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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

ANGRA DOS REIS UMA CIDADE FORA DOS TRILHOS.

ANGRA DOS REIS É UMA CIDADE QUE PERDEU O RUMO COMPLETAMENTE.

Anos atrás, e durante muito tempo, se dizia que Angra era "dos Reis", a dinâmica da cidade se dividia entre os ricaços em suas ilhas particulares no luxo total e o continente com trabalhadores da indústria pesada, no entorno do porto, do estaleiro Verolme e da Usina Nuclear. O dinheiro circulava, a população era relativamente pequena, a cidade tinha cara de uma próspera vila do interior.
Porém como em todos os municípios do estado do Rio de Janeiro a era da estupidez chegou a Angra: A cidade deu as costas para as fontes secundárias de renda, como outros municípios, se pendurou na promessa de prosperidade do pré-sal: Os estaleiros abandonaram a construção de embarcações para terceiro focando no atendimento quase que exclusivo a Petrobras, o que com a crise, a final, acabou reduzindo sua produção. O porto fechou para operações comerciais e passou a se dedicar exclusivamente ao abastecimento de plataformas da Petrobras na bacia de Santos, sem as operações do porto a ferrovia que o abastecia perdeu o seu sentido econômico,  com o fechamento das operações de carga, foi-se também uma das oportunidades de atrair turistas, o trem da mata atlântica. O serviço de trens que existiu até meados da década de 90, foi encerrado com a privatização da RFFSA, recebeu diversas declarações de intenções das prefeituras das cidades servidas (veja o vídeo anexo), para que voltasse a circular, mas não saiu do papel, em parte pela elevação dos custos devido a degradação da via férrea, cada vez menos utilizada, em parte pela preguiça institucional, e/ou incompetência combinada com interesses escusos.
O vácuo da ausência da ferrovia se fez sentir, sem os trens o leito logo foi invadido e destruído, com a colaboração da prefeitura! A ferrovia se tornou uma favela linear com vários quilômetros de cumprimento. Em paralelo a escolha de uma cidade inteira de viver preguiçosamente de royalties de petróleo, outro fenômeno acontecia, o tráfico de drogas que sempre existiu em pequena escala, para abastecer os endinheirados ilhéus, cresceu, tanto por causa da interiorização do tráfico promovida pelo governo Sergio Cabral, quanto pela maior tolerância da sociedade. O tráfico localizou no antigo leito ferroviário, agora abandonado, o terreno ideal.
Após a apresentação da idéia, digna de um verdadeiro débil mental, ou preguiçoso profissional, de substituir a ferrovia por uma ciclovia, que teria dezenas de quilômetros com curvas e em subida! Hoje a prefeitura volta a falar em reativar o trecho para trens de turismo, o que permitiria atrair novas fontes de receita para a cidade e recuperar a área degradada, porém ao mesmo tempo dá e recebe apoio da cidade de Barra Mansa, outro "burro empacado", para que se removam o que sobrou dos trilhos e se instale mais uma avenida para levar nada a lugar nenhum... 
Lamentavelmente Angra é uma cidade descarrilhada, não vai a lugar algum.




Projeto de retorno do trem da mata atlântica.




Mais sobre Angra e a ferrovia:

https://lauaxiliar.blogspot.com.br/search/label/Angra

http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/vfco/Trem-Mata-Atlantica-Angra-Lidice-1992.shtml

http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/vfco/Trem-Mata-Atlantica-Angra-Lidice-1995.shtml

http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/vfco/ferrovia-SR2-RFFSA-Angra-Reis-1991.shtml


sábado, 25 de agosto de 2012

O futuro do porto de Angra?


