quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Muda o governo de Magé. Mudará a atitude?

Segunido a notícia publicada pelo "O Globo" sobre a liberação de verbas federais para a primeira fase do Trem Imperial,  restam nossas preocopações de como esse dinheiro será repassado a ferrovia.
É fundamental a colaboração das prefeituras para a execução do projeto, no entanto o que normalmente se percebe é que com todas as ferramentas, recursos e todo o poder nas mãos normalmente tentam impedir a construção de ferrovias.
Vide o leito da EF Mauá patrimônio histórico nacional asfaltado pela prefeitura de Magé durante a administração Cozzolino recentemente expulsa da cidade.
Esperamos que o novo prefeito se interesse pela idéia e não encaminhe este dinheiro ao ralo, como já foi feito anteriormente.

Obras para reativação de ferrovia atrasadas - Tribuna de Petrópolis, 10/08/2011


QUARTA, 10 AGOSTO 2011 12:00





A estação de Pacobaíba, em Magé, será restaurada com verba da União. / Divulgação

Um ano após o governador Sérgio Cabral sancionar o projeto de lei para a reativação da Ferrovia Príncipe do Grão-Pará, muito pouco foi feito pelos municípios envolvidos no projeto. O Termo de Cooperação Técnica entre as prefeituras de Petrópolis, Magé e o governo do estado está desde o ano passado para ser assinado e assim dar início à reativação da ferrovia. O pesquisador e presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, Antônio Pastori, acredita que a estrada de ferro não ficará pronta até a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

“Não há empenho e nem interesse. É uma pena, porque a verba para a restauração existe, só falta o projeto andar”, ressaltou Pastori. De acordo com o pesquisador, os problemas políticos em Magé prejudicaram o andamento das negociações. “A esperança é que esse novo prefeito eleito em Magé tenha um interesse maior pela reativação da estrada. Vamos procurá-lo e apresentar o projeto”, comentou.


Ao todo, devem ser investidos R$ 70 milhões para a reativação da ferrovia, contando com as obras de infra-estrutura que ficarão a cargo do governo do estado, a retirada dos moradores, a revitalização e a compra dos trens. Este último, de acordo com Pastori, dependerá da quantidade e modelos escolhidos pela empresa que irá vencer a licitação. “Acredito que o investimento mínimo com a aquisição dos trens será de R$ 20 milhões”, ressaltou. A Estrada de Ferro Grão Pará funcionou por 81 anos e ligava a Vila Inhomirim, em Magé, à Serra Velha da Estrela. A linha tem ao todo seis quilômetros de extensão.


Enquanto o projeto não sai do papel, a Associação Fluminense de Preservação Ferroviária conseguiu uma verba junto ao Ministério da Justiça para a restauração da Estação de Pacobaíba, em Magé. De acordo com Pastori, esta foi a primeira estação ferroviária do Brasil, e era por lá que a família imperial pegava o transporte para subir a serra. O investimento de R$ 430 mil é proveniente do Fundo de Direitos Difusos, que recebe multas de crimes ambientais.


Segundo Pastori, o projeto foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e deve começar a ser executado até o fim do mês. A previsão é de que a revitalização seja concluída em seis meses. Estima-se que 30 mil pessoas visitem a estação anualmente. “O espaço está todo destruído. Vamos colocar luz, instalar uma biblioteca e, na frente da estação, uma réplica cinematográfica da primeira locomotiva do Brasil, a Baronesa. A intenção é começar pela Estação de Pacobaíba toda a reativação da estrada de ferro”, concluiu.

JANAINA DO CARMO
Redação Tribuna

Assine o manifesto pela volta do trem em Petrópolis e divulgue:
http://www.manifestolivre.com.br/ml/assinaturas.aspx?manifesto=expresso_imperial

Antonio Pastori
Presidente da AFPF - Assoc. Fluminense de Preservação Ferroviáriaafpf.rj@gmail.com