sexta-feira, 13 de maio de 2011

Documento especial de 1990, sobre o surfe ferroviário.








Várias imagens sobre a miséria que é o subúrbio do Rio de Janeiro, hoje são poucos os surfistas, mas o que mudou realmente?
Em 1990 o país estava a beira do apocalipse, hoje somos uma potência mas e aa evolução social, adignidade nos transportes?
As ferrovias continuam sucateadas, o metrô antes um "santuário" da ordem se afunda em arrastões e falhas mecânicas... Comparem a situação de 20 anos atrás com o que há agora e tirem suas conclusões


Lembrando Jorge Bem Jor.
A copa vem até Engenho de Dentro quem não descer até, só em Realengo.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Oportunidades perdidas

Quantas belezas deixadas nos cantos da vida,
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar;
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar.
Quanta beleza encontro no samba que faço,
Minha tristeza se tornam um alegre cantar,
É que carrego o samba bem dentro do peito;
Sem a cadência do samba não posso ficar

Refrão:
Não posso ficar,Eu juro que não...
Não posso ficar eu tenho razão,
Já fui batizado na roda de bamba;
O samba é a corda e eu sou a caçamba

Quantas noites de tristeza ele me consola;
Tenho como testemunha minha viola.
Ai!Se me faltar o samba não sei o que será,
Sem a cadência do samba não posso ficar! 


Letra de esperanças perdidas dos "Os originais do Samba"

Mas me perguntem o que raios tem haver o grupo de pagode com a ferrovia? é simples substitua a palavra samba da letra por apito, trem, ferrovia... e automaticamete estará traduzido o sentimento em relação a ferrovia no Brasil.

Essa postagem é sobre o processo de errradicação de ramais anti-econônicos no período 1964-1974 a partir dps estudos da comissão mista Brasil-EUA, que pode ser expandido para ooutros períodos a gosto do leitor.
Neste perído a quilometragem das ferrovias brasileiras foi reduzida em cerca de 1/3, basicamente em linhas antigas (cafeeiras)  acrécimos significativos em  linhas modernas.
Este direcionamento era baseado na importação da doutrina estadunidense de estruturação dos sitemas de transporte a partir de rodovias, conceito aliás aprendido com os alemães na II guerra e muito bem explorado por petrolíferas e montadoras...
Finalmente cheguei no ponto onde queria, esses milhares de ramais ferroviários  exterminados eram ramos que alimentavam as linhas tronco das ferrovias.
Embora a operação deles fosse um muitos casos realmente deficitária, em nenhum momento se questionou a possibilidade de modernizá-los, foram simplesmente exterminados, e na ausência de suas cargas mataram por inanição as grandes ferrovias.

Um detalhe nesse rebú todo é que o programa que previa a erradicação destes ramais, também previa que as estruturas das ferrovias seriam transformadas em instalações de serviço público, como escolas, hospitais, armazéns e principalmente que as ferrovias erradicadas teriam seu leito substituído por estradas pavimentadas.

É óbvio que a contrapartida ao assassinato da ferrovia nunca foi feito. E essa foi a grande esperança perdida.
Imagino como seria o Brasil se ao remover os trilhos o governo tivesse que asfaltar todo o leito.
Não se teriam acabado com tantas ferrovias, seria mais barato modernizá-las do que substituir o leito por asfalto.
Outra coisa, as cidades não seriam estagnadas com o fim das estradas de ferro, a ligação pavimentada entra as linhas tronco e os vilarejos permitiria a manutenção das atividades econõmicas da região, já que os produtores poderiam encaminhar por conta própria, de acordo com a viabilidade econômica, sua mercadoria as ferrovias em pontos centrais para embarque em trens de carga geral.
As ferrovias e rodovias não lutariam entre si, nos pontos de convergência entre ambas os caminhões poderiam se desviar as estações ferroviárias para transbordar as cargas, a tal badalada intermodalidade de hoje já existia nos tempos antigos, faríamos o que hoje é a mais racional das coisas, caminhões em srviços de curta distãncia complementando trens em longas distancias.
Mas como podemos  ver o radicalismo prevaleceu a ferrovia foi extermina ... e toca o samba.




 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

Ferreosfera: E o Trem da Serra, sai ou não sai?