O porto de Angra embora limitado é estratégico, me assusta o acesso ferroviário estar tão largado. A propósito o porto de Angra também era da FCA,

Pelo que entendi o porto de Angra está sendo reformado para operar como base de apoio a construção das novas plataformas da PETROBRAS para a exploração do pré-sal.
Mesmo enquanto não começa a construção dessas plataformas, sem a ferrovia é problemático trazer as grandes quantidades de aço para o porto de Angra, de onde se alimentam os vários estaleiros da região principalmente o Verolme
Os dois silos de concreto serviam para o recebimento de trigo importado da Argentina, talvez possam servir para a exportação dos grãos que a FCA vai buscar em Pirapora-Mg. Tempos atrás, antes da reabertura da linha de Pirapora, a FCA já estava pressionando a MRS para a instalação de um terceiro trilho na serra do mar e permitir a exportação de soja via estado do Rio de janeiro, evitando os congestionados porto de Santos e a EFVM. O projeto do terceiro trilho não foi a frente, chegou-se a cogitar transbordo da soja para caminhões em Barra Mansa...
O trigo era recebido em Angra, e o porto está sendo dragado, ou seja o calado pode se tornar profundo o suficiente para receber graneleiros.
Hoje já se poderia embarcar grãos ensacados com o calado existente.

O movimento de siderúrgicos ali era forte, creio que deva ter caído deveido a concorrência com a linha da central, por exemplo o carvão da CSN deixou de ser embarco ali e foi para o porto do rio e depois para sepetiba.

No entanto hoje as linhas da MRS estão cheias com o minério, e com um calado maior o porto de Angra pode se tornar uma sáida mais curta para a CSN e as industrias de V Redonda e região ao invés de se utilizar os portos do rio e de sepetiba, este último saturado de minério.

Com um calado maior e talvez a construção de um novo pier Angra se tornasse atrativo.

Aparentemente iniciativas estão sendo tomadas nesse sentido







Obras de retirada de barreiras - Angra dos Reis Maio de 2011 Aleksander Odal.
Algum movimeto após o registrado em 2010

Aparentemente já estão sendo tomadas medidas para a reabertura da linha, a mesma estava interrompida com diversas quedas de barreiras.
A prefeitura de Angra estava mobilizando equipamento para reabrir o trecho, acho que em troca do trem de passageiros enquanto a FCA e a Serra Verde Express estão trabalhando para viabilizar o retorno, porém sem prazo para inicio em função de material rodante.




A linha operava em regime intermitente até as fortes chuvas do ano retrasado quando parou de vez.
Com o novo marco regulatório a ANTT vai ter metas para esse trecho, e a FCA deve voltar a operar em breve.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Governo "quebra" monopólio em ferrovias .

Concidentemente a derrubada do ministro dos transporte Alfredo "lobby" Nascimento e demissão de diversos subordinados do messmo, o governo de repente criou coragem para bater na vale do Rio doce e na CSN. Estranho não é? Nem tanto, o plano de metaspor trecho está sendo bonzinho com as ferrovias privatizadas, as metas de recuperação só estão sendo estabelecidas para trechos onde se sabe que haverá retorno com algum investimento.
Trechos devastados pelas empresas privadas, como a linha auxiliar da EFCB, e as linhas da CFN (atual Transnordestina logística) no rio grande do Norte, não receberão metas de recuperação.


Publicada em 20/07/2011 às 13h05m
Vivian Oswald (vivian.oswald@bsb.oglobo.com.br)

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) dá, nesta
quarta-feira, o pontapé inicial para tentar uma grande mudança no sistema
ferroviário do país. Três resoluções, publicadas nesta quarta-feira no
Diário Oficial, devem abrir o mercado de trens, acabar com o monopólio em
linhas de grande movimento e forçar a queda das tarifas já a partir de 2012.
A novidade deve aumentar a concorrência e permitir que novas empresas
utilizem a malha atual. Dos pouco mais de 28 mil quilômetros (km) de
ferrovias concedidas no país, só 10 mil são utilizados plenamente.

- Vamos aumentar a competitividade entre as companhias e aproveitar a malha
existente, que hoje é mal utilizada - disse ao GLOBO o diretor-geral da ANTT
Bernardo Figueiredo.

As concessionárias terão de comprovar que estão usando sua capacidade total
de transporte e cumprir metas que serão definidas até o fim deste ano. Se a
ANTT constatar capacidade ociosa, as empresas serão obrigadas a permitir que
outras companhias utilizem aquele trecho.


