segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

IBGE divulga mapas estaduais de Densidade Demográfica

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) disponibilizou no dia 21 de dezembro, em seu portal na internet, um conjunto de 27 mapas estaduais com a distribuição espacial da população e sua relação com elementos geográficos estruturantes, como relevo, rios e rodovias. A informação de população é mostrada através da densidade demográfica de 2010, apresentada para 316.574 unidades territoriais utilizadas na coleta do Censo demográfico (setores censitários).
Cada mapa estadual é apresentado num tamanho de 85 x 110 cm, constituindo-se numa detalhada imagem da distribuição espacial da população brasileira no território nacional. Os mapas mostram também todos os municípios e seus limites e revela as enormes diferenças encontradas nas formas de povoamento do país, sendo um registro e um elemento fundamental para a discussão da geografia atual e das estratégias futuras de apropriação e uso dos territórios estaduais e do território brasileiro.
Nos mapas foi utilizada a Base Cartográfica Continua do Brasil ao Milionésimo (BCIM) de 2010, que inclui os temas hidrografia, infraestrutura, transportes, unidades de conservação, toponímias (nomes de lugares).
Também se utilizou a malha municipal de 2010, com os limites das Unidades da Federação e localidades, elaborada pelo IBGE na escala 1: 250.000 (1 cm = 2,5 km), com atualizações de 2013 para os estados do Pará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. O dado sobre hidrelétricas foi produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2012.
Os mapas foram elaborados a partir da articulação das feições de ordem natural, de infraestrutura e política, como os conjuntos topográficos, hidrográficos, rodovias, ferrovias, hidrelétricas, além dos limites municipais, das unidades de conservação e das terras indígenas e as toponímias.
Assim, eles constituem um dos retratos mais fiéis e complexos do Brasil. Absorvem, em sua configuração espacial, a história, o meio natural e o processo político, nesse último incluídos tanto a ação pública sobre o território como as formas da divisão político-administrativa, que redesenham continuamente a geografia do povoamento do Brasil.
IBGE divulga mapas estaduais de Densidade Demográfica 600x428 IBGE divulga mapas estaduais de Densidade Demográfica
Os mapas estaduais de Densidade Demográfica 2010 estão disponíveis em: 
Mapa do IBGE que está disponível no site "sinopse por setores". Ele mostra as informações de maneira mais detalhada, por setor censitário.

Planos de Transp do Rio de Janeiro

O atual Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano da Cidade do Rio de Janeiro (Lei Complementar n° 111 de 2011), versão pdf, é facilmente localizável através de busca na internet.
O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (http://www.rio.rj.gov.br/web/arquivogeral/principal) e o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (http://www.aperj.rj.gov.br/default.asp).
 


PAA CONVITE GERAL PARA INAUGURAÇÃO(DIA 23 ÀS 10h:00) DA ESCOLA NOVA ETET SILVA FREIRE EM DEODORO

Membros da Família Ferroviária Nacional, Chegou o tão esperado momento histórico, expressão de uma luta, de sangue , suor e lágrimas para construir a primeira escola de fábrica do estado, bem como a retomada da condição histórica de estar inserido  no maior pátio de manutenção ferroviário do Brasil, sendo a escola mais antiga da República e a primeira ferroviária nacional, originária da serie metódica como pratica de ensino(aprendiz) incorporada pelo SENAI em 1942.
Portanto todos fazem parte desta luta, segunda o papel,a capacidade coletiva e individual deste GRANDE MOMENTO DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO PAÍS.
Agora a SILVA FREIRE RETOMAR O SEU PAPEL DE VANGUARDA, EM SENDO  ESPECIALIZADA EM PROCESSOS MODERNOS DE MANUTENÇÃO!!!
 
Um Grande Abraço,
 
Roberto Willians
D.G. ETET SILVA FREIRE

Observatório das Metrópoles disponibiliza mais de 70 livros para download gratuito


A Rede INCT Observatório das Metrópoles disponibiliza mais de 70 livros para download gratuito com o objetivo de dar continuidade à sua política de difusão científica com o compartilhamento amplo e gratuito de toda a sua produção de conhecimento. As publicações fazem parte da trajetória da rede de pesquisadores e seu compromisso com o desenvolvimento metropolitano brasileiro, especialmente os resultados do qüinqüênio 2009-2014 no qual o Observatório passou a integrar o Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT/CNPq/MCT&I). Os livros tratam de temas como dinâmicas de metropolização, organização social do território, desigualdade social e segregação urbana, megaeventos, governança urbana e cidadania.

O Observatório das Metrópoles constitui um grupo nacional de instituições que realiza Pesquisa em Rede, comparativa e multidisciplinar, sobre os impactos metropolitanos da mudança de modelo de desenvolvimento. Sob a coordenação geral do IPPUR/UFRJ, o Observatório reúne cerca de 115 pesquisadores principais integrantes de 50 instituições dos campos: universitário (54 programas de pós-graduação), governamental e não-governamental. As instituições reunidas no Observatório das Metrópoles vêm pesquisando de maneira sistemática sobre 15 metrópoles brasileiras – Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Recife, Salvador, Natal, Fortaleza, Belém, Brasília, Vitória, Baixada Santista e a aglomeração urbana de Maringá.

Desde 2009, o Observatório integra o Programa INCT (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) e busca ser uma rede plurinstitucional e pluridisciplinar que procura aliar suas atividades de pesquisa e ensino com a missão social de realizar e promover atividades que possam influenciar as decisões dos atores que atuam no campo da política pública, tanto na esfera do governo, como da sociedade civil.
 
Ao longo da sua trajetória a Rede Observatório das Metrópoles já publicou cerca de 120 livros, resultado dos seus esforços para fortalecer os estudos metropolitanos e o e o debate sobre o papel das metrópoles brasileiras para o desenvolvimento nacional. Nos últimos anos a nossa rede vem reforçando sua política de difusão científica, compartilhando suas publicações em formato PDF ou E-BOOK para o público geral.

Agora a Rede INCT Observatório das Metrópoles oferece uma compilação de 70 livros para download gratuito – as publicações tratam de temas fundamentais para o planejamento e gestão dos grandes centros urbanos do Brasil – tais como dinâmicas de metropolização, organização social do território – políticas habitacionais, mobilidade urbana, saneamento básico; desigualdade social e segregação urbana – bem-estar urbano, desigualdades escolares e segregação residencial; megaeventos, governança urbana e cidadania.

Acesse a Lista dos Livros do Observatório para acesso e divulgação.

O leitor encontrará, primeiramente, link para a Coleção “Metrópoles: transformações na ordem urbana” – lançada em 2015 e representativa de todo o acumulo de conhecimento da nossa rede de pesquisa. E mais link para Publicações do projeto “Metropolização e Megaeventos”; clássicos da trajetória da Rede Observatório – do período 1995-2010; Coleção Teses & Dissertações; Coleção Conjuntura Urbana.

Em seguida, será apresentada uma lista de livros de acordo com as Linhas de Pesquisa da nossa rede, no âmbito do Programa INCT – os livros são resultados das pesquisas desenvolvidas e representam o nosso esforço de produzir conhecimento científico para o país.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Informativo AFPF nº 147


Último trem a sair das oficinas de Engenho de Dentro, segue acima o vídeo do salvamento de locomotivas históricas da EFCB feita pelo eng. Hélio Suêvo, antes que as oficinas fossem postas abaixo para a construção do elefante branco  estádio do engenhão.

https://www.youtube.com/watch?v=diwE1AxMkP4

 



Informativo AFPF nº 148

Prezadas/os

Segue o nosso Informativo desse mês (duas folhas). 

Pode ser publicado no seu site ou replicado sem necessidade de autorização.








Ministro dos Transportes se reúne com ONG Amigos do Trem e Movimento Além nos Trilhos


O Ministro dos Transportes Antônio Carlos Rodrigues, se reuniu nesta terça feira dia 02/02/2016, com a ANTT, Sr.Cássio Ramos da Inventariança da RFFSA e ONG Amigos do Trem Paulo Henrique do Nascimento e o Movimento Além nos Trilhos, Alexandre Lopes Barbosa, Pablo Costa Borges , José Luiz Vidal e a Deputada Federal Margarida Salomão com a finalidade de viabilizar o projeto do tem de turismo Trem da Terra Rio Minas, que ligará as cidades de Cataguases, Leopoldina, Recreio, Volta Grande, Além Paraíba, Chiador (*), Sapucaia e Três Rios.



Na reunião o Ministro dos Transportes destacou a importância da implantação do trem de passageiros turístico na região da Zona da Mata é Sul Fluminense, porque irá contribuir com o zelo dos bens públicos e o desenvolvimento do turismo com geração de empregos e renda.

A Deputada Margarida Salomão, reafirmou seu compromisso com o projeto e sua importância para as comunidades por onde ele vai trafegar, também destacou que são projetos de interesse público e de cunho social como este, que podem contribuir no desenvolvimento das cidades e da população.

O projeto é uma Parceria do Ministério dos Transportes, DNIT, Inventariança da RFFSA, ONG Amigos do Trem, com apoio das prefeituras do trecho e Movimento Além nos Trilhos.


NOTA: Em Chiador está a primeira estação ferroviária de Minas Gerais(EFCB). O saudoso Prof. Victor J. Ferreira muito se empenhou para que FURNAS Centrais Elétricas restaurasse esta pioneira Estação, a título de compensação ambiental pela construção da Pequena Central Hidroelétrica de Simplício, no Rio Paraíba do Sul. Orientou a Prefeitura de Chiador a brigar pelo restauro da estação e entrar com ação no Ministério Público, escrever carta para FURNAS, autoridades, Deputados, etc...

Finalmente, cinco ou seis anos depois, em agosto de 2015 o Ministério Público de MG bateu o martelo e FURNAS vai restaurar a estação, que vai servir de ponto de parada do Trem de Turismo Rio Minas.


A nota triste disso tudo é que depois de tantas lutas, nem Victor e nem o pref. de Chiador(*) vão estar conosco fisicamente para presenciar esses dois fatos: a volta do trem a Chiador e o restauro desta estação


(*) o prefeito Moíses S. Gumiere, foi assassinado no dia 09/02. Os autores já estão presos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Os trens e a segurança pública no RJ

Funcionários da SuperVia são assaltados durante trabalho de manutenção em Realengo

24/04/2015


Na madrugada desta quinta-feira (23/04), a equipe técnica da SuperVia, que realizava manutenção de rotina no sistema de sinalização nas proximidades da estação Realengo (ramal Santa Cruz), foi rendida por assaltantes e teve dois celulares roubados. A ocorrência foi registrada na 33ª Delegacia de Polícia, localizada no bairro.
A SuperVia reforça que a segurança pública dentro do sistema ferroviário é de responsabilidade do poder público que atua nas estações e trens por meio do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer). Esta é uma das determinações do contrato de concessão. A Secretaria Estadual de Segurança Pública tem auxiliado no reforço das rondas ao longo do sistema. A concessionária chegou a contar com o apoio de um batalhão exclusivo da Polícia Militar atuando em todo sistema ferroviário, que foi extinto, e hoje conta com a atuação e o suporte do GPFer e de Policiais Militares contratados dentro do Programa Estadual de Integração de Segurança (PROEIS). 

- Atualizada às

Passageiros são assaltados dentro de vagão de trem em Olaria

É o segundo relato de assalto em composições em apenas dois dias. Na segunda, bandidos agiram em Tomás Coelho

O Dia
Rio - Passageiros que seguiam em um trem da SuperVia viveram momentos de pânico quando um homem entrou na composição no ramal Gramacho e anunciou um assalto na tarde desta terça-feira. Ao perceberem a ação do criminoso, algumas pessoas dentro do trem apertaram o botão de emergência. O bandido acabou fugindo pelos trilhos quando o trem estava na estação de Olaria, na Zona Norte do Rio. Ninguém ficou ferido.
A SuperVia e a Polícia Civil não informaram o que foi levado dos passageiros. É o segundo relato de assalto em trens apenas dois dias. Na segunda-feira, pelo menos duas pessoas foram alvo de criminosos em Tomás Coelho em composição seguia da Central para a Baixada.
Em nota, a SuperVia afirmou que agentes de controle da SuperVia acionaram, imediatamente, o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) e Policiais Militares contratados dentro do Programa Estadual de Integração de Segurança (PROEIS). Segindo a concessionária, a circulação no rmal de trens não foi afetada.
Assalto em Tomás Coelho na segunda-feira
Pelo menos duas pessoas foram assaltadas, por volta das 6h desta segunda-feira, dentro de um trem que seguia da Central do Brasil para Belford Roxo, quando a composição passava estação Tomás Coelho, na Zona Norte da cidade. O Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) foi acionado, mas os bandidos já haviam fugido quando os militares chegaram ao local. Não há registro de feridos e a circulação do ramal não foi afetada.
Segundo a Polícia Militar, as duas vítimas foram conduzidas por policiais do 3º BPM (Méier) até a 44ª DP (Inhaúma), onde o caso foi registrado. Há informações de que outras seis pessoas tenham ido ao local registrar queixa, porém a Polícia Civil ainda não se pronunciou.

24/04/2015 09h07 - Atualizado em 24/04/2015 09h10

Funcionários são assaltados durante o trabalho em Realengo, diz Supervia

Equipe realizava manutenção de rotina nas proximidades de estação.
Dois celulares foram roubados; ocorrência foi registrada na 33ª DP

Uma equipe técnica da Supervia foi assaltada na madrugada de quinta-feira (23), enquanto realizava manutenção de rotina nas proximidades da estação Realengo, segundo a concessionária. O grupo foi rendido por assaltantes e dois celulares foram roubados. A ocorrência foi registrada na 33ª DP (Realengo).
Em nota, a Supervia reforçou que a segurança pública dentro do sistema ferroviário "é de responsabilidade do poder público que atua nas estações e trens por meio do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer)".

Passageiros voltam a ser assaltados em trem da SuperVia no Rio

Usuários acionaram botão de emergência e homem fugiu em Olaria.
Na segunda, dois foram assaltados dentro do trem em Tomás Coelho.

Um dia depois de um homem ter invadido a estação de Tomás Coelho, no Subúrbio do Rio e assaltado pelo menos dois passageiros dentro do trem que seguia para Belford Roxo, usuários de trem voltaram a viver momentos de tensão na tarde desta terça-feira (11). Por volta das 15h50, segundo a Supervia, um homem estava assaltando passageiros numa composição que ia de Gramacho à Central do Brasil.
Segundo testemunhas, ao perceberem o assalto, muitos passageiros acionaram o botão de emergência no vagão. O homem fugiu por entre os trilhos na estação Olaria. Ninguém ficou ferido.

A Supervia confirmou que, às 15h50, agentes de controle da concessionária acionaram o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) por causa do episódio. A circulação do ramal não foi afetada. A SuperVia informou que está à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações. Policiais militares contratados dentro do Programa Estadual de Integração de Segurança (Proeis) também foram acionados, segundo a Supervia.
 Como podemos ver nas notícias acima a criminalidade anda a solta na malha ferroviária do RJ, nada mais que um reflexo do estado de falência total da segurança pública do estado.
O que surpreende é que trens são parte da infra-estrutura vital de funcionamento da metrópole e a ferrovia já tão abandonada parece sofrer ainda mais.

Plataforma do diabo, a pelo ao menos 30 anos a estação do Jacarezinho (Vieira Fazenda) é referência do que há de pior em seguranção pública na malha ferroviária estadual. A situação só tem se agravado com a aparição dos crackudos. Podemos reparar na segunda foto que até mesmo as fixações dos trilhos foram roubadas pelos viciados.

Hoje as "plataformas do pó" não são mais exclusividade do ramal de Belford Roxo, espalham-se pelos subúrbios situações como a da estação de Tancredo neves onde um grupo de viciados vivia sob a plataforma! http://noticias.band.uol.com.br/cidades/rio/noticia/100000718094/esta%C3%A7%C3%B5es-do-p%C3%B3-na-linha-do-trem.html

Porém nem sempre foi assim, embora o sistema de trens urbanos sempre tenha convivido com ocorrência de violência e depredações, cujo símbolo sempre foram pedradas e trens e estações incendiados e destruídos principalmente durante as revoltas populares causadas PELA PÉSSIMA QUALIDADE DO SERVIÇO, havia tam,bém extenso policiamento e repressão ao crime na área de influência das ferrovias. Entendia-se que os corredores formados pela faixa de domínio dos trens era de vital importância para o funcionamento do país, a ponto de a polícia Ferroviária ser a primeira forma de polícia especializada existente no Brasil.

Após a privatização a PFF foi totalmente abandonada, com seu quadro de pessoal cedido a outros órgãos e a responsabilidade de papel de polícia repassada aos operadores privados, que ficam na prática limitados a atividades de vigilância patrimonial sem capacidade de empurrar a criminalidade para longe dos trilhos.
Durante algum tempo a PFF continuou a apoiar os governo estadual no policiamento da malha metropolitana, mas chegou a ter seu armamento apreendido  pela polícia civil com a alegação de que não era uma polícia legalmente constituída! talvez esta má vontade com a PFF seja para facilitar tenebrosas transações que acontecem com o patrimônio do estado...



Formulário de registro de ocorrência  da finada Flumitrens, na época em que ainda se tentava deter o crime nas estações ao invés de conviver com ele.

No estado do RJ a PFF encerrou suas atividades e fechou a delegacia que era mantida na estação de Barão de Mauá, em substituição a PFF foi criado um batalhão de polícia ferroviária (BPFer) que mesmo com o aumento galopante da criminalidade foi rebaixado a um grupamento (GPFer), o que mostra um pouco o descaso das autoridades de segurança pública com a questão do transporte e a falta de percepção estratégica de que se estes corredores de trilhos forem mantidos seguros o próprio estado poderia deslocar sua força em direção aos bolsões de criminalidade e arejar as áreas de conflito com um pouco de civilização...

Militares do exército garantindo a segurança nas estações em muitas das crises nos trens de subúrbio, era comum até os anos 90 a presença de militares guaradando as estações da zona oeste, afinal o trem cortava uma área militar com grande concentação de quartéis e era, aliás ainda é, fundamental para a movimentação do contigente daquelas unidades. Qual é a probabilidade de ver uma ação dessas hoje?



sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Estado recupera duas estações ferroviárias do Ciclo do Café em Valença

Obras serão inauguradas pelo governador Luiz Fernando Pezão
O governador Luiz Fernando Pezão entrega, nesta sexta-feira (18/12), mais duas obras do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur-RJ), desenvolvido pela Secretaria de Estado de Obras: a recuperação dos prédios das estações ferroviárias de Barão de Juparanã e de Conservatória, em Valença, na Região Centro-Sul Fluminense. As obras, orçadas em R$ 3,2 milhões, resgatam esses espaços como símbolos de uma época de pujança econômica da região, o Ciclo do Café, transformando-os em centros de convivência, cultura, lazer e atração turística.

Construída em 1883, em estilo neoclássico, a estação de Conservatória, continuará a ser utilizada como rodoviária local, além de passar a contar com espaços destinados ao atendimento aos turistas e para exposições de caráter cultural. Também foram reservadas áreas para implantação de uma cafeteria, além da manutenção do posto da Polícia Militar. As melhorias foram feitas na estrutura da edificação, nas plataformas e nos acessos, além da construção e a reurbanização do entorno.

Já a Estação de Barão de Juparanã, que este ano completa 150 anos da sua inauguração, está sendo transformada para sediar o centro de visitação do Parque da Concórdia e contará, também, com amplos espaços para abrigar manifestações de caráter cultural, áreas de exposição e um pequeno auditório. Ela conta, ainda, com áreas especificas para a implantação de uma cafeteria, serviços bancários e dos Correios, estes últimos solicitados pela população local.


Serviço:

Inauguração da Estação Ferroviária de Barão de Juparanã, em Valença
Data: sexta-feira (18/12)
Horário: 14h30
Local: Rua Engenheiro Pedro Paulo, s/nº, Distrito de Barão de Juparanã, Valença.

Inauguração da Estação Ferroviária de Conservatória, em Valença
Data: sexta-feira (18/12)
Horário: 16h
Local: Rua Pedro Gomes, s/nº, Distrito de Conservatória, Valença.


Amanhã é meu aniversário. Não poderei ir, mas seria um excelente presente de aniversário para mim ...


Atenciosamente,
Eduardo P.Moreira
Presidente AF Trilhos do Rio

Envie uma mensagem para +55 21 98323-7291 || Telefones:(21) 98323-7291 (Tim) || (21) 99462-0268 (Claro) || (21) 987708443 (Oi) || (21) 99605-9975 (Vivo)

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Além Paraíba além da razão




E assim mesmo além Paraíba vai perdendo o trem...

http://lauaxiliar.blogspot.com.br/2015/12/justica-da-30-dias-para-abpf-retirar.html

Justiça dá 30 dias para ABPF retirar Locomotiva 51 do imóvel pertencente à Igreja Católica

Soninha Carvalho/Jornal Agora http://www.agorajornais.com.br/site/component/k2/item/578.html

Em resposta à ação civil pública n° 0015.15.000942-9 proposta pela Diocese de Leopoldina- Paróquia de São José contra a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária , o Juiz de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Além Paraíba, Dr. Claudio Henrique Fuks, concedeu, no último dia 11 de novembro, decisão Liminar que determina que a ABPF promova a limpeza total das antigas oficinas da Rede Ferroviária Federal, retirando daquele imóvel todos os seus vagões, incluindo, também, a “Locomotiva 51”— que há quase três décadas vem sendo reformada por um grupo de voluntários amantes da causa ferroviária. A decisão judicial é datada de 11 de novembro e pode ser encontrada, na íntegra, no site do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (Processo 0048377-95.2015.8.13.0015).
A Igreja Católica- Paróquia de São José, alegou que sempre exerceu “a posse mansa e pacífica do imóvel”, desde 25 de agosto de 1818— há quase dois séculos— e que naquela ocasião “cedeu a área para a Leopoldina Railway Company Limited”, e, em seguida, à Rede Ferroviária Federal, sendo que esta, “por falta de pagamento do aforamento devido” teve o contrato extinto. Argumenta a Paróquia que a ABPF deixou “vários bens móveis no interior do imóvel, inclusive vagões de trem”, já tendo sido notificada extrajudicialmente. Sete vagões de trem estão na área denominada “Rotunda”, tombada por Lei Municipal. A Igreja usou como argumento a sua própria notificação anterior pela Justiça, em Liminar que lhe determina remover as composições que se encontram abandonadas no pátio das antigas oficinas da RFFSA, sendo que, para sua defesa, a Paróquia disse que “não autorizou” a manutenção de vagões em seu imóvel.
A decisão judicial, publicada no final de novembro, foi favorável à Igreja. Como a ABPF sessão Porto Novo já havia informado à Justiça que os vagões pertencem a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária com sede em Campinas (SP)— que detém um contrato com a União para a utilização do material rodante da extinta RFFSA para fins culturais, educacionais e turísticos— e, por entender que tal material, da forma como se encontra, deteriora ainda mais o patrimônio histórico tombado, o Juiz determinou que a Associação terá que retirar todos os seus pertences do imóvel da Paróquia de São José, incluindo a velha Locomotiva 51, “no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 100,00, limitada a R$ 10.000,00”.


 Prezados, segue acima a terrível e anacrônica notícia sobre o despejo da ABPF em Além paraíba.
As prefeituras em geral se manifestam favoráveis a implantação de trens de passageiros ou turísticos. Recentemente várias prefeituras se manifestaram a favor do "trem da terra"  entre as cidades de Cataguases, Recreio, Leopoldina, Volta Grande, Além Paraíba e Chiador, em Minas, e de Sapucaia e Três Rios, no Rio, na recém desativada rota da bauxita da FCA. Se as prefeituras realmente desejam apoiar o projeto do trem na região é hora de avançar do discurso de apoio para a ação, por exemplo providenciando um local de destino adequado para esse valioso material rodante. O mesmo vale para as prefeituras do sul fluminense que declaram eterno apoio ao trem barrinha mas não cuidam das estações dentro de seus municípios.

A Rotunda está em ruínas (mas ainda mantém as paredes originais e cerca de 50% da cobertura - telhas francesas, de Marseille, e parte do madeiramento em pinho-de-Riga). O Escritório ainda está, relativamente, em estado razoável, que permite recuperação/restauração, sem grandes custos e problemas para obras desse porte e importância; bem como alguns dos galpões que ainda restaram das antigas Oficinas - os demais, da área de entorno da Rotunda e Escritório, já foram vendidos, alugados, demolidos e/ou alterados. As construções datam de cerca de 1880.
O "projeto arquitetônico", que foi apresentado até agora (veja o link), é, na minha opinião, grotesco e mal elaborado - entre outras bobagens, prevê a demolição do prédio do "Escritório" e transforma o interior da "Rotunda", em estacionamento. Acho isso tudo, no mínimo, uma leviandade.

LINK da matéria que contém o Projeto: http://chrisgar.com.br/maisalem/audiencia-publica-bahamas/

E-mails da Câmara Municipal de Além Paraíba:

Presidência - presidencia@alemparaiba.cam.mg.gov.br

Secretaria - secretaria@alemparaiba.cam.mg.gov.br
Presidente (Vereador Zico) - vereadorzico@alemparaiba.cam.mg.gov.br

PATRIMÔNIO QUE MERECE RESPEITO - OPÇÃO DE FUTURO.



PATRIMÔNIO QUE MERECE RESPEITO - OPÇÃO DE FUTURO.
©Plinio F. Alvim (*) - Junho 2011.
Artigo publicado no site do Jornal Leopoldinense, no Blog Ferreosfera e outros; além de citado em dissertação de mestrado por aluna da UFF.

As Oficinas Ferroviárias de Além Paraíba-MG foram construídas por volta de 1880 para integrar a Cia. Estrada de Ferro Leopoldina - a primeira ferrovia criada em Minas, em 1871, inaugurada em 8 de outubro de 1874, por D. Pedro II; e também para servir à Estrada de Ferro D. Pedro II - depois, Central do Brasil – que também atendia ao município e à região. Desde então, durante esta sua longa trajetória, incluindo os períodos em que a Leopoldina esteve subordinada ao capital inglês (Leopoldina Railway) e vinculada à extinta Rede Ferroviária Federal, as Oficinas ficaram mais conhecidas como Oficinas Ferroviárias de Porto Novo.
Os milhares de funcionários que nelas trabalharam, no decurso de tantas décadas, são parte inseparável da identidade e da memória afetiva, social, política, cultural e econômica municipal. Eles e as Oficinas inspiram de estudos acadêmicos a obras artísticas. Muitos desses ferroviários galgaram posições diretivas de destaque em várias organizações e merecem ser lembrados também por seus outros talentos, como os escritores Victor José Ferreira e Ubyrajara de Souza, ambos integrantes e fundadores de instituições como o Movimento de Preservação Ferroviária e a Academia Ferroviária de Letras; e também o escultor José Heitor da Silva (um dos primeiros artistas que tiveram suas obras integradas ao acervo do Museu de Arte Negra, criado pelo ex-Senador Abdias Nascimento, de quem se tornou amigo), o desenhista e carnavalesco Rolando Amaral, os criadores do antigo ‘Minas Club’, o ex-deputado federal pelo PTB, Ezequiel Mendes e o escritor memorialista e ex-deputado estadual mineiro Joaquim Moreira Júnior, também do PTB; entre dezenas de outros. Inúmeros ferroviários aqui lotados foram vítimas de perseguições políticas ou administrativas, por participarem de associações e movimentos contrários aos modelos de gestão ou de governo praticados durante os vários regimes, democráticos ou de exceção, por que passou o país.
As Oficinas ocupavam, a princípio, uma extensa área e seus dois galpões mais antigos - que já tiveram cerca de cem metros de comprimento – foram erguidos sobre o aterro de um trecho da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul. Construído inicialmente para se evitar a obstrução da ‘estrada’ que ligava os bairros de Porto Novo e São José, o aterro foi ampliado, mais tarde, para abrigar outras instalações. As Oficinas já tiveram suas imagens registradas, em fins do séc. XIX, pelo consagrado fotógrafo Marc Ferrez.
A Rotunda das Oficinas de Porto Novo/Além Paraíba é um edifício de forma circular, com área construída de cinco mil metros quadrados, também erguida por volta de 1880, que, junto às demais seções (calderaria, fundição, serralheria, carpintaria, almoxarifado, mecânica, pintura, elétrica, desenho, escritório, etc.), compunha o conjunto das Oficinas da Leopoldina. A Rotunda, com seus trinta boxes, tem capacidade para alojar, simultaneamente, igual número de locomotivas ou outros equipamentos rodantes, como carros-de-passageiros, vagões, autos-de-linha, etc. Nossa Rotunda é das maiores e das mais antigas entre as poucas ainda existentes no Brasil. Segundo o site da Internet ‘Estações Ferroviárias do Brasil’ só existem, atualmente, 5(cinco) Rotundas Ferroviárias construídas em 360 graus, em nosso país. Em Minas Gerais só existem três: Além Paraíba/Porto Novo, São João Del Rei e Ribeirão Vermelho; as outras duas são a de Barra do Piraí e Três Rios, ambas no estado do Rio de Janeiro. A de Porto Novo é a mais antiga.
Ao lado da Rotunda existe o prédio original, datado da mesma época, onde funcionou o Escritório Central da E. F. Leopoldina, que teve o teto de uma das salas restaurado, em 2006, pelo artista plástico Guilherme Diniz - por iniciativa do Engº. e também Acadêmico da AFL Rogério Lobo de Oliveira, então Diretor da Eletromecânica GITAL, empresa especializada em montagem e reforma de equipamentos ferroviários pesados, então locatária dos imóveis, desde a privatização das ferrovias vinculadas à Rede Ferroviária Federal S.A.
Nesse ano de 2006, em razão do imobilismo das autoridades e dos Conselhos municipais ligados à matéria - mesmo estando resguardada por tombamento através da Lei Municipal nº. 1829, de 14 de abril de 1998; e não obstante a explícita e bem fundamentada discordância deste pesquisador, através de ofício encaminhado à Câmara Municipal de Além Paraíba - em face da impossibilidade de sua presença em Reunião Oficial, convidado pela vereadora Simone Rezende - e em matéria e debate veiculados no ‘Jornal Agora’ e no Programa ‘Opinião’ da Rádio 102,7-FM, além da manifestação, também contrária, de outras pessoas e entidades preservacionistas e da veiculação de outros artigos na imprensa local, uma grande parte dos prédios das Oficinas foi absurdamente demolida, embora ainda estivesse em bom estado de conservação. O material resultante da demolição (muitos m3 do madeiramento em ‘Pinho de Riga’ e dezenas de milhares de ‘Telhas Francesas Legítimas’, fabricadas em Marseille, bem valorizadas no mercado de antiguidades; além de potentes máquinas e equipamentos das Oficinas) teria sido utilizado nas obras de construção de uma luxuosa casa, em um sítio particular.
Pouco tempo depois, já bastante fragilizada, uma parte da própria Rotunda desabou - e o restante encontra-se em precárias condições de conservação. Mas resiste, milagrosamente, de pé; talvez, por interseção de São José, o Operário, Padroeiro da Cidade e das Oficinas, Orago da Matriz - cuja imagem teria sido encontrada, em princípios do século XIX, nas águas da barra, hoje aterrada, que o Rio Limoeiro fazia com o Rio Paraíba do Sul, bem ali, onde foram construídas as Oficinas. Ironicamente, até a centenária madeira do telhado de sua Matriz vem sendo substituída por estrutura metálica - o que nos permite inferir que possa ter destino similar ao da madeira das Oficinas demolidas. O ‘Santo Carpinteiro’ deve estar muito entristecido... 
Vale ressaltar que quase todas as leis relativas ao tombamento do patrimônio histórico e cultural municipal de Além Paraíba foram redigidas de maneira dúbia - não se sabe por qual razão -, gerando muita confusão quanto à identificação dos bens que, de fato, deveriam ser por elas protegidos; o que, lamentavelmente, propicia a ocorrência de interpretações equivocadas que vulnerabilizam ainda mais os conjuntos, os entornos e outros inúmeros elementos que os compõem e que também deveriam ser resguardados; deixando-os até expostos ao risco de negociações e, ou, de ações inescrupulosas. Agora, fala-se, também, na cidade, na utilização de outros galpões e instalações das antigas Oficinas para fins comerciais – o que, muito provavelmente, redundará em mais um capítulo da inconseqüente desmaterialização do “Complexo Ferroviário Histórico de Além Paraíba”, implicando ou agravando a perda da identidade cultural da cidade e do seu povo.
OPÇÃO DE FUTURO - Antes de tudo, porém, é preciso entender que, quando se fala em Preservação - ferroviária, histórica, cultural e ambiental - e em implementação do Turismo em Além Paraíba, não se trata de idealismo utópico e infundado. Tanto uma quanto outro são, plenamente, factíveis no município e na região, dadas as nossas invejáveis especificidades - localização, patrimônio existente, legado natural, tradição, mão-de-obra especializada, etc. Estas características favoráveis devem ser avaliadas, particularmente, sob um prisma social e econômico, visto que potencializam a geração de emprego e renda para a população local; podendo gerar uma sensível melhoria do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - municipal. O diagnóstico elaborado por consultoria contratada para a execução da ‘Revisão do Plano Diretor Municipal’, em 2011, aponta nessa direção, a exemplo do que já fora detectado entre 1999/2000 por levantamento pormenorizado feito pelo SEBRAE-MG. Será que poderíamos, neste caso, aplicar o velho adágio popular: ‘O pior cego é aquele que não quer enxergar’?
Também é bom que se diga que, apesar da inconsistência de alguns comentários - por ignorância e desinformação, frutos de avaliações simplistas e, até mesmo, de observações ingênuas ou de interesses dissimulados -, quando se fala em preservação do patrimônio cultural histórico ferroviário de Além Paraíba, não devemos pensar tão somente no aspecto do bucolismo da “Maria Fumaça” e das antigas Estações e demais instalações ferroviárias – que eu não cheguei a conhecer em sua plenitude, visto que não nasci e nem morava aqui, mas que procurei estudar e aprendi a admirar e respeitar, mesmo não sendo alemparaibano e nem tendo nenhum tipo de vínculo profissional, pessoal ou familiar com a ferrovia. Não se trata, portanto, de saudosismo melancólico, piegas, extemporâneo.
É óbvio que os preservacionistas são favoráveis à idéia de se dar uma destinação prática e racional aos bens ferroviários históricos, adequada à realidade, com uma efetiva utilização cultural, lúdica, histórica, social, econômica, etc; sem, contudo, destruí-los, descaracterizá-los, inviabilizando o seu uso. Basta que se vejam os projetos já implantados e os que estão sendo desenvolvidos pelas entidades preservacionistas ferroviárias, Brasil a fora, em parceria com entidades públicas e privadas. Além Paraíba tem - e de sobra - todas as condições para a implantação de projetos análogos.
O que também surpreende é a falta de visão no que respeita ao não aproveitamento do que chamo de “Planta Industrial Ferroviária de Além Paraíba”. É pertinente salientar que a redução da área outrora ocupada pelas Oficinas também compromete o futuro do desenvolvimento econômico municipal, pois prejudica a irrefreável implantação do Turismo Regional que, como é do conhecimento das lideranças empresariais, culturais e políticas locais, já se encontra em pleno andamento - cujas bases foram lançadas no ano de 2000 pelo Governo municipal e pelo SEBRAE e Governo mineiros - e que tem na ferrovia e nos equipamentos históricos ferroviários um de seus principais atrativos, cujo potencial, se bem administrado, trará enormes benefícios para o município e para a região, em particular no que tange à geração de emprego e renda. A propósito, é bom lembrar que, nestas instalações, construídas há 130 anos, em que funcionaram as Oficinas da Estrada de Ferro Leopoldina (ou da Rede Ferroviária, como ficaram mais recentemente conhecidas) foram restaurados e readaptados, por técnicos de nossa cidade, os dezoito vagões temáticos e carros de passageiros que compõem o Trem Turístico de Ouro Preto à Mariana, inaugurado em maio de 2006, pelos então Presidente Lula e Governador Aécio Neves.
Além disso, cabe relembrar que a economia nacional clama por investimentos em infra-estrutura. São, portanto, recorrentes os projetos que visem à ampliação das ferrovias para melhorar a eficiência e minorar o custo do transporte de passageiros e de cargas; o que, num futuro próximo, também repercutirá a favor da diminuição das emissões de gases poluentes - tanto na utilização/adaptação de locomotivas movidas a fontes de energia não poluidoras, quanto na redução do número de caminhões, ônibus e automóveis circulando - mudando, pois, o arcaico e ineficiente exclusivismo do modal rodoviário brasileiro. É evidente que tais ações ajudarão a reduzir os riscos do inexorável Aquecimento Global. Embora nosso município tenha potencial que lhe garantiria lugar destacado em todo este processo de mudança, constata-se que, reduzido aquele espaço, a economia municipal fica limitada em sua capacidade de desenvolvimento, visto que a ‘Planta Industrial Ferroviária” não poderá mais ser ampliada, naquele local, ao contrário do que vem ocorrendo em Três Rios-RJ.



(*)Plínio Fajardo Alvim – Administrador diplomado pela UFRJ. Pós-graduado. Ferroviarista. Pesquisador de História e Cultura da Zona da Mata Mineira. Ambientalista. Membro da AFL-Academia Ferroviária de Letras, do MPF-Movimento de Preservação Ferroviária, do GBV-Grupo Brasil Verde e do Instituto CulturaR.