sábado, 28 de setembro de 2013

Petrópolis capta recursos para a volta do trem


Segue matéria sobre o Expresso Imperial, que saiu na Tribuna de Petrópolis neste final de semana, pessoalmente acho difícil, para Petrópolis captar sozinha todo o recurso necessário é demais, sem apoio do GERJ não dá. E nós sabemos que o GERJ está comprometido até o último cabelo com a máfia dos ônibus.
http://www.tribunadepetropolis3.hospedagemdesites.ws/Tribuna/index.php/cidade/2707-municipio-capta-recursos-para-a-volta-do-trem


Reviver a época das estradas de ferro, passando por belas paisagens, não é o único motivo da reativação da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, na Serra da Estrela. Segundo Antônio Pastori, um dos idealizadores do projeto, a volta do trem vai também trazer outros benefícios para Petrópolis, como mobilidade urbana com o ganho de tempo na subida da serra e a melhora e revitalização de toda a Serra Velha. Segundo a Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis, o projeto para a reativação que já está pronto deve, ainda neste ano, ser entregue ao Ministério das Cidades, para a captação de recursos, mas ainda não há prazo para o início das obras.
O projeto tem orçamento global estimado em R$ 217 milhões e inclui os recursos para a remoção de casas, embora ainda não haja um número definido. Prevê a implementação de um programa de sustentabilidade com impactos positivos na economia, no turismo e nas questões sociais, principalmente para as famílias que residem na área da Serra da Estrela entre Raiz da Serra, em Magé, e o Alto da Serra. 

“Muitos petropolitanos são reféns hoje da rodovia BR-040 e levam cerca de duas horas e meia neste trajeto, dependendo do horário, além dos problemas com retenções, acidentes, entre outros. Com o trem, este trajeto pode levar até uma hora e meia, além disso com uma vista melhor para a área de preservação”, disse Antônio Pastori.

A ferrovia foi inaugurada em 1883, no império de Dom Pedro II, e está desativada desde 1964, depois de 80 anos de uso. A malha ferroviária contava com cerca de 6Km de extensão, utilizava a técnica de cremalheira e atingia uma cota acima dos 800 metros no Alto da Serra.

“O novo projeto é para recuperar também estes seis quilômetros de ferrovia, da Vila Ihomorim [Raiz da Serra] até o bairro Alto da Serra, onde deverá haver uma estação de troca para um trem VLT [Veículo Leve Sobre Trilhos], mais leve e moderno, elétrico e sem nenhum dano à natureza, até o centro de cidade. Nosso objetivo é que o trem para todo este trajeto também seja elétrico”, disse.

Quatorze engenheiros e técnicos da ABPF trabalharam no estudo de três volumes com todo o detalhamento do projeto. O plano trabalha com a perspectiva de gerar emprego e renda para as comunidades de entorno, que vivem ao longo dos seis quilômetros da estrada de ferro. No projeto também estão previstas a recuperação da floresta e o resgate da história da ferrovia. De acordo com o projeto, cerca de mil passageiros utilizariam o trem por dia, se consideradas as viagens de ida e volta. Nos fins de semana, feriados, estação de alta temporada e programações especiais, estima-se que mais de três mil passageiros façam o passeio.

Atualmente, há um abaixo-assinado na internet que já soma mais de três mil assinaturas em prol da reativação da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, no  site manifestolivre.com.br.

“O total de assinaturas já é maior do que o trem vai poder transportar diariamente, em termos de passageiros, estimados em 1.400 por dia. O que falta agora é um pouco mais de boa vontade para que o projeto realmente ande e saia do papel”, contou Pastori.

Com a revitalização da ferrovia, a cidade terá oportunidade de reativar um dos mais belos passeios turísticos da Região Serrana. 



*Ariane Nascimento

 Redação Tribuna



Projeto do trem para Petrópolis está pronto

A Fundação de Cultura e Turismo anunciou, por meio da Coordenadoria de Comunicação, que o projeto da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará já está pronto.





A Fundação de Cultura e Turismo anunciou, por meio da Coordenadoria de Comunicação, que o projeto da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará já está pronto e a Prefeitura prevê que terá condições de pedir recursos para a obra, ao Ministério das Cidades, para a captação de recursos do PAC ainda este ano.

