sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Os trens e a segurança pública no RJ

Funcionários da SuperVia são assaltados durante trabalho de manutenção em Realengo

24/04/2015


Na madrugada desta quinta-feira (23/04), a equipe técnica da SuperVia, que realizava manutenção de rotina no sistema de sinalização nas proximidades da estação Realengo (ramal Santa Cruz), foi rendida por assaltantes e teve dois celulares roubados. A ocorrência foi registrada na 33ª Delegacia de Polícia, localizada no bairro.
A SuperVia reforça que a segurança pública dentro do sistema ferroviário é de responsabilidade do poder público que atua nas estações e trens por meio do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer). Esta é uma das determinações do contrato de concessão. A Secretaria Estadual de Segurança Pública tem auxiliado no reforço das rondas ao longo do sistema. A concessionária chegou a contar com o apoio de um batalhão exclusivo da Polícia Militar atuando em todo sistema ferroviário, que foi extinto, e hoje conta com a atuação e o suporte do GPFer e de Policiais Militares contratados dentro do Programa Estadual de Integração de Segurança (PROEIS). 

- Atualizada às

Passageiros são assaltados dentro de vagão de trem em Olaria

É o segundo relato de assalto em composições em apenas dois dias. Na segunda, bandidos agiram em Tomás Coelho

O Dia
Rio - Passageiros que seguiam em um trem da SuperVia viveram momentos de pânico quando um homem entrou na composição no ramal Gramacho e anunciou um assalto na tarde desta terça-feira. Ao perceberem a ação do criminoso, algumas pessoas dentro do trem apertaram o botão de emergência. O bandido acabou fugindo pelos trilhos quando o trem estava na estação de Olaria, na Zona Norte do Rio. Ninguém ficou ferido.
A SuperVia e a Polícia Civil não informaram o que foi levado dos passageiros. É o segundo relato de assalto em trens apenas dois dias. Na segunda-feira, pelo menos duas pessoas foram alvo de criminosos em Tomás Coelho em composição seguia da Central para a Baixada.
Em nota, a SuperVia afirmou que agentes de controle da SuperVia acionaram, imediatamente, o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) e Policiais Militares contratados dentro do Programa Estadual de Integração de Segurança (PROEIS). Segindo a concessionária, a circulação no rmal de trens não foi afetada.
Assalto em Tomás Coelho na segunda-feira
Pelo menos duas pessoas foram assaltadas, por volta das 6h desta segunda-feira, dentro de um trem que seguia da Central do Brasil para Belford Roxo, quando a composição passava estação Tomás Coelho, na Zona Norte da cidade. O Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) foi acionado, mas os bandidos já haviam fugido quando os militares chegaram ao local. Não há registro de feridos e a circulação do ramal não foi afetada.
Segundo a Polícia Militar, as duas vítimas foram conduzidas por policiais do 3º BPM (Méier) até a 44ª DP (Inhaúma), onde o caso foi registrado. Há informações de que outras seis pessoas tenham ido ao local registrar queixa, porém a Polícia Civil ainda não se pronunciou.

24/04/2015 09h07 - Atualizado em 24/04/2015 09h10

Funcionários são assaltados durante o trabalho em Realengo, diz Supervia

Equipe realizava manutenção de rotina nas proximidades de estação.
Dois celulares foram roubados; ocorrência foi registrada na 33ª DP

Uma equipe técnica da Supervia foi assaltada na madrugada de quinta-feira (23), enquanto realizava manutenção de rotina nas proximidades da estação Realengo, segundo a concessionária. O grupo foi rendido por assaltantes e dois celulares foram roubados. A ocorrência foi registrada na 33ª DP (Realengo).
Em nota, a Supervia reforçou que a segurança pública dentro do sistema ferroviário "é de responsabilidade do poder público que atua nas estações e trens por meio do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer)".

Passageiros voltam a ser assaltados em trem da SuperVia no Rio

Usuários acionaram botão de emergência e homem fugiu em Olaria.
Na segunda, dois foram assaltados dentro do trem em Tomás Coelho.