Para garantir que as novas regras estão sendo cumpridas à risca, a ANTT vai
instalar, até o fim do ano, um grande centro de controle de operação das
ferrovias em tempo real para apertar a fiscalização. A tecnologia, que
dispõe de GPS via satélite, está sendo repassada ao Brasil pelo governo
espanhol.

Pelas regras atuais, qualquer empresa de trens que queira usar um trecho de
uma concessionária está sujeita a regras e preços estabelecidos pela dona do
trajeto. A partir de hoje, o governo garante aos interessados o uso da
ferrovia em qualquer circunstância, desde que paguem pelo uso da
infraestrutura
. A resolução protege os direitos do usuário, que contrata as
concessionárias para o transporte de suas cargas e institui penalidades, por
exemplo, para o atraso nas entregas.

Em outra resolução, fica determinado que as metas das concessionárias serão
definidas por trecho, e não mais pela concessão como um todo. Isso porque as
empresas cumpriam uma meta global, mas abandonavam trechos específicos por
alegar que não eram economicamente viáveis. Tudo o que não usarem poderá ser
utilizado por outras concessionárias ou empresas de trem que tenham
interesse em usar a infraestrutura.
As novas metas, que serão discutidas com
o setor até dezembro, entram em vigor em 2012.

- Há empresas que se aproveitam do fato de deterem o monopólio da linha, não
usam e não repassam o direito a ninguém. Como elas vão ter que cumprir as
metas, se tiverem capacidade ociosa vão ter que vender o direito de uso para
outras empresas e os preços terão de ser competitivos porque ela tem a
obrigação de cumprir a sua meta - explicou Figueiredo.

Grandes cooperativas de grãos e outros produtores já começaram a se
organizar para, juntos, poderem ter os seus trens e escoar a produção a
preços mais camaradas do que os praticados hoje. Eles apostam em queda das
tarifas, com aumento da eficiência e ganho de escala, além de redução dos
custos de armazenagem com o fim dos atrasos.

- Essa era uma demanda os usuários. É o nosso código de defesa do consumidor
Os usuários nunca participaram de qualquer decisão de preços e forma de
transporte. As concessionárias tinham poder absoluto - afirmou Luis Henrique
Baldez, presidente executivo da Associação Nacional dos Usuários dos
Transportes de Carga (ANUT).

- Se funcionar, é menos um gargalo para a produção. Melhorar o sistema
ferroviário é preparar o país para crescer. Precisamos ter como escoar a
produção cada vez maior - afirmou o secretário da Associação Brasileira das
Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fabio Trigueirinho.

A expectativa do setor produtivo é que o custo dos transportes caia não só
nas ferrovias, mas também nas rodovias, que, hoje, competem com os trens.

As mudanças, segundo a ANTT, não alteram os contratos vigentes porque já
havia dispositivos permitindo ao governo estabelecer as regras de
funcionamento. Os contratos com as concessionárias são válidos por cinco
anos.
(correção 25 anos, prorrogáveis por igual período já estamos com cerca de 15 anos dos 25 e a adesão as novas regras é uma barganha para a renovação da concessão)

Tarifas serão recalculadas até o fim do ano

A ANTT também está concluindo uma quarta resolução, que será publicada até o
fim do ano, com as novas tarifas-teto para o setor. O órgão regulador está
finalizando um longo estudo sobre os preços cobrados pelas concessionárias
hoje para ajustá-los à realidade. Há trechos cujos preços estão muito além
do que deveriam, encarecendo o custo de transporte e escoamento da produção.

- No passado recente, os produtores foram submetidos a reajustes excessivos
de tarifas, de duas ou três vezes o índice de inflação em um ano. Este foi
um dos pleitos do setor produtivo à ANTT - afirma Trigueirinho, lembrando
que a tabela de preços atual data de 15 anos.

A tabela de preços das concessionárias foi montada quando da privatização da
malha ferroviária e tinha por objetivo atrair concorrentes para os leilões.
Fontes do governo admitem que, à época, os preços teriam sido jogados para
cima. Desde então, nada mudou.