Ferreosfera: E o Trem da Serra, sai ou não sai?: "No último dia 30 de abril, foi comemorado o 157º aniversário da inauguração da primeira ferrovia do Brasil, a Estrada de Ferro Petrópolis, m..."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

GaxetaLeaks: Trem Sujo da Leopoldina

GaxetaLeaks: Trem Sujo da Leopoldina:

No link um poema antigo, trocentos anos depois duas pequenas amostras de como tudo melhorou...

Rio - A SuperVia informou, nesta quinta-feira, que o roubo de 70 metros de cabos de energia ocasiou a pane nos trens do ramal de Saracuruna. Passageiros voltaram a enfrentar transtornos depois que uma composição enguiçou na estação de Parada de Lucas, na Zona Norte. A rede aérea foi atingida pela falta de energia, resultando na interrupção do tráfego entre as estações de Inhomirim e Penha.

O problema fez com que 16 estações tivessem o tráfego interrompido. A SuperVia informou que o trem faria o trajeto Saracuruna-Central do Brasil. Funcionários da empresa estão no local para efetuar o conserto, mas ainda não há previsão para que os trens voltem a trafegar.

GUERRA DE TRAFICANTES DEIXA CAXIAS SEM TRENS 
 
 
Quem mora em Duque de Caxias e depende dos trens da Supervia, não pode chegar ao trabalho na manhã de hoje, em virtude da paralisação do sistema ferroviário da antiga Leopoldina devido à guerra de quadrilhas pelo controle do tráfico nas favelas de Vigário Geral e Parada de Lucas. A ousadia da bandidagem chegou a ponto de “unificar” as duas favelas, que foram “rebatizadas” de Parada Geral. Contingentes do 16º Batalhão (Olaria) e 15º (Caxias) isolaram as duas favelas e trânsito está confuso na Av. Bulhões Marcial, que liga Vigário a Cordovil.
No início da noite de ontem, quando começou o confronto armado entre quadrilhas rivais, os trens também interromperam as viagens entre a Central e Duque de Caxias, retornando da estação de Cordovil, enquanto as composições que fazem o trajeto até Saracuruna (elétricos) e Raiz da Serra (diesel) retornavam de Gramacho. Até os funcionários do Fórum de Duque de Caxias, situado a poucos metros do rio Meriti, que separa o Município da Baixada da ex-Capital da República, ficaram apavorados com a intensidade da artilharia dos bandidos.

Diariamente passageiros da supervia podem ser encontrados treinando para as olímpíadas na estação de D.Pedro II


Viva a classe mérdia!

Recentemente quem lê ou até escuta de relance os notíciários, recebeu a maravilhosa notícia de que a CIDE - imposto que regula o preço da gasolina e subsidia a produão de diesel. foi abaixada pelo governo para que os donos de postos não repassassem o aumento do preço do petróleo e do álcool para as bombas de gasolina.
Bom lamento informar mas o preço da gasolina subiu assim mesmo, e muito, e vai subir mais!
Aproveito também para informar aos queridos leitores que a CIDE também serve para fiinanciar obras de infra-estrutura de transportes públicos, leia-se trem e metrô, porém este recurso vem sendo usado para aumentar o superavit primário do governo, enquanto você é esmagado no metrô ou corre risco de vida em trens e ônibus.
Então deixo para o leitor uma pergunta.



segunda-feira, 2 de maio de 2011

NEOM-ABPF: As elétricas da RMV

NEOM-ABPF: As elétricas da RMV: Vale a pena dar uma lida.


Estas são locomotivas de segunda geração do sistema eletrificado da VFCO (EFOM e RMV), são em parte reponsáveis pela substituição da belezas abaixo, na RFFSA/VFCO conviveram durante tempo considerável três tipos de  tração, elétrica, diesel-elétrica e a vapor. Pelo ao menos na éppoca de incorporação dessas máquinas se substituía algo antigo por algo mais moderno sempre no sentido de ampliação, e não como acontece hoje onde esse processo é uma mera desculpa para depredação enfraquecimento e abandono.





De volta a carga!

Colisão entre trem e carro deixa 30 feridos no Rio

Prezados leitores, lamentavelmente após um longo período de silêncio, volto a escrever. Ruim é! Não venho escrever sobre novidades e maravilhas na ferrovia fluminenese, mais uma vez volto para escrever sobre absurdos, derrespeito, e massacres contra indivíduos na nossa maravilhosa democracia.

