domingo, 24 de julho de 2011

Odebrecht, assume supervia.

Já entra prometendo o que não pode, será que daqui a dez anos vou tornar a ler essa matéria e sentir a mesma coisa que sinto quando leio as maravilhosas promessas da privatização?

A supervia foi repassada de mãos e teve o contrato renovado,mesmo não cumprindo as metas atuais, em troca de promessas de investimentos principalmente no aumento de trens. Pois bem a primeira providência foi eliminar cerca de pasmem, cerca de 90, trens unidades não operacionais recebidos da finada flumitrens, ainda aguardando reforma desde 1998.

(mais de 16, da série 400, mais de 20 da 900, mais uns 35 da 800, em brve 7 da 8000, e um número indeterminado das séries 1000, 500 e 700, sendo pelo ao menos 2 unidades de cada série cortadas.)
Acreditem era viável reformar pelo ao menos os trens com caixa em inox, e manter operando os de caixa de aço carbono sobreviventes, séries 400 e 1000.

Curiosamente o número é da mesma ordem de grandeza do pedido de trens novos ao estado.
e os 30 que sairiam do bolso da supervia, correspondem a atual frota morta da empresa.
Mal assumiu a empresa já se mente descaradaente sobre o que será feito.
O estado não comprará 90 trens, o custo é altíssimo muito mais barato era reformar os que estavam no PET(programa estadual de transportes) e não foi feito, já há uma encomenda de 60 com a CNR(chineses) e não será exercida a compra adicional do contrato com a Rotem (trens coreanos da série 2005).
Ou seja o que o estado queria gastar já gastou.

O metrô, já assediado pela Odebrecht. Por sua vez tem toda a frota da série 3000 (VLTs fabricados pela cobrasma, no rio conhecidos como pré metrô), além de alguns carros de outras séries parados, sem a menor indicação de que serão recuperados e apresentando cada vez menos peças, ou seja estão sendo canibalizados para manter os outros trens.
Espera-se  receber os trens chineses encomendados junto com o lote que vai para a supervia, mas já estão a 2 anos atrasados.

Mas não eapavorem, com a copa e as olímpiadas vai haver trens para os estádios, e só. O resto vocês já sabem para onde o governo irá mandar.

Fonte revista ferroviária Junho de 2011