Nas próximas semanas, termina o prazo para que as concessionárias enviem ao
governo um cronograma com os investimentos que farão para habilitar todos os
trechos sob sua guarda que não estão sendo utilizados. No Rio, os trechos
Campos-Rio e Barra Mansa-Angra estão na lista dos que terão de ser
recuperados
(quais são os outros?). Atualmente, 5.760 quilômetros de trilhos de trem simplesmente
não são utilizados no país. Outros sete mil são subutilizados.

De acordo com a ANTT, as mudanças que estão sendo propostas no marco
regulatório devem atrair novos investidores para o setor. A Rumo Logística,
empresa de transporte ferroviário controlada pela Cosan, que começou a
operar em janeiro de 2010, não disfarça o interesse em ampliar sua área de
atuação. Hoje, para transportar açúcar, a empresa tem um contrato de longo
prazo com a ALL e deve investir até R$ 1,4 bilhão no negócio. Deste total,
metade já foi realizado.

As alterações propostas pelo governo, que vão valer também para linhas que
estão em construção, abrem caminho para que passe a operar em outras malhas
e até mesmo a transportar outros produtos além do açúcar no futuro.

- Viabilizar novas licitações e como vão ser disponibilizadas as linhas
(atuais), é visto com bons olhos. Vamos analisar com carinho - disse ao
GLOBO o presidente da empresa, Julio Fontana.

Procurada pelo GLOBO, a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que sempre resistiu às mudanças, não tinha porta-voz disponível para comentar o tema.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mesma empresa, dois exemplos?

As ferrovias brasileiras quando após a privatização se tornaram uma grande contradição.
Ao mesmo tempo que houve modernização, aumento da efici~encia, maior participação na matriz de transporte. ocorreram também desativação do transporte de passageiros, abandono total de linhas, dilapidação de patrimônio, furto de bens públicos e por aí vai.
A Ferrovia Centro Atlântica FCA, foi a herdeira da maior extensão de linhas oferecidas no processo de privatização, incorporando a SR-2 (Minas Gerais) e SR-7 (Bahia). É uma controlada pela cia Vale do Rio Doce, e degradou tantas linhas da RFFSA que ganhou o apledido de Ficou Como Antes.

Nas duas postagens abaixodo blog do Ralph Giesbrecht, aparentemente vemos ilustrado o motivo do apelido da FCA:

Na primeira vemos uma reabertura da linha de Angra dos Reis, aparentemente bancada pela prefeitura de Angra. Linha esta sempre sub-utilizada pela FCA.
Na segunda o abandono total da Linha Auxiliar da EFCB, da qual restam sob preservação da AFPF 4Km.

Em comum duas linhas com potencial para transporte, desde que feitos investimentos relativamente pequenos na época das concessões. veja o exemplo abaixo:
http://parahdiario.blogspot.com/2010/09/o-futuro-da-ferrovia-de-angra.html

No entanto numa grande cia. não fiscalizada pelo governo, com lucro garantido nas linha tronco, por investimentos feitos anos antes pela RFFSA, para que gastar com esses trechos?

Trens da FCA e da Vale aguardando licença para prosseguir. 
O abandono de linhas feto pela FCA é apenas resultado da prioridade de investimentos da Vale.

Pátio abandonado pela FCA no centro da cidade do Rio de janeiro, junto ao porto.
É claro que há carga para transportar, mas a prioridade não é essa.

sábado, 14 de agosto de 2010

TREM MATA ATLÂNTICA , mais um capítulo da novela!



Mais um capítulo da saga do retorno do trem da mata atlântica, aparentemente a prefeitura de angra dos reis está realmente trabalhando na volta do trem.
Será que finalmente os trens de passageiros vingarão ou teremos mais um caso como o do finado Barrinha.
Os outros capítulos dessa jorça o leitor pode acompanhar nos links:

http://parahdiario.blogspot.com/2010/08/angra-agora-vai-de-novo.html


 http://parahdiario.blogspot.com/2010/07/angra-dos-reis-agora-vai.html 

http://parahdiario.blogspot.com/2010/06/trem-barrinha-resumo-historico.html


http://parahdiario.blogspot.com/2009/12/agora-e-oficial-barrinha-nao-volta.html


A volta do turismo sobre rodas de aço

Publicado em 14/08/2010, às 18h00


Trem da Mata Atlântica poderá compor novamente a paisagem entre Angra e Rio Claro


Angélica Arieira

Sul Fluminense

O Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre) cedeu os seis vagões que irão compor a nova versão do Trem da Mata Altântica à prefeitura de Angra dos Reis. O pedido foi aceito há cerca de 20 dias e o termo de cessão foi publicado no Diário Oficial da União.


