domingo, 31 de março de 2013

Atlas Histórico e Geográfico do RJ

Para entender a distribuição das ferrovias no estado do RJ e sua importância, é necessário entender como ocorreu o povoamento e como funciona o estado.
Para facilitar esse entendimento estou postando a digitalização da kinha cópia do "Atlas Histórico e Geográfico Escolar do Estado do Rio de Janeiro", publicação didática feita pelo governo de estado no início da década de 90 para distribuição nas escolas publicas principalmente nos CIEPs projeto educacional do governo Brizola.
A publicação cobre de forma extremamente resumida o período entre a colonização portuguesa e 1991. Omiti algumas páginas relativas as capitanias hereditárias e propaganda oficial do projeto dos CIEPs, pois de nada acrescentariam ao estudo das ferrovias, objetivo desta página. 

O estado do Rio de Janeiro em 1991, já decadente não lembrava nem de longe a potencia ferroviária que havia sido, e ainda perderia a maior parte das ferrovias que sobraram no mapa, como por exemplo as ligações Angra-Barra Mansa, Niteroí-Itaboraí-Campos-ES, Japerí-Paraíba do Sul e Sto. Antônio de Pádua- Campos e Itaperuna-Campos. O estado do RJ já teve a maior taxa de ocupação ferroviária do país (cerca de 95% dos municípios tem ou tiveram ferrovias), tendo a terceira maior  kilometragem atrás de SP e MG porém com um território muito menor.














 











 




Observando os mapas de 1991 e comparando com o da primeira parte do século XX, percebemos o quanto se perdeu em relação ao transporte ferroviário fluminense. E o mais impressionante é o quanto ainda viria a se perder, pois excetuando-se uma pequena extensão de metrô, que substituiu parte do trecho urbano da erradicada EF Rio D'Ouro, houve ainda mais abandonos de ferrovias. Do mapa acima se foram por exemplo as linhas entre: Japerí - Paty do Alferes - Três Rios, Magé-Venda das Pedras - Sete pontes, e Itaguaí - Santa Cruz.

A bibliografia do Atlas é bastante interessante, entre as obras se destaca o estudo técnico do metrô, de 1968, a maior parte das obras está disponível na biblioteca estadual Leonel Brizola, no centro da cidade do Rio de Janeiro