quinta-feira, 9 de junho de 2011

A epopéia da Locomotiva da EBAL

Dia 15 de maio foi removida das instalações de uma escola desativada em São Cristóvão, para Petrópolis, uma antiga locomotiva a vapor que lá estava estacionada desde meados dos anos 1960, no local onde funcionou um pequeno parque infantil inaugurado em 1967 pela então EBAL- Editora Brasil América como presente para os moradores de São Cristóvão no dia das crianças.

A EBAL era uma das maiores editoras brasileiras de revistas em quadrinhos que alcançaram grande sucesso junto ao público infanto-juvenil, tais como: Tom&Jerry, Pernalonga, Tarzan, Superman, Batman & Robin, e outras.

A velha locomotiva tanque, cuja classificação de rodagem é 0-6-0T, operou nas instalações da extinta Cia. Petropolitana de Tecidos, em Cascatinha, 1o. Distrito de Petrópolis, manobrando vagões entre a fábrica e a linha Leopoldina, que passava ao lado. Por volta do final dos anos 1950 a Fábrica de tecidos abandonou a manobra com a loco, e passou a fazer à movimentação de seus produtos com caminhões. Esquecida num canto, acabou por ser vendida na década de 1960 para um ferro-velho, em Barra Mansa, RJ, ainda em condições operacionais.

Cerca de 20 anos atrás, o Engenheiro “preservacionista” Luiz Octavio a localizou pela primeira vez “escondida” atrás de um muro no pátio interno da escola que ainda funcionava no local, hoje desativada. Não titubeou e fez uma oferta de compra aos proprietários, que queriam um preço muito elevado,e a transação não foi efetivada.

Com o fechamento da escola, o imóvel passou recentemente para o controle da Imobiliária Higienópolis, que aceitou a nova proposta do Luiz Octavio no valor de R$ 8 mil, desde que a loco fosse retirada por sua conta em menos de um mês.

Surgiu então um novo problema: onde arranjar recursos para remover a locomotiva para Petrópolis, seu local de origem, sem ter idéia onde ela poderia ficar estacionada?

Octavio então buscou ajuda junto aos associados da Regional Petrópolis da AFPF-Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, que contataram a Prefeitura de Petrópolis que se interessou em trazer de volta uma raridade desta. Tanto assim que logo providenciou o equipamento para remoção da locomotiva: um guindaste com capacidade de 30 toneladas e uma prancha para levar a loco para Petrópolis, assumindo todos os ônus do transporte até Petrópolis.

Hoje a velha locomotiva, em avançado estado de degradação, encontra-se estacionada numa oficina em Nogueira, onde será inspecionada e, se possível, restaurada. Se ainda estiver em condições operacionais ela poderá vir a tracionar, futuramente, um pequeno trenzinho, num percurso de 3 a 4 km no local, indo até o Parque de Exposição de Itaipava. Tudo isso vai depender da ajuda de patrocina-dores, pois a reforma será muito cara, assim como, o investimento necessário à implantação dessa linha no mesmo local onde passavam os trens da Leopoldina, cujos trilhos foram erradicados em 1964.







Para saber mais detalhes, contatem o Luiz Octavio pelo telefone 2259-9084, ou pelo e-mail afpf.rj@gmail.com
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