quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A arte de criar problemas

Esta semana o governador do estado do RJ anunciou que quebraria a sua promessa de campanha de construir a linha 3 do metrô em favor de um BRT no mesmo traçado.
Além das críticas técnicas ao projeto, com esse anuncio percebo mais uma grande jogada do governo estadual para manter a população de São Gonçalo contida dentro do seu feudo e manter as empresas de ônibus do grupo JCA felizes da vida.
A via férrea que cortava aquele trecho foi desativada em 2008, para o início da obra, que na época teria exagerada extensão de vias elevadas e túneis sendo muito mais caro do que o necessário.
Lógico que não foi a frente devido a dificuldade de financiamento, então revisaram o projeto para baratear o custo, nessa brincadeira mais três anos de projeto de engenharia.
Em 2011 o projeto deveria ter saído do papel mas  apareceu a moda do monotrilho e tornaram a parar tudo de novo e a revisar o projeto. O trecho sob a Baía de Guanabara foi eliminado e a reforma das oficinas do Barreto também.
Em 2013 já em ritmo da campanha eleitoral do ano seguinte foi prometido o mesmo metrô de 2008 porém com simplificações para baratear a obra com menos uso de trechos subterrâneos a substituição da extensão entre Guaxindiba e Itaboraí por um BRT.
Logo em 2015 depois de iniciada a mobilização no canteiro na estação do Barreto o governador do estado volta atrás e anuncia que todo o metrô será um BRT, embora não tenha sido dito o trecho entre Guaxindiba e Itaboraí não deve receber nenhuma obra pois ainda esta servibdo como estrada de acesso para o COMPERJ e a Petrobras em crise parece que não vai cumprir com a processa de devolver o velho leito da ferrovia para o estado como uma estrda pavimentada com faixa de domínio segregada.


 O que podemos tirar dessa novela toda é o seguinte, o estado tem se utilizado das mudanças de premissa no projeto do metrô de Niterói para sistematicamente atrasar a obra, cada vez que alguma coisa muda é necessário refazer todo o projeto de detalhamento da construção e enquanto isso se agravam os problemas de invasão da faixa de domínio com ocupações irregulares e até mesmo obras públicas que vão demandar mais processos de desapropiação e mais atrasos.
è na verdade um grande golpe para que o governo do estado se esquive de fazer a obra continue a proteger as empresas de ônibus financiadoras de campanhas.
Quando finalmente algo for construído, que parece ser o caso do BRT que atende aos interesses das empresa de ônibus,  isso será feito a toque de caixa e sem o projeto de engenharia detalhado com os erros que estamos cansados de ver em obras públicas, ainda por cima facilitando a vida das empreiteiras que vão lucrar os tubos graças as brechas que a documentação de engenharia deficiente irá deixar.

Se a linha 3 do metrô tivesse sido construída a partir de 2009 com o projeto daquela época mesmo ele sendo mais caro provavelmente hoje já estaria pronta e pelo mesmo preço que o futuro BRT que tem bem menos capacidade de transporte.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Os chineses do metrô RJ

Matéria da revista do CREA sobre os trens chinese recebidos pelo metrô rio, apesar dos problemas operacionais, os trens para a linha 4 serão os mesmos.




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Convocação para AGE

Prezados associados, amigos e simpatizantes da AFPF

Abaixo convite para nossa AGE.


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Convocação para AGE

Conforme o art.10o do Estatuto, o Conselho Deliberativo da AFPF convoca seus associados para a AGE-Assembleia Geral Ordinária a ser realizada no dia 9 de março de 2015, às 9h:00 horas, em 1ª convocação, e às 9h:30 em segunda e última, na sede da Associação dos Engenheiros Ferroviários-AENFER, na Av. Presidente Vargas 1.733, 6º.Andar – Centro/RJ, para deliberarem sobre os seguintes assuntos:
1)   Aprovação dos relatórios Administrativos e Financeiros dos exercícios 2013/2014;
2)  Alterações no Estatuto:
      2.1 – Mudança do endereço sede;
      2.2 – Ampliação dos prazos dos mandatos;
      2.3 – Redução dos cargos da Diretoria.
3) Eleição do Conselho Deliberativo e Diretoria;
4) Planejamento atividades para 2015;
5) Fixação mensalidades para 2015;
6) Assuntos gerais.

