terça-feira, 10 de agosto de 2010

Da série obras inúteis...Madureira é a bola da vez.

     
09.08.10 às 03h00
 
Estação subterrânea para unir Madureira
Projeto em estudo inclui construção de praça sobre os trilhos da SuperVia
POR THIAGO FERES
Rio - Um dos bairros mais tradicionais do subúrbio está perto de se tornar pioneiro em ousado projeto ferroviário. Em parceria com a SuperVia, a Prefeitura do Rio estuda fazer da atual Estação Madureira, por onde circulam mais de 22 mil usuários todo dia, uma passagem subterrânea. O local tem a segunda maior movimentação entre todos os terminais de trens do Rio, perdendo apenas para a Central do Brasil. A intervenção seria realizada num trecho de dois quilômetros, com o objetivo principal de integrar os dois lados do bairro, cujos cerca de 60 mil moradores são hoje divididos pela linha férrea.
A estimativa é que as obras durem dois anos a partir da aprovação da planta. O projeto já foi apresentado às diversas lideranças comunitárias do bairro, numa reunião realizada há dois meses. Naquela ocasião, o então diretor de Marketing da SuperVia, José Carlos Leitão, admitiu se tratar de uma grande revolução no sistema ferroviário.
No local onde funciona hoje a Estação Madureira seria construída a ‘Praça do Conhecimento’ , projeto de LAN house pública da Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia, além de outras opções de lazer e área verde. Os viadutos que hoje em dia são utilizados para interligar os dois lados do bairro seriam demolidos. “Dentro da estação subterrânea, segundo o atual projeto, construiríamos lojas”, adiantou o então diretor José Carlos Leitão.
A prefeitura cogitou levantar grande shopping no terreno da estação, mas a decisão poderia comprometer diretamente os lucros do atual comércio existente no bairro. Por isso, a ideia já foi praticamente descartada. Para o subprefeito da Zona Norte, André Luiz dos Santos, a obra representaria o fim de uma mutilação. “Os bairros que são cortados por uma linha de trem acabam sofrendo muito. Esse contato entre os dois lados de Madureira vai permitir um crescimento homogêneo em todas as esferas”, opina André Luiz.
Desapropriações
Estima-se que, para realizar a obra, seriam necessárias 150 desapropriações em dois quarteirões da Rua João Vicente, paralela à linha férrea. O valor do projeto não foi divulgado, mas existe a possibilidade de a prefeitura fixar parcerias com investidores estrangeiros. Numa segunda etapa, o mesmo plano seria levado para o Méier, como confirmou na última sexta-feira o administrador regional do bairro, Reynaldo Velloso, já animado com a possibilidade. “Nasci e cresci no Méier. Seria um projeto com consequências maravilhosas para nossos moradores”, destacou.
Quem circula diariamente pela região de Madureira aprovou a possível mudança. “O trem é um transporte de massa como metrô ou ônibus, mas nunca recebeu os mesmos investimentos. Acho muito positiva a ideia. Tomara que seja um projeto que não fique esquecido na mesa das autoridades, mas, sim, executado o mais breve possível”, opina o agente de saúde Antônio de Souza, 43.
Por meio de nota, a SuperVia ressaltou que presta total apoio às intervenções que visam a melhorar a qualidade de vida da população e o serviço ferroviário de passageiros na Região Metropolitana do Rio.
Associação comercial cobra conservação
O secretário-geral da Associação Comercial de Madureira, Gilberto Marçal, morador de Madureira desde 1950, aguarda a concretização dos projetos anunciados, mas, receoso, cobra atenção à manutenção do bairro. “A conservação é tão importante quanto o investimento nas obras.
As gestões anteriores fizeram o programa Rio Cidade I e II aqui, mas não investiram em manutenção. Por isso, temo que o mesmo ocorra com obras tão sofisticadas como a nova estação e o parque”, explica, adiantando que a associação vai lutar para levar a 6ª Inspetoria da Guarda Municipal, no Viaduto Negrão de Lima, para dentro do novo espaço: “Esperamos, assim, garantir segurança 24h no local”.
Os usuários dos trens do Rio compartilham da mesma preocupação. Enquanto esperava uma composição do ramal de Deodoro na Estação Madureira, o balconista Francisco Ribeiro, 36, cobra conservação por parte dos órgãos responsáveis e também dos passageiros. “Falta educação e respeito das duas partes. O usuário do metrô não joga papel no chão, por exemplo. No entanto, a limpeza é muito maior”, disparou.
http://odia. terra.com. br/portal/ rio/html/ 2010/8/estacao_ subterranea_ para_unir_ madureira_ 101806.html


Morei em madureira a cerca de 2 anos, o entorno da estação é o coração do bairro, é da onde o mesmo se estendeu radialmente, se a idéia é não "multilar" o bairro com a ferrovia que criou o bairro, por que a prefeitura do rio e a flumitrens demoliram as passarelas que existiam entre Madureira e Osvaldo Cruz nos anos 90?
Replico a notícia mais pelo sentimento de dever de alertar aos demais de mais uma cagada da turminha do bagulho (prefeito Eduardo Paes e governador Serginho Malandro Cabral), já estou enjoei de morar numa cidade governada por bandidos cara de pau como esses.
Enterrar a estação de madureira é tão útil como enxugar gelo, só mais uma forma de fazer uma obra com muuuuito dinheiro público, desapropiações para lá de fraudulentas, e  como é uma obra totalmente desnecessária se der errado melhor pois, pode-se embolsar uma fortuna que ninguém vai sentir falta, vide o exemplo da cidade da música de Cesar Maia.
O jornal O DIA , pró PMDB mais uma vez nos brinda com essa pérola de jornalismo de campanha eleitoral...
Por que ao invés disso a prefeitura não gasta forças melhorando as avenidas que dão acesso a Madureira, como a rua João Vicente, símbolo de decadência, ou contruam báias para ônibus e vias exclusivas, ou então interligam a estação de Magno com a de Madureira, e aumentam o intercãmbio entre o ramal de Belford Roxo Santa cruz e Japerí, ou outra coisa ÚTIL? 
Espero que essa idéia de jerico não vá a frente , ou podemos ter uma cópia no subúrbio do camelódromo da uruguaiana, construído sobre a estação de metrô do mesmo nome.
Se pensarmos bem, já ouvo boatos da remoção do camelódromo da uruguaiana e construção de um edifício comercial no seu lugar (o terreno do camelódromo pertence ao governo do estado). talvez a verdadeira intenção seja empurrar o pessoal da uruguaiana para outro lugar mais para os lados de Madureira...