O projeto tem orçamento global estimado de R$ 217 milhões e inclui os recursos para a remoção de casas, embora ainda não haja um número definido. Não há previsão de data para o início das obras, que têm duração estimada de três anos. Elas serão realizadas a partir de Vila Inhomirim e se estenderão até o Alto da Serra, onde está prevista uma estação de troca para um VLT, mais leve e moderno, até o centro.

A ferrovia que foi inaugurada em 1883, no império de Dom Pedro II, está desativada desde 1964, depois de 80 anos de uso. A malha ferroviária contava com cerca de 6 km de extensão, utilizava a técnica de cremalheira e atingia uma cota acima dos 800 metros no Alto da Serra.

O projeto que será apresentado no Ministério das Cidades consiste em aproveitar os três quilômetros do leito da Estrada de Ferro Leopoldina e os seis quilômetros do plano inclinado da Serra da Estrela, para restabelecer a ligação ferroviária entre o Centro Histórico, o bairro Alto da Serra e o município de Magé. As obras são estimadas em cerca de R$ 217 milhões.

De acordo com a Fundação de Cultura e Turismo, não há previsão de quando as obras irão começar. Estima-se que as intervenções durem aproximadamente três anos. Os trabalhos começam pela Vila Ihomorim (na Raiz da Serra) e se estendem até o bairro Alto da Serra, onde deverá haver uma estação de troca para um trem VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), mais leve e moderno, até o Centro de Cidade.

Um ponto importante do projeto é a remoção de casas. De acordo com a Fundação de Cultura, não há um número definido de moradias que deverão ser removidas, mas quem trafega pelo local percebe que a ocupações irregulares ao longo da Serra Velha da Estrela estão se tornando cada vez mais frequentes.


Antonio Pastori, via IPad.

sábado, 14 de setembro de 2013

De Miguel Pereira até Gov.Portela vista da cabine










Urgente !! Socorro Ministério Público Federal!

FCA vai desativar ferrovia entre Três Rios e Além Paraíba/MG

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Urgente !! Socorro Ministério Público Federal!


A Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA), confirmou a desativação do trecho entre Três Rios e Cataguases. Engenheiros da empresa estiveram em Além Paraíba nesta quarta-feira, em reunião com o prefeito Fernando Lúcio (PSB), ratificando a informação.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já tinha autorizado a concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA) a desativar e a devolver ao Poder Público trechos ferroviários que explorava nos Estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe. A decisão, que está em resolução, foi publicada no Diário Oficial da União do dia 05 de julho, abrange tanto trechos considerados "antieconômicos" quanto trechos economicamente viáveis.

O trecho da região é viável, pois o trem transporta a bauxita. Mas a passagem dessa carga pelas cidades de Além Paraíba, Sapucaia e Três Rios são bastante discutidos pela população.
A saída do trem está sendo bastante comentada em Além Paraíba, cidade que se desenvolveu através da ferrovia, tendo inclusive diversas construções históricas, como os torreões e as diversas estações. As autoridades municipais discutiram com os engenheiros a situação, pois com a desativação, os trilhos deverão ser retirados da cidade. O prefeito queria que se mantivessem os mesmos, para que o trem pudesse trafegar de forma turística, indo até a estação de Simplício, que foi reformada. Até o tombamento da ferrovia foi discutido na reunião.

A ANTT determinou ainda que a desativação dos trechos deverá atender um cronograma aprovado pelo órgão para interrupção do atendimento aos usuários e que a FCA fará a retirada dos materiais não passíveis de reaproveitamento, responsabilizando-se pela sua guarda pelo período de um ano, ou até que o Departamento Nacional de Infraestrutruta de Transportes (DNIT) promova sua devida destinação. A concessionária também deve retirar o material metálico dos trechos a serem devolvidos, em montante correspondente a 1.760 km de via férrea, comprometendo-se a efetivar seu reaproveitamento nos segmentos remanescentes da Malha Centro-Leste.

Outras cidades já estão se movimentando para que o material retirado da região possa ser reaproveitado, como é o caso da cidade do Rio de Janeiro, que já está solicitando os trilhos que vierem a ser retirados.

Em 2010, por conta do empreendimento da Usina de Simplício, Furnas fez a realocação de um trecho de 5,2 km da FCA, no município de Chiador, que era o mais complexo da obra, com a construção de três pontes que passam sobre os rios Macuco e Paraíba do Sul e um dos canais do complexo hidrelétrico, além de ter feito alteração de mais dois trechos da FCA, que somaram quase 1km. O investimento da Eletrobras Furnas no projeto foi de aproximadamente R$ 100 milhões, que agora pode deixar de ser usado.

