domingo, 15 de abril de 2012

CBTU 25 anos e uma idéia na cabeça


Acima o texto na íntegra, vale a pena ler

"A CBTU tem que continuar com seu objetivo que é o lucro social. Essa é a palavra-chave da companhia, ou seja, transportar passageiros de forma segura, econômica, social e ambientalmente correta. Não temos o objetivo de registrar lucro financeiro. Nossos projetos estão voltados para isso. Eu vejo assim a CBTU. Não tem outro motivo para a CBTU existir".


Me dêem uma divisão de gerentes com este pensamento e em 20 anos estaremos vivendo no primeiro mundo.

A frase em negrito acima traduz exatamente a definição de empresa de capitalismo de bem estar social.
O único tipo de capitalismo que deve ser praticado em monopólios naturais como transporte público, petróleo, água e energia elétrica.



Sim me acusem de parcial, eu sou! Me incomoda a debilidade de pensamento de quem nação sem paciência de revisar a própria história, há cerca de 20 anos atrás o Brasil estava na bancarrota o país corria o risco de se desintegrar, devido a abusos dos novos governos civis cometidos no vácuo deixado pela ditadura militar, a economia faliu, as instituições quebraram, o estado não se sustentava e logo uma suposta solução apareceu, o governo por ser "incompetente corrupto e etc... deveria se livrar do que não pode ter e deixar a eficiente e santa inciativa privada tomar para si as estatais.

Pois bem,o resto da história, quem consegue ler, sabe o que foi, todos os males apresentados elas estatais tornaram a voltar, e com tarifas maiores, a iniciativa privada se mostrou extremamente competente, em lucrar e beneficiar a si mesma apenas no bom e velho capitalismo selvagem.
A tarifa abusiva paga com uma parcela grande do salário do trabalhador, sustentaram o lucro dos bancos estrangeiros.
Um outro benefício colateral apareceu para a sociedade mas, a um custo enorme, então surge aí ao melhor no modo de pensar apresentado pela CBTU:

Prestar um serviço de qualidade, o lucro é o bom serviço prestado.

Não estamos falando em dar caviar nos trens e falir a empresa, como nas antigas farras estatais, mas sim ter empresas fortes que geram renda suficiente para se manter e crescer, que tem o compromisso de usar seu lucro principalmente na melhoria de seus serviços e não em mais lucro.




Num momento em que se vê que as privatizações, não salvaram a pátria e que ter um monte de empresas públicas ineficientes só quebraria o país de novo, ver a administração de ma estatal se manifestar na direção de prestar um bom serviço sem consumir mas impostos é uma idéia para se manter na cabeça