque irá contribuir com o zelo dos bens públicos e o desenvolvimento do turismo com geração de empregos e renda.
A Deputada Margarida Salomão, reafirmou seu compromisso com o projeto e sua importância para as comunidades por onde ele vai trafegar, também destacou que são projetos de interesse público e de cunho social como este, que podem contribuir no desenvolvimento das cidades e da população.
O projeto é uma Parceria do Ministério dos Transportes, DNIT, Inventariança da RFFSA, ONG Amigos do Trem, com apoio das prefeituras do trecho e Movimento Além nos Trilhos.
NOTA: Em Chiador está a primeira estação ferroviária de Minas Gerais(EFCB). O saudoso Prof. Victor J. Ferreira muito se empenhou para que FURNAS Centrais Elétricas restaurasse esta pioneira Estação, a título de compensação ambiental pela construção da Pequena Central Hidroelétrica de Simplício, no Rio Paraíba do Sul. Orientou a Prefeitura de Chiador a brigar pelo restauro da estação e entrar com ação no Ministério Público, escrever carta para FURNAS, autoridades, Deputados, etc...
Finalmente, cinco ou seis anos depois, em agosto de 2015 o Ministério Público de MG bateu o martelo e FURNAS vai restaurar a estação, que vai servir de ponto de parada do Trem de Turismo Rio Minas.
A nota triste disso tudo é que depois de tantas lutas, nem Victor e nem o pref. de Chiador(*) vão estar conosco fisicamente para presenciar esses dois fatos: a volta do trem a Chiador e o restauro desta estação
(*) o prefeito Moíses S. Gumiere, foi assassinado no dia 09/02. Os autores já estão presos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Além Paraíba além da razão
E assim mesmo além Paraíba vai perdendo o trem...
http://lauaxiliar.blogspot.com.br/2015/12/justica-da-30-dias-para-abpf-retirar.html
Justiça dá 30 dias para ABPF retirar Locomotiva 51 do imóvel pertencente à Igreja Católica

Em resposta à ação civil pública n° 0015.15.000942-9 proposta pela Diocese de Leopoldina- Paróquia de São José contra a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária , o Juiz de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Além Paraíba, Dr. Claudio Henrique Fuks, concedeu, no último dia 11 de novembro, decisão Liminar que determina que a ABPF promova a limpeza total das antigas oficinas da Rede Ferroviária Federal, retirando daquele imóvel todos os seus vagões, incluindo, também, a “Locomotiva 51”— que há quase três décadas vem sendo reformada por um grupo de voluntários amantes da causa ferroviária. A decisão judicial é datada de 11 de novembro e pode ser encontrada, na íntegra, no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (Processo 0048377-95.2015.8.13.0015).
A Igreja Católica- Paróquia de São José, alegou que sempre exerceu “a posse mansa e pacífica do imóvel”, desde 25 de agosto de 1818— há quase dois séculos— e que naquela ocasião “cedeu a área para a Leopoldina Railway Company Limited”, e, em seguida, à Rede Ferroviária Federal, sendo que esta, “por falta de pagamento do aforamento devido” teve o contrato extinto. Argumenta a Paróquia que a ABPF deixou “vários bens móveis no interior do imóvel, inclusive vagões de trem”, já tendo sido notificada extrajudicialmente. Sete vagões de trem estão na área denominada “Rotunda”, tombada por Lei Municipal. A Igreja usou como argumento a sua própria notificação anterior pela Justiça, em Liminar que lhe determina remover as composições que se encontram abandonadas no pátio das antigas oficinas da RFFSA, sendo que, para sua defesa, a Paróquia disse que “não autorizou” a manutenção de vagões em seu imóvel.
A decisão judicial, publicada no final de novembro, foi favorável à Igreja. Como a ABPF sessão Porto Novo já havia informado à Justiça que os vagões pertencem a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária com sede em Campinas (SP)— que detém um contrato com a União para a utilização do material rodante da extinta RFFSA para fins culturais, educacionais e turísticos— e, por entender que tal material, da forma como se encontra, deteriora ainda mais o patrimônio histórico tombado, o Juiz determinou que a Associação terá que retirar todos os seus pertences do imóvel da Paróquia de São José, incluindo a velha Locomotiva 51, “no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 100,00, limitada a R$ 10.000,00”.
Prezados, segue acima a terrível e anacrônica notícia sobre o despejo da ABPF em Além paraíba.
As prefeituras em geral se manifestam favoráveis a implantação de trens de passageiros ou turísticos. Recentemente várias prefeituras se manifestaram a favor do "trem da terra" entre as cidades de Cataguases, Recreio, Leopoldina, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador, em Minas, e de Sapucaia e Três Rios, no Rio, na recém desativada rota da bauxita da FCA. Se as prefeituras realmente desejam apoiar o projeto do trem na região é hora de avançar do discurso de apoio para a ação, por exemplo providenciando um local de destino adequado para esse valioso material rodante. O mesmo vale para as prefeituras do sul fluminense que declaram eterno apoio ao trem barrinha mas não cuidam das estações dentro de seus municípios.
A Rotunda está em ruínas (mas ainda mantém as paredes originais e cerca de 50% da cobertura - telhas francesas, de Marseille, e parte do madeiramento em pinho-de-Riga). O Escritório ainda está, relativamente, em estado razoável, que permite recuperação/restauração, sem grandes custos e problemas para obras desse porte e importância; bem como alguns dos galpões que ainda restaram das antigas Oficinas - os demais, da área de entorno da Rotunda e Escritório, já foram vendidos, alugados, demolidos e/ou alterados. As construções datam de cerca de 1880.
O "projeto arquitetônico", que foi apresentado até agora (veja o link), é, na minha opinião, grotesco e mal elaborado - entre outras bobagens, prevê a demolição do prédio do "Escritório" e transforma o interior da "Rotunda", em estacionamento. Acho isso tudo, no mínimo, uma leviandade.
LINK da matéria que contém o Projeto: http://chrisgar.com.br/maisalem/audiencia-publica-bahamas/
E-mails da Câmara Municipal de Além Paraíba:
Presidência - presidencia@alemparaiba.cam.mg.gov.br
Secretaria - secretaria@alemparaiba.cam.mg.gov.br
Presidente (Vereador Zico) - vereadorzico@alemparaiba.cam.mg.gov.br
PATRIMÔNIO QUE MERECE RESPEITO - OPÇÃO DE FUTURO.
©Plinio F. Alvim (*) - Junho 2011.
Artigo publicado no site do Jornal Leopoldinense, no Blog Ferreosfera e outros; além de citado em dissertação de mestrado por aluna da UFF.
Vale ressaltar que quase todas as leis relativas ao tombamento do patrimônio histórico e cultural municipal de Além Paraíba foram redigidas de maneira dúbia - não se sabe por qual razão -, gerando muita confusão quanto à identificação dos bens que, de fato, deveriam ser por elas protegidos; o que, lamentavelmente, propicia a ocorrência de interpretações equivocadas que vulnerabilizam ainda mais os conjuntos, os entornos e outros inúmeros elementos que os compõem e que também deveriam ser resguardados; deixando-os até expostos ao risco de negociações e, ou, de ações inescrupulosas. Agora, fala-se, também, na cidade, na utilização de outros galpões e instalações das antigas Oficinas para fins comerciais – o que, muito provavelmente, redundará em mais um capítulo da inconseqüente desmaterialização do “Complexo Ferroviário Histórico de Além Paraíba”, implicando ou agravando a perda da identidade cultural da cidade e do seu povo.