Os que desejarem candidatar-se a cargo eletivo queiram, por gentileza, entrar em contato com o Dir. Tesoureiro, Luiz Octávio (21) 2259-9084 ou com o Dir. Adm. Antonio Pastori (21) 99911-8365; ou então pelo e-mailafpf.rj@gmail.com, até o dia 08/03/2015.

Ass.: O Conselho Deliberativo

 Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2015. 

Obs.: essa convocação também foi encaminhada via correio eletrônico e correio tradicional para associados, simpatizantes e demais interessados cadastrados. 

                 
ps: A 1a. chapa que se apresentou tem a seguinte formação:

Diretoria
Presidente: Antonio Pastori
Vice: Lucimar Fernandes
Dir. Adm e Financeiro: Luiz Octávio
Dir. Técnico: Helio Suêvo

Conselho Deliberativo:
Presidente do Conselho: Sávio Neves Filho
Ordilei Alves: Conselheiro
Genésio P Santos : Conselheiro

​At//​

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Agradecimentos e nova convocação geral !

Olá, amigos e amigas !
Em primeiro lugar, quero dar as boas vindas aos novos membros do grupo Trilhos do Rio. Sejam muito bem vindo(a)s e fiquem à vontade, a “estação” é nossa, de todos nós !
Continuando, gostaria de agradecer imensamente a todos do grupo, em especial ao amigos Carlos Assis, Filipe Anacleto, Cadu Souza, Hugo Marins, Leonardo Ivo, Luiz Eduardo, Sakai, Marcelo e Melekh que estiveram junto conosco no “mutirão” realizado na nossa futura sede, em Piedade, ontem. Foi um serviço árduo, de criar calos nas mãos e muito suor devido ao calor escaldante de ontem (felizmente, o local não esquenta muito ...), mas extremamente recompensador: nossa futura sede está praticamente pronta, limpa e organizada, com bebedouros, água, luz e banheiros disponíveis. Faltam apenas alguns ajustes, pequenos detalhes que com o tempo iremos acertando. Questão de tempo apenas.
Sem sair do assunto, quero agradecer também a atenção dispensada a mim ontem, pois encontro-me um pouco impossibilitado de realizar maiores esforços , fiz o melhor que pude, e fiquei muito feliz tanto com a presença dos amigos, velhos e novos, todos fantásticos; quanto com a colaboração mútua dispensada entre todos. Valeu mesmo !
Ainda agradecendo, recebi ontem e hoje diversos telefonemas de membros do grupo que por algum motivo não puderam comparecer. Agradeço da mesma forma, sei que foi por motivo de força maior, e que se não fosse por isso, estariam juntos conosco nesta empreitada. Mesmo quem não tenha entrado em contato ou participado diretamente, sei que mesmo à distância contribui com alguma coisa, portanto deixo também um muito obrigado a todos vocês.
Mas vida que segue, faço nova convocação: domingo dia 25 de janeiro, estaremos novamente no local para darmos um importante passo. Quem compareceu à nossa Assembléia Geral de Fundação no Pavunense Futebol Clube, no dia 16 de novembro de 2014, precisa comparecer novamente para assinarmos a Ata de registro da ONG, que será diretamente encaminhada à cartórios e outras repartições do meio para definir nosso registro. Portanto, convoco os participantes daquela assembleia, e quem mais estiver interessado em nos conhecer e conhecer o nosso espaço, a se apresentar à Rua João Pinheiro 259, em Piedade, no domingo dia 25 de janeiro às 10:00. Conto com a participação de todos!
Finalizando, nos próximos dias enviarei uma agenda preliminar com a programação de eventos para este ano. Como teremos alguns feriados onde será possível “enforcar” ou emendar, poderemos programar expedições a lugares mais distantes. Entretanto, neste começo de ano, não programarei nenhuma grande caminhada/expedição até devido ao fortíssimo calor que tem feito ultimamente. Temos outros motivos para nos programar mais adiante (proximidade do carnaval por exemplo), mas o calor é um dos principais. Portanto aguardem, em breve estarei enviando algumas datas para podermos debater e decidir destinos e a agenda deste ano.
Obrigado pela atenção, e até breve.