Com a cessão dos vagões, a expectativa é que após o processo eleitoral a licitação de operação do trem e das reformas necessárias seja realizada. A previsão é que as viagens aconteçam em sete meses, de acordo com as informações do presidente da TurisAngra (Fundação de Turismo de Angra dos Reis), Marcus Veníssius Barbosa. Segundo ele, tudo dependerá apenas do final período das eleições de outubro.


- O mais difícil nós conseguimos. Temos os seis vagões que serão usados para o transporte, e mais três que farão parte do maquinário reserva. Também já conseguimos um investimento de R$3,6 milhões. No entanto, para que o dinheiro seja liberado pelo Ministério do Turismo é preciso esperar o período eleitoral ser finalizado - explicou.
O recurso já carimbado para o empreendimento será usado, segundo Barbosa, na reforma dos vagões e na construção de uma estação em Angra e na reforma de uma outra em Lídice, distrito de Rio Claro.


A intenção é que o trem retome inicialmente sua rota original Angra-Lídice (40 quilômetros), mas o trajeto não deve ficar só nesta extensão. Embora os vagões tenham sido cedidos à prefeitura de Angra, o projeto integra também os municípios de Rio Claro e Barra Mansa.- Na verdade a intenção é inicialmente manter a mesma rota ferroviária, mas não o mesmo percurso. Os turistas agora poderão partir de Barra Mansa e desembarcar por lá também. Será uma rota rodoferroviária, pois a linha férrea será de Angra até Lídice, com o trajeto de Lídice à Barra Mansa sendo feito por micro-ônibus. Vamos integrar a região litorânea à região do Médio Paraíba - afirmou o presidente da TurisAngra.


A integração rodoferroviária, no entanto, deverá ocorrer somente por algum tempo: a pretensão é de que, depois que a primeira parte do trajeto já esteja vigorando, a linha ferroviária também chegue à Barra Mansa.
- Planejamos que os recursos alcancem a casa dos R$5 milhões, isso já incluído Barra Mansa como trajeto ferroviário - previu.Ainda não há uma definição sobre qual empresa fará a operação do trem, já que somente após as reformas as prefeituras poderão contratar o serviço terceirizado.

Concessão Pública

Marcus Veníssius Barbosa lembrou que já existe uma empresa que utiliza os trilhos da rota, mas somente para o transporte de cargas e que, pela concessão que a empresa já possuiu, ela é obrigada a destinar duas vezes por dia horários para a passagem de trens com passageiros.


- O órgão que regulamenta o transporte é a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e é ela que faz todas as exigências para a retomada da utilização desse trem. O que acontece é que os trechos são concedidos. Atualmente quem explora o trajeto é a FCA (Ferrovia Centro - Atlântica) e nossa intenção é que talvez ela própria possa operar o trem turístico, mas desde que a concessão seja pública e não particular - afirmou.


O presidente da TurisAngra lembra que o trem turístico funcionou até 1996 e que, por ser explorado por uma empresa privada quando o passeio foi interrompido, nada podia ser feito pelas prefeituras para que o passeio pudesse ser retomado. - Nossa meta é que a concessão seja pública e dada às cidades interessadas, ou seja, Angra dos Reis, Rio Claro e Barra Mansa. Dessa maneira, evitamos deixar esse patrimônio cultural nas mãos de particulares e correr o risco de o passeio ser interrompido a qualquer momento - esclareceu.

Empreendimento deverá aquecer turismo das cidades

Além do trajeto facilitado e da integração dos municípios, a retomada do transporte de passageiros por meio de trem do Médio Paraíba à região litorânea cria a expectativa de que as cidades invistam ainda mais em outras formas de turismo.


