terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Metrô do Cariri pode dar certo


Por Assis Ferreira

Bom dia (crônica de 24.02.09).

Não tendo o que fazer, resolvi ir a Crato pelo Metrô no dia seguinte (26) ao

do meu aniversário. Fiz um bom negócio: o rapaz que vende a passagem
olhou-me e disse que se eu tivesse “sessenta e cinco anos, não pagava
passagem”. Aí me pediu a identidade para anotar no controle de passageiros
gratuitos, e só me pediu pela minha cara não ser numerada, pois as rugas
denunciam a idade que eu tenho. Fiz uma viagem diferente, entre árvores e
lixo. E economizei dois reais.

Passageiros poucos. Juntos, chegariam a uns oitenta, por aí. Então o lagarta

verde deu partida. Cinco minutos da Estação Juazeiro à Estação Teatro.
Parada. Partida à Estação Antônio Vieira. Parada. Partida à Estação São José
Parada fora de estação. Motivo? Não sei. Demora de um minuto, pouco mais,
pouco menos. à frente, parada fora de estação. Motivo? Não sei. Próxima
estação: Muriti. A seguinte: Padre Cícero. A próxima: Estação Crato. Sete
estações. Trinta e cinco minutos de viagem. Desci do trem por um lado da
estação, subi nele pelo outro.

O trem não corre a mais de 40km/h. Quem dirige a composição tem o maior

cuidado nos cruzamentos de ruas. Buzina, buzina, buzina.

Como o trem corre a baixa velocidade, acho que só raramente abalroamento e

atropelamento podem acontecer.

O trem sacoleja que só. Bem que o chamaram de VLT (Veículo Leve sobre

Trilho). É confortável. O ar refrigerado deixa o ambiente apenas fresco.
Policias da PFF (Polícia Ferroviária Federal) fazem a segurança nos trens e
nas estações. A composição é bem asseada. O Metrô do Cariri pode dar certo.

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