Atenciosamente,
Eduardo P.Moreira
“DadoDJ”

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Metrô RJ Linha 3 Niterói-São Gonçalo



Apresentação do projeto conceitual do metrô de Niterói, que vai e volta e já foi subterrâneo, elevado, monotrilho...
De fato entre Guaxindiba e Itambi já está sendo feita a demolição da ferrovia para a construção da estrada de acesso ao COMPERJ.
Curiosamente a primeira parte a ficar pronta para o metrô vai ser uma estrada sem um metro de trilhos sequer.
Enquanto se demole o elevado da perimetral o estado pretende construir um elevado de 18Km rasgando Niterói.
http://lauaxiliar.blogspot.com.br/2014/11/o-metro-de-niteroi-em-2008-e-hoje.html





sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O trem bala nos EUA estadão

O trem-bala Rio-Campinas é realmente rápido. Pelo menos no que diz respeito à aprovação dos fundos necessários à construção do projeto. O governo acaba de publicar a Medida Provisória n.º 511, que concede garantia do Tesouro ao BNDES para financiar a obra em R$ 20 bilhões, a juros subsidiados, sem exigência de qualquer contra-garantia ou seguro dos concessionários privados. De uma só tacada, o governo desarma duas possibilidades de debate acerca da conveniência do investimento bilionário: cria um fato consumado via medida provisória, impedindo a tramitação de um projeto de lei por diversas comissões temáticas do Congresso, e evita que os recursos tramitem no Orçamento Geral da União, lançando mão de um mecanismo extraorçamentário, numa prática pouco transparente, que já virou rotina na gestão fazendária federal. Num trabalho já bastante comentado na imprensa (disponível em http://www.senado.gov.br/senado/conleg/textos_discussao.htm), argumentei que o projeto do trem-bala contém vários pontos problemáticos: custos orçados abaixo da média internacional, demanda estimada excessivamente otimista, tarifa cara, inexistência de reservas de contingência para custos inesperados, baixa integração operacional com outros meios de transporte, inexistência de avaliação de projetos alternativos de menor custo e, principalmente, alta probabilidade de criação de um esqueleto financeiro de mais de R$ 30 bilhões para o Tesouro. Tudo isso sem a garantia de que o investimento será útil ou eficiente. É interessante observar que nos EUA há um intenso debate sobre a construção de trens de alta velocidade (TAVs). Embora não se tenha iniciado nenhum investimento, duas linhas são analisadas há anos: na Flórida, a ligação Orlando-Tampa (com extensão a Miami) está em debate desde 1976. Na Califórnia, um sistema de 1,1 mil km, ligando São Francisco, Los Angeles, San Diego e outras localidades, é analisado desde 1980. Ambos os projetos, e tantos outros espalhados pelo país, tiveram idas e vindas ao longo das últimas décadas e haviam praticamente morrido após a constatação de que os custos seriam muito elevados para os contribuintes estaduais. O presidente Barack Obama, contudo, injetou ânimo nos entusiastas dos projetos com a aprovação pelo Congresso do Pacote de Recuperação Econômica, no início de 2009, que previa uma verba inicial de US$ 8 bilhões para apoiar investimentos estaduais em TAVs, com mais US$ 1 bilhão por ano ao longo de cinco anos. As críticas que têm sido feitas àqueles projetos são muito similares às que fiz ao projeto brasileiro: sobrestimativa de demanda e de custos, inadequação das conexões, etc. No caso da Flórida, por exemplo, argumenta-se que a viagem de trem de Tampa a Orlando terá duração de 55 minutos, ante 90 minutos da viagem de carro - mas a opção do trem exige que o passageiro vá de carro até a estação central em Tampa e gaste tempo estacionando e comprando tíquetes (o que consumiria mais de uma hora). Na chegada a Orlando, o desembarque seria no aeroporto internacional, a 16 km do centro, sem adequado transporte público para fazer esse trajeto. No caso da Califórnia, os diferentes estudos são conflitantes: as estimativas de custo oscilam entre US$ 25 bilhões e US$ 42 bilhões, a tarifa projetada não é competitiva com a tarifa aérea e a estimativa de número de viagens oscila entre 40 milhões e 100 milhões por ano, com o limite inferior já sendo considerado superestimado. Embora tenha muitas semelhanças com o projeto brasileiro, cabe destacar três pontos em que o processo decisório nos EUA se diferencia O trem-bala nos EUA - Opinião - Estadão http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-trem-bala-nos-eua-imp-,6... 1 de 2 09/01/2015 13:43 do brasileiro. Em primeiro lugar, toda alocação de verba federal ou estadual já feita para os projetos passa pelos respectivos orçamentos e, portanto, pelo crivo dos Legislativos. Em segundo lugar, os contribuintes foram diversas vezes consultados sobre a conveniência das obras. Na Flórida, os eleitores foram convocados, no ano 2000, a votar uma emenda à Constituição estadual que determinava a construção do trem, opinando favoravelmente a ela. Em 2003, diante da inexistência de fundos para bancar o projeto, nova emenda foi à votação, agora pela supressão do texto aprovado em 2000, o que também foi aceito pelo eleitorado. Na Califórnia, o Legislativo votou, em 2004, a autorização para emissão de US$ 10 bilhões em títulos especificamente para financiar o projeto. Em 2008, essa emissão de dívida foi submetida ao eleitorado, que a aprovou, mas sua operacionalização continua pendente - cenário cuja mudança a médio prazo parece improvável ante a grave crise fiscal ora enfrentada por aquele Estado. Em terceiro lugar, ninguém nos EUA ousa afirmar que os projetos são autossustentáveis e não requerem permanente aporte de recursos públicos. Mesmo os maiores entusiastas dos trens reconhecem que será necessário permanente subsídio público para cobrir os custos operacionais e de capital. Já no Brasil, o debate parlamentar e a opinião dos eleitores não contam. Os recursos bilionários, que financiarão a obra a juros subsidiados, correrão por fora do Orçamento. E o mais incrível de tudo: autoridades governamentais, ao mesmo tempo que articulam fortes subsídios públicos para o projeto (até mediante indução de participação de fundos de pensão estatais), repetem à exaustão que o investimento se pagará sozinho com a receita das tarifas. Será que o Brasil, com seu histórico de socialização de prejuízos por meio do gasto público, será capaz de realizar um projeto autossustentável, fato que não é considerado possível nem mesmo nos EUA, onde é muito maior a experiência em financiamentos privados de investimentos em infraestrutura? Em tempo: apesar da oferta de ajuda federal, os recém-eleitos governadores da Flórida, de Wisconsin e Ohio pretendem adiar ou cancelar os investimentos em TVAs, considerando que a relação custo-benefício é desfavorável aos contribuintes estaduais.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Informativo AFPF nº 135