- Angra é ponto de atração de turistas no verão em potencial, por causa das praias. Com a retomada do trem, a prefeitura pretende investir na recuperação do Centro Histórico da cidade e manter o turista por aqui para além das datas sazonais. O Trem da Mata Atlântica explora a beleza natural e é um ótimo meio de atração de novos públicos que não querem só a praia - disse.


O prefeito de Barra Mansa também destacou que para o município o Trem da Mata Atlântica será uma opção não só de transporte alternativo para o litoral, como também de atração de novos públicos para a cidade.- Sem dúvida, estamos felizes com os passos que vem sendo dados com o projeto. A aquisição dos vagões é o início de um investimento que deixará a região do Médio Paraíba ainda mais unida à Costa Verde. Temos certeza que todos vão ganhar, e Barra Mansa fica feliz em participar da retomada deste projeto tão importante para o Estado - disse.

Conheça o projeto para o trem

Além da locomotiva, o Trem Ecoturístico da Mata Atlântica será composto por seis carros. Serão cinco carros de passageiros, com capacidade para 48 pessoas sentadas em cada um, todos equipados com bancos estofados, janela panorâmica, ar-condicionado, sistemas de vídeo, som e vigilância, dois sanitários com tratamento químico de efluentes e coleta seletiva de lixo.


O trem terá ainda um carro restaurante, com 48 lugares e serviço de buffet durante o percurso, além de um carro de apoio ao restaurante, com toda infraestrutura para os serviços de cozinha. Para garantir conforto e segurança, a operação da linha será realizada por empresa especializada no ramo de administração de trens de passageiros. A empresa será escolhida pelas prefeituras.
http://www.diariodovale.com.br/noticias/4,26366.html




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Angra Agora vai , de novo?!

Ferrovia Centro-Atlântica será reaberta em Angra? Atualização da postagem
http://parahdiario.blogspot.com/2010/07/angra-dos-reis-agora-vai.html


12/08/2010 - Diário do Vale

A secretaria de Atividades Econômicas de Angra dos Reis vai reativar a ferrovia Centro-Atlântica - que liga a região Costa Verde a vários municípios do Rio de Janeiro. Desde o início do ano, a ferrovia estava com o
tráfego interrompido devido os estragos causados pelas fortes chuvas. Com a possibilidade da reabertura da Centro-Atlântica, os trechos interditados estão sendo revitalizados pela secretaria de Obras do município.

- Os trechos prejudicados já estão recebendo a limpeza e a manutenção da prefeitura de Angra. Assim que os pontos forem revitalizados, a estrada será reaberta - afirmou o secretário de Atividades Econômicas de Angra, Alexandre Tabet. A previsão da prefeitura é de que a ferrovia seja reaberta no dia 1º de setembro, e logo após sejam retomadas as atividades de transporte ferroviário.

- Nossa expectativa é de que na segunda quinzena de setembro já haja movimentação de carga - afirmou o gerente de Relações Portuárias da secretaria, Aurélio de Moura.Com o objetivo de planejar os reparos na via férrea, as equipes da secretaria de Atividades Econômicas e da concessionária responsável pela ferrovia Centro-Atlântica promovem reuniões quinzenais desde o início do ano, com representantes dos sindicatos da orla portuária. Durante a realização desses encontros, foi definido os locais que mais necessitavam de revitalização, como o trecho entre Rio Claro e Lídice que está totalmente recuperado.

- Conforme íamos conversando, íamos melhorando os trechos que foram interrompidos por causa dos estragos das chuvas. A ferrovia transportava, basicamente, cimento, mas agora a ideia é realizar o transporte de qualquer tipo de carga. Por isso, no dia 17 de setembro, em Angra, haverá outra reunião para rever as condições de retorno dos clientes tradicionais e de outros para o Porto de Angra dos Reis - afirmou o coordenador de Relações Institucionais da concessionária, José Cruz.


A prefeitura de Angra dos reis está reabrindo o trecho, será que a contrapartida da FCA vai ser a reimplantação do o trem da Mata Atlãntica?
Ou só mais uma vez o dinheiro público atendendo a interesses privados?


