segunda-feira, 14 de maio de 2012

Desafios técnicos e econômicos da recuperação das ligações ferroviárias do Norte Fluminense com Minas Gerais parte III

A Linha Mineira- LM

Conforme já descrito nas partes I e II as propostas de reativação de um segundo corredor de minério entre MG e RJ, acabam se resumindo a duas possinbbilidades principais: Do uso da malha da MRS em conjunto com a linha do litoral da FCA e  da linha Campos- B. Horizonte.
Esse agrupamento em duas possibilidades principais decorre do fato de que da extensa malha da EFL poucas ferrovias sobreviveram ao holocauto ferroviário na segiunda metader do século XX. Sendo que estes dois traçados foram os últimos a pararem de operar devido a suas características técnicas serem melhores que as demais linhas.
Também parece ser um consenso que a linha da MRS não suportará um aumento de volume transportado caso a ferrovia continue a ganhar espaço na matriz de transporte brasileira, como acontece desde que a RFFSA foi privatizada.
Em geral podemos dizer que a ferrovia é vatajosa apenas para percursos superiores a 400Km e que duas ferrovias aralelas  não devem estar a menos de 100Km de distância uma da outra para evitar a concorrência canibal que fatalmente levará a que possui custo de manutenção maior a falência.
Enfim devido as questões políticas no relacionamento entre as empresas interesaadas neste transporte, a incerteza de quanto  será o volume a ser produzido pela MMX e qunato disso será absorvido pela MRS é mais do que válido que a MMX deseje ter uma rota independente para escoar sua produção, esta rota seria a ligação Campos-Ubá-Miguel Burnier- Belo Horizonte, também chamada de linha mineira (LM).
A operação se daria através da descida dos trens em direção a Açu vindos da zona de produção de minério Entre Itabira e Belo Horizonte na EFVM, os trens viriam da EFVM através da ligação entre Costa Lacerda e Lafaiete Bnadeira e desceriam  a partir daí pela LM direto em direção ao porto de Açu numa linha singela de bitola métrica e tráfego quase exclusivo da LLX.



Esta linha atualmente, quase totalmente destivada é semi-paralela a LC da MRS, tem como característica ser um dos sinousos e íngremes trechos contruídos no século XIX encampados pela EFL, acabou sendo deixado de lado justamente pela conconrrência com o modal rodoviário e por competir com ferrovias com condições técnicas melhores, como a EFCB e a EFVM.

Apesar de a linha ser mais pesada que a malha da MRS ela não possui em toda sua extensão raios de curva extremamente aperatados ou rampas de 3% como na subida de serra pela Linha Auxiliar - LA  entre Campos e   Ubá, tanto que entre Recreio e Cataguases operam trens de bauxita, trens longos e pesados.
Embora sempre que se refira a EF354 se fale em uma ferrovia totalmente nova o trecho a ser atravesssado é extremamente montanhoso, a construção de uma linha nova implicaria em mobvimentar enormes volumes de terra e inúmeras obras de arte, a busca por um traçado totalmente moderno pode resultar na re-edição de uma novela como a da ferrovia do aço, que foi construída em situação semelante e até hoje está parcialmente inconclusa e operando bem abaixo da sua capacidade máxima.
Ainda por cima esse trecho estando entre a EFVM e a MRS é uma rota de escoamento secundária, e portanto estaria mais destinado a capatar cargas diversas do que apenas operar minério de ferro.
Acredito portanto que embora a construção de uma EF354 nova sempre seja uma opção, ainda por cima que pelo passar dos anos se torna mais difícil aproveitar a estrutura existente por causa de sua degradação, isto não deve ocorrer.


Em vermelho trecho da atual EF354  com melhores condições técnicas, e que poderia ser reaproveitado

 As piores condições técnicas são encontradas ao longo da zona da mata mineira, se no estado do RJ a linha corre em paralelo ao rio Paraíba do Sul, seguindo a inclinação natural da sua calha, na zona da mata ela se defronta com um paredão. Entre Ubá e Ponte Nova logo após Ubá e entre Ponte Nova e Miguel Burnier, na altura de Mariana, há trechos íngremes com mais de 2,2% de inclinação e raios de até 70 metros, este trecho a príncipio deve ser substituído por uma variante direta entre Miguel Burnier e Ubá. esta variante encurtaria em cerca de 20% o traçado e teria uma vantagem sobre a obra original, a redução do percurso chega ser de tal forma vantajosa que em conjunto com as variantes em construção pela  FCA no Espírito Santo,  permitiria a LM se tornar uma concorrente a EFVM no acesso ao porto de Tubarão em Vitória-ES.
As principais vantagens de se reucperar a LM estão no fato de que ela pode absorver diversas cargas que não acham espaço dentro da EFVM e da MRS, por ser de bitola métrica se integraria com a malha da FCA principalmente a VFCO sem problemas. A distância é comparável a da MRS entre MG e Sepetiba com 441Km de via singela, poderia receber trens de 168 vagões tracionados por 2 locomotivas de 4400Hp ou mais de tração AC e rodagem BB+BB, como as que a Caterpillar pretende fabricar em MG, ou um 3 máquinas convencionais, atingindo a capacidade de 30mta (milhões de tonelada-ano).