segunda-feira, 1 de março de 2010

A antiga estação ferroviária de Japeri será tombada um dia?


"Algum dia poderemos ver as obras de restauração da antiga estação ferroviária de Japeri, que tem mais de 150 anos? Em outras regiões, onde o patrimônio histórico é mais valorizado, ela já estaria tombada e restaurada há muito tempo. Escorada por toras de madeira, o prédio é devorado por cupins, castigado pelo tempo e abandono da Supervia, responsável pela administração do local em que se encontra - em um dos acessos que dá acesso à atual plataforma de embarque dos trens. Os passageiros passam debaixo de suas marquises, desviando das toras que apoiam o teto, o que sempre parece arriscado. A estação é um símbolo da cidade, consta em seu brasão e tem estilo arquitetônico ímpar. Será tombada em breve, de um modo ou de outro; no livro ou no chão."

Thiago Amorim Carvalho -
17.2.2010.
 
Com essa introdução, que define bem a situação atual da coisa, resolvi fazer um registro do estado atual da es tação de Japerí, antes que o tombamento aconteça, do pior dos jeitos possíveis.
Informações adicionais podem ser obtidas no site http://www.estacoesferroviarias.com.br/efcb_rj_linha_centro/japeri.htm, com uma ressalva em relação a estação da linha auxiliar, o prédio de alvenaria da plataforma do interior (prédio de 2 andares branco) foi estação para a linha auxiliar até a mesma ser transferida para a Leopoldina aí então Japerí passou a ter uma estação própria para a linha auxiliar, para a bitola métrica, nos anos 50. Antes disso havia bitola mista na plataforma do interior da EFCB e o trem vindo da métrica recuava até a plataforma.
A plataforma do interior da EFCB tinha esse nome por partir dela os trens de longa distância, a outra plataforma é dos trens de subúrbio ou como era conheciada  "dos elétricos"


Estado atual da estação de Japerí

 
 Vista da parte superior do pátio da estação de Japerí sentido Paracambi/Barra do Piraí/ Três rios 
Da direita para a esquerda, a primeira linha é a bitola estreita da linha auxiliar abandonada (Central do Brasil e depois transferida para a Leopoldina, sentido T. Rios), a segunda é a linha de bitola larga da MRS que liga o Km 64 ao por do Rio(pátio do Arará), sentido B.piraí. As demais são as linhas do pátio de Manobra da supervia sendo que a penúltima segue para Paracambi,

  
Estação de Japerí vista do prédio da "plataforna do interior" ou plaraforma 2, o teto a esquerda é da estação da linha auxiliar,construída nos anos 50, antes disso ostrens da bitola estreita entravam de ré na plataforma do interior antes de prosseguir viagem. 
Ao fundo o pátio da linha auxiliar abandonado, saqueado e tomado pelo mato, a linha de bitola larga rente ao prédio é da supervia, a outra é da MRS, que ainda utiliza 2 linhas para manobras de trens de serviço.
  

  
Vista sentido Rio de janeiro do que restou da Linha Auxiliar, a saída por onde seguiam ostrens de bitola estreita em baixo a esquerda a estação da leopoldina e a direita o prédio da Central


  
Vista do prédio original(atrás da palmeira) e do pátio principal da supervia, a partir do prédio de entrada mais moderno, construído pela FLUMITRENS entre 1996-1998.


  



  
O HISTÓRICO PRÉDIO DE MADEIRA, 
OBSERVEM AS ESCORAS

 
Ao fundo a cobertura metálica moderna, que substituiu a antiga de concreto erguida na época da eletrificação (anos 40). A estação original agoniza ladeada de tapumes e escoras.



A noite, a estação não possui vigilância nem iluminação decente diversos ao saques e até assaltos a passageiros ocorrem com certa frequëncia. A frente do prédio a imagem de Nsra Padroeira do ferroviários no entorno da mesma antigamente havia um pequeno aquario de concreto, a imagem está cercada com grades para evitar a ação de vãndalos, ladrões e radicais religiosos.

  
 A seta azul marca a plataforma do interior da EFCB a vermelha a estação da Linha Auxiliar. Da plataforma do interior saía até 1996 o TREM "Barrinha". Ainda pode se obswervar as "ossadas" de um carro da série 400 abandonado junto ao antigo depósito de ferramentas do pessoal de via permanente da bitola estreita.

  
Pátio da linha auxiliar sem trilhos e encoberto pelo mato, havia bitola mista, triângulo de reversão e eletrificação.

  
 o que sobrou ativo da pátio da linha auxiliar, linha da MRS Arará - Barra, e 2 linhas do pátio.


 Estação de japerí para a bitola métrica, atualmente usada em uma parte como residência e noutra como posto do DETRAN.