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Angra dos reis, agora vai?

A caixa d'agua da estação, isolada sem serventia no meio do pátio resiste ao tempo.
Fica locolizada entre as linhas do triângulo onde abasteciam as Vaporosas.



REPORTAGEM VAGA E SEM OBJETIVO. PROVAVELMENTE MATÉRIA PAGA:

Expansão do porto de Angra prevê mais de 217 metros de cais
Investimentos serão de R$ 60 milhões apenas na primeira fase do projeto.
Fábrica de tubos no pátio vai gerar 7 mil empregos
Rio - A expansão do Porto de Angra dos Reis, um dos maiores no Brasil, está planejada. A previsão é que as obras serão executadas até 2015. A primeira fase do projeto, até 2012, prevê investimentos de R$ 60 milhões. Além da implantação de fábrica de tubos flexíveis no pátio do terminal, gerando mais de 7 mil empregos, diretos e indiretos, a cidade do litoral sul terá outros benefícios: o fluxo de embarcações de atracação de cargas será ampliado com o aumento de 217 metros de cais; a infraestrutura portuária será modernizada haverá implantação de um centro de capacitação e treinamento de mão de obra e de programas socioambientais e, ainda, a reintegração da área do Cais da Lapa.

A empresa Technip (detentora de 70% das ações da arrendatária do porto, a Angra Porto) quer fazer do Porto de Angra um gigante na área de apoio à exploração do pré-sal. O diretor-executivo do Terminal Portuário de Angra dos Reis, Robson Rangel, destacou que o potencial de produção do pré-sal é
de 100 bilhões de barris de petróleo, com investimentos confirmados da Petrobras de R$ 200 bilhões nos próximos cinco anos. “Será feito um plano de recrutamento e treinamento de profissionais de Angra dos Reis e um programa de estímulo para desenvolver o mercado de serviços na cidade. Basicamente, as atividades a serem desenvolvidas são logística, manutenção e fabricação”, concluiu Robson Rangel.

LOGÍSTICA

O desenvolvimento de toda a área, paralelamente ao turismo, é um desafio para o prefeito Tuca Jordão. “Nossa preocupação é com o desenvolvimento econômico e social, ou seja, em melhorar as condições de vida de nossa população”, disse o prefeito, enquanto o diretor do terminal, Robson Rangel, explicou que, devido à exploração de petróleo na camada do pré-sal, Angra dos Reis tem uma vocação natural para ser um centro de apoio logístico para as empresas. “Este projeto de expansão é um marco para o desenvolvimento do porto e, consequentemente, da cidade”, afirmou Robson.

A base principal da importância do Terminal Portuário de Angra dos Reis é pelo fato de ter como instalação subordinada outro terminal importante, o da Baía da Ilha Grande, da Petrobras, que movimenta grandes quantidades de petróleo e posiciona o Porto de Angra como um dos mais movimentados do País.
Como atração turística, estadual e nacional, o porto em expansão se junta à beleza das praias e das regiões próximas, pois Angra possui mais de três centenas de ilhas. Muitas delas têm, como proprietários, celebridades nacionais e internacionais.

Exportações de aço da CSN feitas pelo porto (eram feitas)

A Companhia Siderúrgica Nacional, sediada em Volta Redonda, utiliza o Porto de Angra para as suas exportações de aço. Aliás, este procedimento vem desde o século 20, quando a CSN era abastecida de carvão de coque, proveniente de Santa Catarina. O porto é referência na cidade de Angra dos Reis, situada na microrregião da Costa Verde de Estado do Rio de Janeiro, e descoberta em 6 de janeiro de 1502 e colonizada em 1556. Atualmente, a população é de 168 664 habitantes. Os municípios limítrofes a Angra são Paraty, Rio Claro e Mangaratiba no território fluminense, e Bananal e São José do Barreiro no lado paulista.