Um dia depois de um homem ter invadido a estação de Tomás Coelho, no Subúrbio do Rio e assaltado pelo menos dois passageiros dentro do trem que seguia para Belford Roxo, usuários de trem voltaram a viver momentos de tensão na tarde desta terça-feira (11). Por volta das 15h50, segundo a Supervia, um homem estava assaltando passageiros numa composição que ia de Gramacho à Central do Brasil.
Segundo testemunhas, ao perceberem o assalto, muitos passageiros acionaram o botão de emergência no vagão. O homem fugiu por entre os trilhos na estação Olaria. Ninguém ficou ferido.

A Supervia confirmou que, às 15h50, agentes de controle da concessionária acionaram o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) por causa do episódio. A circulação do ramal não foi afetada. A SuperVia informou que está à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações. Policiais militares contratados dentro do Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis) também foram acionados, segundo a Supervia.
 Como podemos ver nas notícias acima a criminalidade anda a solta na malha ferroviária do RJ, nada mais que um reflexo do estado de falência total da segurança pública do estado.
O que surpreende é que trens são parte da infra-estrutura vital de funcionamento da metrópole e a ferrovia já tão abandonada parece sofrer ainda mais.

Plataforma do diabo, a pelo ao menos 30 anos a estação do Jacarezinho (Vieira Fazenda) é referência do que há de pior em seguranção pública na malha ferroviária estadual. A situação só tem se agravado com a aparição dos crackudos. Podemos reparar na segunda foto que até mesmo as fixações dos trilhos foram roubadas pelos viciados.

Hoje as "plataformas do pó" não são mais exclusividade do ramal de Belford Roxo, espalham-se pelos subúrbios situações como a da estação de Tancredo neves onde um grupo de viciados vivia sob a plataforma! http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rio/noticia/100000718094/esta%C3%A7%C3%B5es-do-p%C3%B3-na-linha-do-trem.html

Porém nem sempre foi assim, embora o sistema de trens urbanos sempre tenha convivido com ocorrência de violência e depredações, cujo símbolo sempre foram pedradas e trens e estações incendiados e destruídos principalmente durante as revoltas populares causadas PELA PÉSSIMA QUALIDADE DO SERVIÇO, havia tam,bém extenso policiamento e repressão ao crime na área de influência das ferrovias. Entendia-se que os corredores formados pela faixa de domínio dos trens era de vital importância para o funcionamento do país, a ponto de a polícia Ferroviária ser a primeira forma de polícia especializada existente no Brasil.

Após a privatização a PFF foi totalmente abandonada, com seu quadro de pessoal cedido a outros órgãos e a responsabilidade de papel de polícia repassada aos operadores privados, que ficam na prática limitados a atividades de vigilância patrimonial sem capacidade de empurrar a criminalidade para longe dos trilhos.
Durante algum tempo a PFF continuou a apoiar os governo estadual no policiamento da malha metropolitana, mas chegou a ter seu armamento apreendido  pela polícia civil com a alegação de que não era uma polícia legalmente constituída! talvez esta má vontade com a PFF seja para facilitar tenebrosas transações que acontecem com o patrimônio do estado...



Formulário de registro de ocorrência  da finada Flumitrens, na época em que ainda se tentava deter o crime nas estações ao invés de conviver com ele.

No estado do RJ a PFF encerrou suas atividades e fechou a delegacia que era mantida na estação de Barão de Mauá, em substituição a PFF foi criado um batalhão de polícia ferroviária (BPFer) que mesmo com o aumento galopante da criminalidade foi rebaixado a um grupamento (GPFer), o que mostra um pouco o descaso das autoridades de segurança pública com a questão do transporte e a falta de percepção estratégica de que se estes corredores de trilhos forem mantidos seguros o próprio estado poderia deslocar sua força em direção aos bolsões de criminalidade e arejar as áreas de conflito com um pouco de civilização...

Militares do exército garantindo a segurança nas estações em muitas das crises nos trens de subúrbio, era comum até os anos 90 a presença de militares guaradando as estações da zona oeste, afinal o trem cortava uma área militar com grande concentação de quartéis e era, aliás ainda é, fundamental para a movimentação do contigente daquelas unidades. Qual é a probabilidade de ver uma ação dessas hoje?