Fonte: Folha Popular

sábado, 31 de agosto de 2013

A extração de minérios 1970 (CVRD)



Vídeo institucioanl mostrando a extração de minério pela Vale em 1970, mostra a importância da logística ferroviária e várias locos clássicas.

Como funciona a caldeira de uma vaporosa

Ferrovia entre São João del-Rei e Antônio Carlos - 1976 (VFCO/SR-2)

Documentário sobre a EFOMM de 1976, feito nos EUA. impressionante que com todas as verbas que se com em nas universidades brasileiras na m~çao dos esquerdinhas, coxinhas e maconheiros não sobre nada para fazer registros históricos das ferrovias como o que os gringos e as associações de preservação conseguem fazer.

domingo, 18 de agosto de 2013

Governo estuda opção mais barata para substituir o TAV - Até que enfim?


Finalmente o governo percebeu

Desde o início a imensa maioria do pessoal tanto profissional como amador ligado as ferrovias, sempre achou a idéia do trem bala do PT uma fantasia, um paraíso para a corrupção. Uma obra que sem ter um metro sequer construído já custou 1 Bilhão de reais aos cofres públicos. no caminho ficaram os projetos de reativação de vários trens regionais , entre eles o expresso ligando campinas a São Paulo, que foi cancelado para priorizar o trem bala.

Finalmente o governo dá sinais de estar desistindo dessa insanidade do TAV, ou não.

Levou mais de 10 anos para finalmente admitirem que o Brasil não precisa de trem-bala, levaram outros 10 e mais 1 bilhão para resolver fazer o trem de média velocidade?

A história do TAV foi e acredito ainda será a de muitas obras no Brasil, poderia ser resolvida com uma iniciativa simples, mas ao ivés da solução barata é criada uma obra faraônica que por n vezes mil motivos não sai do papel e o problema persiste.

Os EUA que tem muito mais poder econômico e retorno financeiro garantido, até hoje não levaram a diante a interligação do país por TAV, preferiram manter uma rede de trens convencionais (AMTRAK que aliás são muito bons comparados com o que temos aqui) e investiram num corredor de média-alta velocidade o Acela, mesmo na Europa e no Japão onde há mais TAVs os trens-bala, são alimentados por uma rede de trens convencionais e de média velocidade, como os Intercity, Eurostar e Talgo.

Construir o TAV no Brasil sempre foi a idéia de construir o elefante Branco, um trem que estaria isolado de qualquer outro, e dependeria de pesados subsídios públicos para transportar a alto custo a elite.

Será que os trens de média velocidade muito mais racionais, que trafegam em vias compartilhadas com trens de carga e subúrbio, e não são feitos para madames conseguiram sair do papel? Afinal não irão funcionar como se fossem jatinhos particulares do clube dos bacanas, proposta que seria aplaudida de pé por nossos governantes "comunistas". No brasil tudo que é amplamente útil a toda a população tem dificuldade de sair do papel, incomoda as elites aquele bando de pobres pagando uma passagem justa confortavelmente sentados e usando ar-condicionado.

Então finalmente o governo abriu os olhos e viu que o TAV é inviável, mas e o resto? Só acredito vendo.

15/08/2013 - O Globo

Especialistas e técnicos do próprio governo defendem que o Trem de Alta Velocidade (TAV) seja substituído por um trem de média velocidade, ligando Rio, São Paulo e Campinas. Um modelo deste tipo poderia reduzir o custo do projeto à metade. Além de ser um empreendimento mais barato, haveria mais concorrentes, já que um trem-bala exige alta tecnologia e infraestrutura específica, com domínio restrito a um grupo de seis empresas do mundo.
Para se ter uma ideia de custo, dados do mercado sobre a iniciativa do governo de São de Paulo de implementar cinco linhas de média velocidade, ligando as regiões metropolitanas da capital paulista a Campinas e Santos (160 quilômetros), é de R$ 9,2 bilhões. O empreendimento será tocado pelo regime de Parceria Público-Privada (PPP) e está em fase inicial. O custo da linha São Paulo-Jundiaí, que está mais avançado, é estimado em R$ 3 bilhões. O TAV está orçado pelo governo federal em R$ 38 bilhões.
— Um trem de média velocidade, ligando cidades do Vale do Paraíba, poderia desafogar a Dutra e estimular o desenvolvimento regional — disse um técnico do governo.