Hoje pela manhã um acidente aconteceu em uma passagem de nível da linha férrea na altura de Costa Barros.
me pergunto como não aconteceu antes;
A imprensa oficial faz o seu trabalho, torce por uma desgraça para noticiar bombasticamente, mostrando os pobre coitados sofridos que precisam de um messias político para serem salvos.
Enquanto isso a mesma imprensa retransmite mentiras verdadeiras, como a declaração da supervia de que havia sinalização adequada no local do acidente.
Ignora-se o fato de as passagens de nível da linha auxiliar (ramal de Belford Roxo) já terem tido um dia cancelas automáticas de bloqueio físico, removidas sabe-se lá com que desculpa, ou que onde há trens com intervalo de passagem menor do que 10min por lei não deve haver passagem de nível.
No final depois de tudo esquecido  a corda sempre arrebenta para o lado do mais fraco, neste caso provavelmente será o ferroviário, memo que na minha opinião técnica a culpa do acidente seja do motorista, que se esqueceu da regra escrita no código brasileiro de trãnsito, ensinada em qualquer auto-escola, onde um veículo deve PARAR, OLHAR e ESCUTAR antes de uma passagem sobre ferrovia, com ou sem sinalização, o trem sempre tem prioridade.
Retransmito a notícia aos leitores, só situando a situação atual, onde a concessionária e o estado mentem, a imprensa faz eco de qualquer coisa, você meu caro leitor, é melhor ter fé....




iG Rio de Janeiro e REDE RECOR RIO /05/05/2011 07:33 - Atualizada às 10:16

Duas pessoas ficaram feridas (no carro 28 dentro do trem), entre elas um bebê de 1 ano, em um acidente envolvendo um trem e um carro na manhã desta quinta-feira (5) na altura do bairro de Costa Barros, na zona norte do Rio de Janeiro. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a composição da concessionária Supervia bateu no veículo em uma passagem de nível da linha férrea

O acidente aconteceu por volta das 7h15, no ramal Belford Roxo. O trem seguia da Baixada Fluminense para a Central do Brasil. Bombeiros do quartel de Guadalupe foram ao local e resgataram as duas vítimas: a motorista do veículo e seu filho, de 1 ano.

Os feridos foram encaminhados para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, mas ainda não há informações sobre o estado de saúde deles.

Em nota, a Supervia informou que a passagem de nível onde aconteceu o acidente é oficial e possui sinalização visual e luminosa conforme as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

De acordo com a concessionária, os passageiros que estavam no trem desembarcaram na linha férrea e caminharam até a estação de Costa Barros, onde prosseguiram viagem em outras composições. A circulação no ramal Belford Roxo não precisou ser interrompida.

A CET-Rio informou que o cruzamento da Estrada do Camboatá com a Estrada de Botafogo - a passagem de nível - está interditado. O desvio está sendo feito pela Avenida José Arantes de Melo, Estrada João Paulo, Avenida Brasil, sentido zona oeste, Rua Marcos de Macedo até chegar novamente à Estrada do Camboatá.  

Brazil Railway: Um raro exemplar.

Brazil Railway: Um raro exemplar.: "Quando de uma visita as oficinas de Rio Claro em 2005, para os trabalhos de resgate de três carros de passageiros para a ABPF Regional Sã..."

terça-feira, 1 de março de 2011

Contagem regressiva,

Contagem... 3, 2 , 1 e nada! è isso que vai acontecer em 2014 na "inauguração do trem bala". esta semana o gover cortou bilhões do orçamento dederal, inclusive suspendendo o programa FX da força aérea um dos pilares da estatégia nacional de defesa (END), e ao mesmo tempo arrota por aí a contrução do tal TAV, inclusive colocando estatais não ferroviárias dentro dessa canoa furada.

Para quem ainda acredita no trem bala, que seja apenas por falta de conhecimento de engenharia, segue um pequeno texto de Jorge Luiz Calife, com mínimas explicaçãoes sobre a obra que não vai sair.

Afinal, o que é esse tal de trem bala?