  
TUE série 500 (hitachi - Japoeses vindos em 1977, conhecidos como cara de lata e caixote) encostado na plataforma do interior, o pessoal de manutenção leve da supervia (PA-pronto atendimento, ou seja homens gatilho) utiliza as duas linhas da plataforma do interior para atender aos trens no pátio de Japerí.
Ao lado uma socadora da MRS aguarda na linha principal numa pausa dos serviços


  
Mais a frente uma niveladora da MRS


  
Carro de TUE série 400, ER-450 abandonado no pátio, ainda com a pintura original da Central do brasil usada até os anos 70, os outros dois carros desse trem tiveram destinos bem diferentes, um foi reformado pelo Central logística para fazer parte da composição que reativaria o Barrinha, e em seguida abandonado em Barão de mauá, depois que o projeto foi cancelado, tranferido para o ramal de Guapimirim, o carro estaria sendo rebitolado para isso. o outro está ativo na supervia.


Antiga casa de turma, devidamente invadida


  
Pátio de cruzamento da bitola estreita, vista sentido Rio de janeiro


  
 Ônibus da integração central castelo da supervia deslocado para atender o ramal de Paracambi, o ramal de Paracambi possui linha singela e quando se faz manutenção no mesmo a supervia interronmpe o tráfego e oferece transbordo para os ônibus, abarrotados. Local praça Ary Schiavo.


  
Atrás do ônibus manobrando para fazer o retorno prédio construído em 1998, durante a modernização da estação, para abrigar o sistema de controle automático dos trens adquirido pela CBTU nos anos 80. nunca foi usado e o sistema nunca foi instalado.
 

 
Vistas da estação da linha auxiliar de dentro de trem do ramal de Paracambi chegando a Japerí.


  

 Estação da bitola estreita, antes da modennização da estação de japerí feita pela FLUMITRENS o acesso se dava por uma passagem em nível para pedeestres a direita do prédio da bitola estreita, onde nessa foto se vê um muro com grade.

  
  
 Atrás da estação a escola e a praça Ary Schiavo, e a rampa de acesso da estação moderna.
 
 

Um detalhe a estação moderna de japerí foi inaugurada junto do primeiro trem de subúrbio com ar-condicionado( que veio rebocado ainda sendo finalizado por operários da Alston e não ficou pronto a tempo) por Benedita da Silva, sem que a obra estivesse pronta, a então governadora chegou e saiu de helicóptero, sem nem ao menos entrar na esaçõa mostrando o quanto ela valoriza a ferrovia. Até hoje vários serviços de acabamento dessa obra não foram feito. 

  
Linha do triângulo da bitola larga, com pranchar com boradas, utilizadas pela supervia para descarregar entulho num trecho mais a frente conhecido como bota -fora, a partir deste triângulo seria contruída a ligação Japerí-Brisamar na década de 70, chegou-se a abrir um trecho reto de cerca de 1,5Km até as margens do ri Guandú, onde deveria ser construída uma ponte. mas decidiu-se iniciar a variante no Km 64 para evitar a passagem dos pesados trens de minério pelo núcleo urbano de Japerí.
diversas linhas foram arrancadas desta parte do pátioe há várias invasões que logo se tornarão uma favela, antigamente existia nessa parte uma casa de madeira que acredito pertencia a ferrovia.


  
 As linhas externas do  pátio  do lado da supervia abrigam vagões de serviço, os hoppers HNS vistos estavam abandonados a anos no pátio inclusive com alguns vagões da MRS, quase todos já foram removidos (tombados em cima de caminhões) achei que tinham sido sucateados mas vi um deles em serviço na estrada de ferro norte sul no Tocantins.
 
  
 
 
O último vagão HNS com pintura da Flumitrens no pátio.



Gôndola 'lombo de camelo" da central ainda em serviço mais de 50 anos depois da sua chegada.
Como os hoppers, foram encostados em Japerí e alguns estão até mesmo sem conjuntos de choque de tração, será que serão sucateados ou mandados para outro lugar?



Ao fundo vagão cheio de lixo incendiando-se.


  
Os últimos hoppers no pátio, os 2 vermelhos são da MRS e estão esquecidos no pátio

  



 
Outras gôndolas GNR no pátio, observe as pequnas plataformas de concreto no pátio, há várias no pátio dos trens de subúrbio.
Haviam estruturas metálicas sobre essas plataformas para a lavagem e reparo dos trens, uma das primeiras ações da supervia foi cortar as estruturas e vender como sucata.

  
O lavador de trens há muito anos desativado e depredado.


  
Antigo prédio da escala de maquinistas, hoje dos técnicos do proto atendimento, que fazem os reparos emergenciais nos trens.

  

  
 Vista da parte inferior do pátio de Japerí, a direita a segunda entrada da estação construída em 1998.
No fundo a esquerda a sída para um rabicho onde a MRS ainda recebe pedras para o lastro de uma pedreira próxima.
O triãngulo da bitola larga está a direita do ponto onde foi tirada esta foto.



 
Locomotiva da MRS manobra no pátio de Japerí

  
Vista aérea da estação de Japerí