Multirão na sede Trilhos do rio

Olá, amigos e amigas !
Sobre a mensagem enviada anteriormente, gostaria de fazer um retificação: comuniquei que a data do nosso próximo encontro na sede TdR, situada à Rua João Pinheiro no. 259, em Piedade, seria dia 18 de janeiro de 2015. Entretanto, este dia cai num domingo, e na terça-feira seguinte, dia 20 de janeiro, é dia de São Sebastião, feriado no município do Rio de Janeiro. Sendo assim, algumas pessoas não trabalharão na segunda-feira, o que possibilita uma emenda de dias e possiblidade de uma viagem, uma temporária estadia fora da cidade, ou simplesmente mais dias para descansar. Sendo assim, para não atrapalhar ninguém, e possibilitar uma presença maior de membros do grupo à reunião, estou remanejando as datas: agora o dia marcado é o domingo anterior ao dia 18, sendo assim, anotem aí nas suas agendas: DIA 11 DE JANEIRO DE 2015, domingo, estaremos reunidos no endereço descrito para uma reunião, bate-papo, debate de idéias e organização e limpeza do espaço. Quem puder colaborar e participar de mais este evento Trilhos do Rio, fique à vontade e vamos nessa !
Em breve mais detalhes e comunicados.

Atenciosamente,
Eduardo P.Moreira
“DadoDJ”
Administrador Trilhos do Rio