Existem boatos que se espalham tanto, que acabam parecendo verdade. Em
Pinheiral, as obras de duplicação da linha férrea fizeram o povo acreditar
que está assistindo a construção da linha do "trem bala". E já tem gente
sonhando com a passagem do trem de alta velocidade pela cidade.
Pura ilusão! A duplicação da linha férrea é para o transporte de minério.
Com seu traçado, cheio de curvas, a antiga linha da Estrada de Ferro Central
do Brasil, atualmente administrada pela MRS Logística, não serviria para uma
composição de alta velocidade que exige um traçado retilíneo, com curvas de
mais de cinco quilômetros de raio.

Se o Trem de Alta Velocidade (TAV) chegar a nossa região, será numa linha de
traçado totalmente novo, que na França custou 15 milhões de dólares por
quilômetro para ser implantada.

Fala-se de uma parada em Barra Mansa ou Volta Redonda, mas jamais se cogitou
de uma parada em Pinheiral. E se não vai parar em Pinheiral o trem de alta
velocidade deve evitar a área urbana devido aos problemas de poluição sonora

Deslocando-se a uma velocidade entre 250 e 300 quilômetros horários uma
composição do TAV desloca o ar ao seu redor provocando um ruído semelhante
ao da passagem de um avião. Daí que se evita, sempre que possível, a
passagem por dentro de áreas densamente povoadas.

A coisa mais próxima de um trem de alta velocidade que já existiu em nossa
região foi o "trem húngaro" na década de 1970. Sua velocidade chegava a 90
quilômetros horários nos trechos de reta, na baixada fluminense e em São
Paulo. Mas devido às curvas acentuadas na Serra do Mar, e em nossa região, o
húngaro jamais pode desenvolver sua velocidade máxima de 120 quilômetros
horários. Acabou sendo desativado, depois de menos de uma década de uso
devido à dificuldade para se conseguir peças de reposição no leste europeu.
Quando começou a ser construída, em 1858, a Estrada de Ferro Central do
Brasil representou uma grande conquista tecnológica para o nosso país. O
grande desafio, ontem, como hoje, era vencer o desnível de 500 metros entre
a Baixada Fluminense e o alto da Serra do Mar.

A ferrovia só chegou lá em cima, na estação de Engenheiro Paulo de Frontin,
em 1863 e no ano seguinte na nossa região. A travessia da serra exigiu a
construção de túneis, como o "12" em Mendes, que eram o terror dos
maquinistas até a introdução das locomotivas diesel-elétricas em 1950. Se
uma locomotiva a vapor enguiçasse dentro do túnel 12, o maquinista corria o
risco real de morrer asfixiado.

Com a construção da CSN, durante a Segunda Guerra Mundial, os trilhos da
Central do Brasil passaram a ser usados principalmente para o transporte de
minério. Em 1969, a Central foi absorvida pela Rede Ferroviária Federal e
hoje é MRS Logística. A duplicação dos trilhos em Pinheiral repõe apenas uma
coisa que já existia.

Nas décadas de 1950 e 1960, a linha era dupla em Pinheiral, por isso a
estação da cidade tem duas plataformas. Mas achar que uma obra de engenharia
do século dezenove possa ser adaptada para um TAV do século 21, é pura
ingenuidade. Outro dia, viajando de ônibus para Volta Redonda ouvi dois
passageiros conversando sobre a chegada do "trem bala", em Pinheiral. Um
senhor explicava que o trem seria movido por campos magnéticos, sem tocar a
linha.

Nada disso, o trem de levitação magnética é o Maglev que só existe no Japão
e na Alemanha. No trecho Rio-São Paulo fala-se em implantar um trem de alta
velocidade semelhante ao TGV francês, que usa energia elétrica de uma linha
suspensa e move-se sobre rodas e trilhos convencionais.

A alta velocidade, até 300 quilômetros horários é conseguida com trilhos de
solda contínua, que reduz a vibração e um traçado que reduz ao máximo as
subidas e as curvas acentuadas. Como no século dezenove, o grande desafio
para o trem de alta velocidade no Brasil será o obstáculo representado pela
Serra do Mar.

A construção de novos túneis e viadutos deve elevar ainda mais o custo da
obra que, nas regiões planas da Europa, fica em 10 milhões de euros por
quilômetro. Se calcularmos que do Rio a São Paulo são 400 quilômetros em
linha reta, o nosso trem bala vai custar, no mínimo, 4 bilhões de euros. É
pagar pra ver.

Esses são os valores para o TAV, o Maglev custa mais caro ainda e não dá
para imaginá-lo em nossa região nem numa história de ficção científica.