quarta-feira, 15 de novembro de 2017

ANGRA DOS REIS UMA CIDADE FORA DOS TRILHOS.

ANGRA DOS REIS É UMA CIDADE QUE PERDEU O RUMO COMPLETAMENTE.

Anos atrás, e durante muito tempo, se dizia que Angra era "dos Reis", a dinâmica da cidade se dividia entre os ricaços em suas ilhas particulares no luxo total e o continente com trabalhadores da indústria pesada, no entorno do porto, do estaleiro Verolme e da Usina Nuclear. O dinheiro circulava, a população era relativamente pequena, a cidade tinha cara de uma próspera vila do interior.
Porém como em todos os municípios do estado do Rio de Janeiro a era da estupidez chegou a Angra: A cidade deu as costas para as fontes secundárias de renda, como outros municípios, se pendurou na promessa de prosperidade do pré-sal: Os estaleiros abandonaram a construção de embarcações para terceiro focando no atendimento quase que exclusivo a Petrobras, o que com a crise, a final, acabou reduzindo sua produção. O porto fechou para operações comerciais e passou a se dedicar exclusivamente ao abastecimento de plataformas da Petrobras na bacia de Santos, sem as operações do porto a ferrovia que o abastecia perdeu o seu sentido econômico,  com o fechamento das operações de carga, foi-se também uma das oportunidades de atrair turistas, o trem da mata atlântica. O serviço de trens que existiu até meados da década de 90, foi encerrado com a privatização da RFFSA, recebeu diversas declarações de intenções das prefeituras das cidades servidas (veja o vídeo anexo), para que voltasse a circular, mas não saiu do papel, em parte pela elevação dos custos devido a degradação da via férrea, cada vez menos utilizada, em parte pela preguiça institucional, e/ou incompetência combinada com interesses escusos.
O vácuo da ausência da ferrovia se fez sentir, sem os trens o leito logo foi invadido e destruído, com a colaboração da prefeitura! A ferrovia se tornou uma favela linear com vários quilômetros de cumprimento. Em paralelo a escolha de uma cidade inteira de viver preguiçosamente de royalties de petróleo, outro fenômeno acontecia, o tráfico de drogas que sempre existiu em pequena escala, para abastecer os endinheirados ilhéus, cresceu, tanto por causa da interiorização do tráfico promovida pelo governo Sergio Cabral, quanto pela maior tolerância da sociedade. O tráfico localizou no antigo leito ferroviário, agora abandonado, o terreno ideal.
Após a apresentação da idéia, digna de um verdadeiro débil mental, ou preguiçoso profissional, de substituir a ferrovia por uma ciclovia, que teria dezenas de quilômetros com curvas e em subida! Hoje a prefeitura volta a falar em reativar o trecho para trens de turismo, o que permitiria atrair novas fontes de receita para a cidade e recuperar a área degradada, porém ao mesmo tempo dá e recebe apoio da cidade de Barra Mansa, outro "burro empacado", para que se removam o que sobrou dos trilhos e se instale mais uma avenida para levar nada a lugar nenhum... 
Lamentavelmente Angra é uma cidade descarrilhada, não vai a lugar algum.




Projeto de retorno do trem da mata atlântica.




Mais sobre Angra e a ferrovia:

https://lauaxiliar.blogspot.com.br/search/label/Angra

http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/vfco/Trem-Mata-Atlantica-Angra-Lidice-1992.shtml

http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/vfco/Trem-Mata-Atlantica-Angra-Lidice-1995.shtml

http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/vfco/ferrovia-SR2-RFFSA-Angra-Reis-1991.shtml


Informativo AFPF n° 167



Informativo AFPF nº 168



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A estações ferroviárias da linha do centro no estado do Rio de Janeiro estudo para preservação





































MRS propostas para a travessia ferroviária de São Paulo

Apresentação feita em 2010 pela MRS para a melhoria da travessia dos trens de carga na região metropolitana de São Paulo, um dos maiores gargalos logísticos do país. 
Na época a economia ainda não havia descarrilhado, porém ao mesmo tempo que a movimentação de granéis e trens de unitários pesados caiu, devido ao aumento dos combustíveis, e outros fatores, houve um reposicionamento da MRS, que passou a dar mais atenção ao movimento de containers. Quem sabe agora com as contrapartidas para a renovação de concessão esses planos saiam do pael?