Para o advogado Rodrigo Matheus, especialista em serviço público e licitações, a alternativa deveria ser levada em conta, diante dos últimos questionamentos sobre a qualidade do serviço público e a questão da mobilidade urbana. É uma decisão política.
Ele disse não acreditar que o leilão do TAV, que foi adiado por um ano, pelo menos, seja realizado ainda no atual governo, próximo às eleições, porque toda a execução da obra ficaria para quem assumir o governo seguinte. Por isso, disse, não faz sentido a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) desenvolver o projeto executivo do TAV, que custará R$ 900 milhões.

— Não é razoável. Não pelo custo do projeto executivo, mas pelo cenário político, que é complicado — destacou.
— O risco de seguir em frente com o projeto é enorme — emendou Henrique Motta Pinto, especialista em direito regulatório do escritório Sampaio Ferraz.

Custo do projeto executivo tem valor de 2008
Ele lembrou que, mesmo depois de o governo ter assumido todo o risco da infraestrutura do TAV e eliminado da licitação o critério da menor tarifa, não apareceram interessados. Destacou ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou os estudos de viabilidade econômica da concessão com ressalvas.

Segundo a EPL, a estimativa do custo do projeto executivo foi calculada com base na complexidade da obra. Segundo a empresa, um projeto executivo de padrão internacional tem custo entre 2% e 5% do valor total. O preço considera valores de 2008, quando o empreendimento fora orçado em R$ 28 bilhões.



Aviso sobre TAV foi ignorado, diz TCU
15/08/2013 - Folha de S. Paulo
O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, disse ontem que "o principal erro" do governo Dilma na formatação do trem-bala entre São Paulo e Rio foi não ter preparado "uma proposta mais estudada, mais planejada, no início do processo".
A obra foi adiada pela terceira vez nesta semana.

Nardes falou à Folha e ao UOL. Ele foi o relator da primeira proposta do trem-bala e diz ter apontado "onde estavam os erros" para o governo. Mas o projeto nunca se tornou atraente para as empresas e está sendo sucessivamente postergado.

"O projeto é muito grande. Onde há obras desse porte, se o Estado não aportar, ele é deficitário. As empresas não estão querendo participar. As empresas querem ganhar, querem ter lucro", diz o presidente do TCU.

Na entrevista, Nardes apresentou um estudo sobre as fragilidades gerenciais na execução dos investimentos federais no país. Diz ter mostrado os dados ao governo e proposto parceria para melhorar a governança do país.

Para o presidente do TCU, a baixa capacidade gerencial do governo ao executar obras está relacionada à demanda dos manifestantes que foram às ruas protestar em junho passado.
Sobre o chamado Orçamento impositivo, na avaliação do ministro do TCU, o efeito pode ser o de diminuir a aplicação global dos recursos públicos, pois só as cidades escolhidas por deputados e senadores para ter verbas garantirão o recebimento de dinheiro de Brasília.

Por causa dos diversos atrasos, o projeto de transposição das águas do rio São Francisco pode não ficar pronto no prazo anunciado, em 2015 --mesmo depois de o preço já ter dobrado, passando de R$ 8 bilhões.

Nardes se diz preocupado em dar mais transparência ao TCU. Uma das medidas que vai tomar, a partir da semana que vem, é abrir todos os dados sobre viagens de ministros e funcionários do órgão.

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

EVTE para trens truísticos e culturais

Prezados/as

Muitos projetos de TTR-Trens Turísticos e/ou Regionais, ainda etão no papel porque inexistem estudos técnicos que comprovem sua viabilidade.

Sem isso, fica difícil conseguir o apoio do seus Governo Estadual, Prefeitura, DNIT/ANTT, conquistar parceiros e atrair investidores. Sem esses estudos, as partes quase sempre entendem que a reativação, a implantação de TTR é inviável. 

Agora, com a edição da Resolução 4131/2013 da ANTT, talvez seja a hora dos Governos Estaduais/Prefeituras, fazerem um chamamento público semelhante  ao que o Gov. de São Paulo fez, utilizando-se do expediente  "Manifestação de Interesse"  para realizar os Estudos de Viabilidade Técnico-econômico e Sócio-ambiental. 

SP não teve custo nenhum com as 3.700 páginas dos projetos de 431 km de trem regionais intercidades. O vencedor da licitação terá seus gastos com o estudo reembolsado mais tarde. 

