domingo, 18 de agosto de 2013

Governo estuda opção mais barata para substituir o TAV - Até que enfim?


Finalmente o governo percebeu

Desde o início a imensa maioria do pessoal tanto profissional como amador ligado as ferrovias, sempre achou a idéia do trem bala do PT uma fantasia, um paraíso para a corrupção. Uma obra que sem ter um metro sequer construído já custou 1 Bilhão de reais aos cofres públicos. no caminho ficaram os projetos de reativação de vários trens regionais , entre eles o expresso ligando campinas a São Paulo, que foi cancelado para priorizar o trem bala.

Finalmente o governo dá sinais de estar desistindo dessa insanidade do TAV, ou não.

Levou mais de 10 anos para finalmente admitirem que o Brasil não precisa de trem-bala, levaram outros 10 e mais 1 bilhão para resolver fazer o trem de média velocidade?

A história do TAV foi e acredito ainda será a de muitas obras no Brasil, poderia ser resolvida com uma iniciativa simples, mas ao ivés da solução barata é criada uma obra faraônica que por n vezes mil motivos não sai do papel e o problema persiste.

Os EUA que tem muito mais poder econômico e retorno financeiro garantido, até hoje não levaram a diante a interligação do país por TAV, preferiram manter uma rede de trens convencionais (AMTRAK que aliás são muito bons comparados com o que temos aqui) e investiram num corredor de média-alta velocidade o Acela, mesmo na Europa e no Japão onde há mais TAVs os trens-bala, são alimentados por uma rede de trens convencionais e de média velocidade, como os Intercity, Eurostar e Talgo.

Construir o TAV no Brasil sempre foi a idéia de construir o elefante Branco, um trem que estaria isolado de qualquer outro, e dependeria de pesados subsídios públicos para transportar a alto custo a elite.

Será que os trens de média velocidade muito mais racionais, que trafegam em vias compartilhadas com trens de carga e subúrbio, e não são feitos para madames conseguiram sair do papel? Afinal não irão funcionar como se fossem jatinhos particulares do clube dos bacanas, proposta que seria aplaudida de pé por nossos governantes "comunistas". No brasil tudo que é amplamente útil a toda a população tem dificuldade de sair do papel, incomoda as elites aquele bando de pobres pagando uma passagem justa confortavelmente sentados e usando ar-condicionado.

Então finalmente o governo abriu os olhos e viu que o TAV é inviável, mas e o resto? Só acredito vendo.

15/08/2013 - O Globo

Especialistas e técnicos do próprio governo defendem que o Trem de Alta Velocidade (TAV) seja substituído por um trem de média velocidade, ligando Rio, São Paulo e Campinas. Um modelo deste tipo poderia reduzir o custo do projeto à metade. Além de ser um empreendimento mais barato, haveria mais concorrentes, já que um trem-bala exige alta tecnologia e infraestrutura específica, com domínio restrito a um grupo de seis empresas do mundo.
Para se ter uma ideia de custo, dados do mercado sobre a iniciativa do governo de São de Paulo de implementar cinco linhas de média velocidade, ligando as regiões metropolitanas da capital paulista a Campinas e Santos (160 quilômetros), é de R$ 9,2 bilhões. O empreendimento será tocado pelo regime de Parceria Público-Privada (PPP) e está em fase inicial. O custo da linha São Paulo-Jundiaí, que está mais avançado, é estimado em R$ 3 bilhões. O TAV está orçado pelo governo federal em R$ 38 bilhões.
— Um trem de média velocidade, ligando cidades do Vale do Paraíba, poderia desafogar a Dutra e estimular o desenvolvimento regional — disse um técnico do governo.

Para o advogado Rodrigo Matheus, especialista em serviço público e licitações, a alternativa deveria ser levada em conta, diante dos últimos questionamentos sobre a qualidade do serviço público e a questão da mobilidade urbana. É uma decisão política.
Ele disse não acreditar que o leilão do TAV, que foi adiado por um ano, pelo menos, seja realizado ainda no atual governo, próximo às eleições, porque toda a execução da obra ficaria para quem assumir o governo seguinte. Por isso, disse, não faz sentido a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) desenvolver o projeto executivo do TAV, que custará R$ 900 milhões.

— Não é razoável. Não pelo custo do projeto executivo, mas pelo cenário político, que é complicado — destacou.
— O risco de seguir em frente com o projeto é enorme — emendou Henrique Motta Pinto, especialista em direito regulatório do escritório Sampaio Ferraz.

Custo do projeto executivo tem valor de 2008
Ele lembrou que, mesmo depois de o governo ter assumido todo o risco da infraestrutura do TAV e eliminado da licitação o critério da menor tarifa, não apareceram interessados. Destacou ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou os estudos de viabilidade econômica da concessão com ressalvas.

Segundo a EPL, a estimativa do custo do projeto executivo foi calculada com base na complexidade da obra. Segundo a empresa, um projeto executivo de padrão internacional tem custo entre 2% e 5% do valor total. O preço considera valores de 2008, quando o empreendimento fora orçado em R$ 28 bilhões.



Aviso sobre TAV foi ignorado, diz TCU
15/08/2013 - Folha de S. Paulo
O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, disse ontem que "o principal erro" do governo Dilma na formatação do trem-bala entre São Paulo e Rio foi não ter preparado "uma proposta mais estudada, mais planejada, no início do processo".
A obra foi adiada pela terceira vez nesta semana.

Nardes falou à Folha e ao UOL. Ele foi o relator da primeira proposta do trem-bala e diz ter apontado "onde estavam os erros" para o governo. Mas o projeto nunca se tornou atraente para as empresas e está sendo sucessivamente postergado.

"O projeto é muito grande. Onde há obras desse porte, se o Estado não aportar, ele é deficitário. As empresas não estão querendo participar. As empresas querem ganhar, querem ter lucro", diz o presidente do TCU.

Na entrevista, Nardes apresentou um estudo sobre as fragilidades gerenciais na execução dos investimentos federais no país. Diz ter mostrado os dados ao governo e proposto parceria para melhorar a governança do país.

Para o presidente do TCU, a baixa capacidade gerencial do governo ao executar obras está relacionada à demanda dos manifestantes que foram às ruas protestar em junho passado.
Sobre o chamado Orçamento impositivo, na avaliação do ministro do TCU, o efeito pode ser o de diminuir a aplicação global dos recursos públicos, pois só as cidades escolhidas por deputados e senadores para ter verbas garantirão o recebimento de dinheiro de Brasília.

Por causa dos diversos atrasos, o projeto de transposição das águas do rio São Francisco pode não ficar pronto no prazo anunciado, em 2015 --mesmo depois de o preço já ter dobrado, passando de R$ 8 bilhões.

Nardes se diz preocupado em dar mais transparência ao TCU. Uma das medidas que vai tomar, a partir da semana que vem, é abrir todos os dados sobre viagens de ministros e funcionários do órgão.

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