Após 1872 entra em decadência com a inauguração das estradas de ferro, voltando a ocupar posição de destaque na terceira década do século 20, quando um ramal ferroviário passa a fazer a ligação aos estados de Minas Gerais e Goiás, por ele escoando a produção agrícola. O ramal ferroviário, em bitola métrica, ainda existe, sendo operado atualmente pela Ferrovia Centro-Atlântica.

http://odia. terra.com. br

ESTIVE EM ANGRA A POUCO TEMPO, O PORTO REALMETE ESTAVA SENDO DRAGADO, MAS AS OBRAS DE DUPLICAÇÃO DA BR ESTAVAM PARALIZADAS DEVIDOS AS CHUVAS DE JANEIRO.
A FERROVIA TAMBÉM ESTÁ PARALISADA DESDE JANEIRO, SENDO QUE NÃO HÁ INDÍCIOS DE QUE A FCA TENHA INTERESSE EM REABRI-LA.
ENTÃO PERGUNTO, SEM ACESSO DECENTE POR TERRA, COMO SE EXPANDIRÁ O PORTO DE ANGRA?

Fiz algumas fotos da estação de Angra dos Reis:

 


 



 
Detalhe do chapéu de malandro pendurado no auto de linha. 


Vista superior do pátio da estação.


A direita a caixa d'água, já sem os trilhos ao redor


Acima, a esquerda da foto o prédio da estação,  uma parte utilizada como escritório da secretaria de turismo de Angra a outra com o terminal da cimento Tupi, que recebia carga dos trens e transferia para caminhões.



 
A estação já sendo invadida pelo tráfico, e o detalhe das cavilhas giratórias da prancha.
É notavel como num lote com pouco mais de 10 pranchas, haja tantas variações do padrão de pintura da FCA.




 
Gôndola usada nos trens de serviço da via permanente, o galpão ao fundo é uma balança que se  pesava vagões graneleiros com trigo importado da Argentina e desembarcados no Porto de Angra.
Está abandonada no pátio, parece estar aí a mais tempo que os demais vagões. 


 
Detalhes das pranchas, a da esquerda com a marcação de um "I" feita pela RFFSA, não sei o que significa.
A outra totalmente repintada pela FCA recebeu uma pintura com faixas nas cavilhas aparentemente para melhorar a visibilidade do vagão, entre a estação de Angra e o cais do porto a ferrovia segue pelo meio da cidade inclusive cortando avenidas e uma praça.


 
Auto de linha também abandonado, já está pintado nas cores da FCA, e está desde janeiro aí, talvez o fato de não ter sido removido ainda demostre algum interesse por reativar o trecho.


 
O depósito da cimento tupi e está servindo de moradia para mendigos. 

 
 Vista da plataforma a curva ao fundo é a saída do pátio em direção ao porto de Angra,
cortando o centro da cidade. 
Entrada do porto de Angra , atravessando uma praça bem no centro da cidade.
Leito da FCA no centro de Angra
Outra vista da linha cortando a praça, o prédio ao fundo, hoje um bar, poderia perfeitamente servir de ponto final para o trem turístico. Esta praça fica exatamente de frente para o cais de onde saem os barcos com turistas.
Esse prédio aparentemente era algo relacionado a ferrovia


Segunda entrada do porto de Angra, fechada. 
A prefeitura parece querer a permanência da ferrovia, todos os pontos de interferência entre a linha e as vias, inclusive as exclusivas para pedestres, são sinalizados.

Antigo trem turístico entre Angra e lídice, o trem da mata atlântica.
Pelo pessoal da secretaria de turismo de Angra, é certo a vlta do trem desde que a FCA recupere a linha que está parada desde janeiro, houve algumas negociações, mas a via que liga Barra Mansa a Angra dos Reis está em péssimas condições. Da última vez que este trecho foi interrompido o motivo foi o mesmo, e levou-se anos até que a ANTT multasse a FCA e fisesse a mesma recuperar a linha.

Os eternos deslizamentos da linha de Angra...
25 de fevereiro de 1985 Km 4

Voce pode saber muito mais sobre o a linha de Angra dos Reis, a EFOM e a RMV no site http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias/vfco/angra.htm , inclusive com várias fotos e informações do trem da marta atlãntica e da operação em Angra nos tempos RFFSA.