Vejam a matéria abaixo e o Edital que está anexado a este e-mail.

abs

Pastori

EDLP-BTG Pactual apresentam estudos dos trens intercidades
Clipping de Notícias da Revista Ferroviária - 05/08/2013
A EDLP e o Banco BTG Pactual entregaram na última sexta-feira (02/08) para o Governo do Estado de São Paulo os estudos dos trens intercidades. O material, com mais de 3.700 páginas, contempla as análises de engenharia, operação, demanda, entre outros, da concessão de um sistema ferroviário de passageiro com duas linhas: uma Norte-Sul, ligando Americana a Santos; e outra Leste-Oeste, ligando Taubaté a Sorocaba. As duas linhas se cruzam na cidade de São Paulo.
As duas empresas fizeram a Manifestação de Interesse Privado (MIP) em novembro passado. Das treze empresas autorizadas pelo governo paulista, em janeiro de 2013, a fazerem os estudos foi o único consórcio a apresentar os estudos.
No final de janeiro desse ano, o Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas (CGPPP) do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial do Estado um chamamento público para que os interessados apresentassem manifestações de interesse para o desenvolvimento dos estudos e modelagem para a implantação de 431 km de linhas de trens intercidades. A rede integrada de linhas ferroviárias de passageiros abrangerá as cidades de Santos, Mauá, São Caetano, Santo André, Jundiaí, Campinas, Americana, São José dos Campos, Taubaté e Sorocaba, e se conectará a uma estação central na cidade de São Paulo. As empresas interessadas tinham o prazo de seis meses, contados a partir de fevereiro, para apresentar os estudos desenvolvidos.
Segundo o chamamento publicado, o aproveitamento dos estudos não obriga o poder público contratar o objeto do projeto de PPP. No caso de aproveitamento do material, a empresa responsável pelos levantamentos será remunerada. 



Atenciosamente,

Antonio Pastori - (21) 9911-8365

AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária

Conheça alguns Museus Ferroviários pelo mundo em http://ferrovias.com.br/portal/apaixonados-pelo-trem-12/

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O esquema que saiu dos trilhos

Um propinoduto criado para desviar milhões das obras do Metrô e dos trens metropolitanos foi montado durante os governos do PSDB em São Paulo. Lobistas e autoridades ligadas aos tucanos operavam por meio de empresas de fachada
Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas

PROTEÇÃO GARANTIDA
Os governos tucanos de Mario Covas (abaixo), Geraldo Alckmin
e José Serra (acima) nada fizeram para conter o esquema de corrupção

Ao assinar um acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a multinacional alemã Siemens lançou luz sobre um milionário propinoduto mantido há quase 20 anos por sucessivos governos do PSDB em São Paulo para desviar dinheiro das obras do Metrô e dos trens metropolitanos. Em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos, a empresa revelou como ela e outras companhias se articularam na formação de cartéis para avançar sobre licitações públicas na área de transporte sobre trilhos. Para vencerem concorrências, com preços superfaturados, para manutenção, aquisição de trens, construção de linhas férreas e metrôs durante os governos tucanos em São Paulo – confessaram os executivos da multinacional alemã –, os empresários manipularam licitações e corromperam políticos e autoridades ligadas ao PSDB e servidores públicos de alto escalão. O problema é que a prática criminosa, que trafegou sem restrições pelas administrações de Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, já era alvo de investigações, no Brasil e no Exterior, desde 2008 e nenhuma providência foi tomada por nenhum governo tucano para que ela parasse. Pelo contrário. Desde que foram feitas as primeras investigações, tanto na Europa quanto no Brasil, as empresas envolvidas continuaram a vencer licitações e a assinar contratos com o governo do PSDB em São Paulo. O Ministério Público da Suíça identificou pagamentos a personagens relacionados ao PSDB realizados pela francesa Alstom – que compete com a Siemens na área de maquinários de transporte e energia – em contrapartida a contratos obtidos. Somente o MP de São Paulo abriu 15 inquéritos sobre o tema. Agora, diante deste novo fato, é possível detalhar como age esta rede criminosa com conexões em paraísos fiscais e que teria drenado, pelo menos, US$ 50 milhões do erário paulista para abastecer o propinoduto tucano, segundo as investigações concluídas na Europa.

Link!!!!

http://www.istoe.com.br/reportagens/315089_O+ESQUEMA+QUE+SAIU+DOS+TRILHOS?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage