terça-feira, 5 de julho de 2016

Plano de mobilidade para a Copa ainda continua no papel


Apenas 18% dos 125 projetos de mobilidade urbana, como BRTs, VLTs e monotrilhos estão em operação no Brasil inteiro

A Copa do Mundo de 2014 fez pipocar Brasil afora dezenas de projetos para melhorar a mobilidade urbana das grandes cidades. Mas, dois anos depois da realização do mundial de futebol, boa parte das propostas continua no papel. De um total de 125 empreendimentos, apenas 18% foram concluídos, segundo dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Conhecidos no mercado como BRT (Ônibus de Trânsito Rápido), VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e monotrilho, esses projetos foram alternativas à construção de metrô, mais cara e demorada. A ideia era atender a população durante o evento esportivo e deixar um legado para as cidades. Não ocorreu nenhuma coisa nem outra.
“A Copa e a Olimpíada trouxeram grande expectativa de recuperar o tempo perdido na mobilidade urbana. Mas os projetos ficaram no papel. Pouco se fez”, lamenta o presidente da NTU, Otávio Cunha.
Atualmente, há 22 empreendimentos com obras iniciadas, mas a maioria está parada. Os motivos para o fracasso do programa de mobilidade são variados, vão de erros em projetos à falta de dinheiro. No VLT de Cuiabá (MT), por exemplo, as obras estão paradas desde dezembro de 2014 por divergências entre o Estado e o consórcio construtor. Formado por empresas como CR Almeida e CAF Brasil, o grupo pede R$ 1,3 bilhão para concluir o projeto.
Mas, segundo o governo estadual, uma auditoria feita pela KPMG indicou que a necessidade de aporte é de R$ 602 milhões. O resultado da discussão foi parar na Justiça e o projeto, que já exigiu desembolsos de R$ 1,06 bilhão, parou. Diante do problema, chegou-se a cogitar a troca na modalidade de transporte, de VLT para BRT. Mas o secretário de Cidades do Estado, Eduardo Chiletto, descartou a possibilidade por causa das obras já executadas.
Enquanto o VLT exige uma base mais reforçada para instalar os trilhos, com quase um metro de profundidade de concreto, o BRT exige a construção de um corredor de ônibus. Trata-se de uma obra mais simples e, portanto, mais rápida para ser concluída. Mas não é o que se tem visto pelo País. “Estão levando muito tempo para uma obra simples e que, depois de pronta, não atende às necessidades da população”, diz Halan Moreira, vice-presidente da Brasell Gestão Empresarial, que atua no setor de mobilidade.
Alternativa. Da mesma forma que tem governo querendo trocar projetos de VLT por BRT, há quem queira desistir do BRT para fazer corredores normais. No Espírito Santo, por causa da falta de dinheiro para tocar o projeto – cujos estudos foram iniciados na gestão anterior – a alternativa é priorizar alguns trechos. “Já tínhamos garantido R$ 530 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e R$ 210 milhões de recurso próprio. Mas o projeto total exige R$ 1,8 bilhão”, diz o secretário dos Transportes e Obras Públicas do Estado, Paulo Ruy Carnelli.
Ele explica que, diante da crise econômica que assola o País e reduz a arrecadação dos Estados, a solução foi escolher alguns trechos e adotar o BRS (Ônibus de Serviço Rápido). O secretário explica que essa modalidade tem faixas preferenciais à direita e não um corredor exclusivo à esquerda como ocorre no BRT, que tem paradas elevadas para o rápido embarque e desembarque. “Essa é uma solução que não tem risco de parar. Enquanto isso, preservamos o projeto do BRT para algum outro momento.” 
Na avaliação do presidente da NTU, o maior entrave para os BRTs é a falta de dinheiro. Com Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, o governo federal colocou à disposição R$ 150 bilhões para a mobilidade urbana. O problema, afirma Cunha, é que as cidades não tinham capacidade para se endividar. Além disso, os recursos não podiam ser usados para as desapropriações, que tinham de sair dos cofres municipais. “Em alguns casos, esse gasto era quase igual ao valor do próprio projeto.”
Outro entrave é que os projetos eram desenhados sem ter como base um planejamento urbano adequado e sem conhecimento da modalidade escolhida. O BRT de Belém, por exemplo, teve de ser readequado pela administração atual por causa de erros no projeto, elaborado na gestão anterior. A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém afirma que o desenho original não previa área para ultrapassagem dos ônibus e que as estações tiveram de ser devolvidas por seguirem um modelo incompatível com o clima da cidade.
O reflexo desses erros foi o cancelamento das licitações e elaboração de novos contratos, o que atrasou a liberação de recursos e a retomada das obras. A previsão para o início de operação experimental é a primeira quinzena de julho.
No mercado, especialistas colocam em dúvida a eficácia da modalidade escolhida para a cidade já que o transporte de passageiros é muito grande. “Para atender a demanda, será necessário colocar um número grande de ônibus em intervalo muito curto”, diz Halan Moreira.
Em situações de grande demanda, as modalidades mais adequadas são o VLT e o monotrilho (sem considerar trem e metrô). “Sem contar que no BRT o número de atropelamento é alto”, afirma Rodrigo Vilaça, conselheiro da ANPTrilhos. Para ele, o VLT é uma modelagem mais econômica.
Monotrilho. Em relação aos empreendimentos de monotrilho, mais complexos e caros, poucos Estados apostaram na modalidade. Pelo último balanço do PAC, havia cinco projetos no País. Apenas a Linha 15 de São Paulo, que liga duas estações num trecho de 3 km, está em operação. A Linha 17, que vai ligar o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi, teve as obras retomadas na semana passada. Os demais empreendimentos, em São Paulo e no resto do País, estão parados.
Para o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), Emiliano Affonso, independentemente da modalidade escolhida, é preciso fazer estudo de demanda antes de iniciar um projeto.

XIV Congresso de Pesquisa e Ensino em Engenharia de Transportes do Estado do Rio de Janeiro - “XIV Rio de Transportes”


Deadline: 24 de julho de 2016

O XIV Congresso de Pesquisa e Ensino em Engenharia de Transportes do Estado do Rio de Janeiro - “XIV Rio de Transportes”, será realizado nos dias 21 e 22 de setembro de 2016. O Congresso será composto por apresentação das linhas de pesquisa em andamento, sessões técnicas, pôsteres e um workshop.
Nesta 14ª Edição, o “Rio de Transportes”, continuará a contar com a colaboração da Universidade Federal do Rio de Janeiro que, através do Programa de Engenharia de Transportes da COPPE, organizará os trabalhos. O processo de análise e seleção dos trabalhos ficará a cargo do Comitê Científico formado exclusivamente por pesquisadores com titulação mínima de doutor.
ÁREAS TEMÁTICAS
Poderão ser apresentados trabalhos versando sobre todas as modalidades de transportes de carga e passageiro. São privilegiadas as contribuições que se destaquem por sua relevância científica ou tecnológica e por seu caráter inovador. Qualquer trabalho que trate de um assunto relevante para o setor de transportes e áreas afins, será analisado pelo Comitê Científico.
CATEGORIA DE TRABALHOS E INSTRUÇÕES PARA OS AUTORES
As contribuições para o XIV Rio de Transportes poderão ser de dois tipos: artigos científicos e pesquisas em andamento. Na categoria “artigo científico” os trabalhos submetidos para avaliação poderão ser aceitos se forem inéditos, completos, escritos em português e que, no entender do Comitê Científico, sejam relevantes e estejam relacionados com as áreas temáticas do Congresso.
Na categoria “pesquisas em andamento”, os trabalhos avaliados não necessitam estar concluídos e poderão corresponder a qualquer fase do andamento das pesquisas de dissertações de mestrado e de teses de doutorado ou outro tipo de pesquisa.
As instruções para autores podem ser obtidas no Portal do Congresso (www.riodetransportes.org.br).
ANÁLISE E SELEÇÃO DOS TRABALHOS
Os trabalhos na categoria “artigo científico” serão analisados por dois especialistas, que podem recomendar sua aceitação ou recusa. Em caso de aceitação os avaliadores podem ainda recomendar alterações no texto. Alterações que forem consideradas essenciais devem, obrigatoriamente, ser implementadas na versão final do texto, nos prazos estabelecidos. Trabalhos já apresentados ou publicados em outros congressos ou revistas serão recusados. Os trabalhos na categoria “pesquisas em andamento” serão avaliados por apenas um especialista, que analisará um resumo de uma página.
PRAZOS
Os arquivos eletrônicos com o texto completo da versão inicial deverão ser submetidos ao Comitê Científico até o dia 24 de julho de 2016. Artigos enviados após essa data não serão considerados para avaliação. Todos os procedimentos de entrega de trabalhos e inscrições deverão ser realizados através do Portal do Rio de Transportes.
Os autores serão comunicados até 21 de agosto de 2016 dos resultados do processo de análise e avaliação por parte do Comitê Científico. A versão final do texto, que incorpore os comentários e sugestões dos avaliadores, deverá ser preparada e enviada até dia 04 de setembro de 2016, para possibilitar a publicação da mesma nos anais do evento.
APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS
Os trabalhos selecionados para apresentação estarão disponíveis em anais serão apresentados em duas formas distintas: sessões técnicas e pôsteres. As sessões técnicas apresentarão os artigos científicos e as sessões de pôsteres, as pesquisas em andamento. Os anais do evento, disponíveis em pen-drive, serão compostos por duas partes distintas: artigos científicos (versão integral) e pesquisas em andamento (resumo).
INSCRIÇÕES E SUBMISSÃO PARA O EVENTO
As inscrições e submissão de trabalhos devem ser feitas diretamente no Portal do evento: www.riodetransportes.org.br
Comitê OrganizadorProf. Paulo Cezar M Ribeiro (Presidente)Programa de Engenharia de Transportes – COPPE/UFRJ
Fone: (21) 3938-8169 /(21) 3938-8826
E-mail:  comite@riodetransportes.org.br
Internet: www.riodetransportes.org.br
Site: itspesquisa.com.br

quarta-feira, 15 de junho de 2016

SÉTIMO ENCONTRO DO CAMINHO NOVO / 17 E 18 DE JUNHO DE 2016 SANTOS DUMONT – MINAS GERAIS



PROGRAMA

17 de junho de 2016 - sexta-feira

Local: Auditório da Fundação Educacional São José (antiga Escola Normal), Avenida Getúlio Vargas, 547, Centro

08:00h – Inscrições gratuitas feitas na hora – vagas limitadas ao espaço físico do auditório – público alvo: pesquisadores e professores

08:30h – Abertura – organizadores - Apresentação dos participantes - Professores Luiz Mauro Andrade da Fonseca e Francisco Rodrigues de Oliveira (Centro de Memória Belisário Pena e Associação dos Amigos do Arquivo Público Altair Savassi – Barbacena)

09:00h – “Educação Patrimonial em Santos Dumont” – Professores Bruno Campos Guilarducci, Ana Maria Marques Dias e Marisa Fontes (Prefeitura Municipal de Santos Dumont)

09:30h - “Homens ‘civilizados’, homens de negócios: São João Del Rei e as elites oitocentistas (1822-1842)” – Prof. Leonardo Bassoli Ângelo (Programa de Pós-Graduação em História – Universidade Federal de Juiz de Fora)

10:00h – intervalo – café

10:30h – “Abandono e esquecimento: o patrimônio histórico nos caminhos antigos na Baixada Fluminense” – Prof. Paulo Clarindo (Coordenador do Grupo Amigos do Patrimônio Cultural – Nova Iguaçu – RJ).

11:00h - “A história social através do método de pesquisa genealógica: a genealogia corrigindo lapsos da história.” – Prof.ª Nilza Cantoni (Leopoldina)

11:30h - “Santeiro, além da matéria” – Escultor Luciomar Sebastião de Jesus (Congonhas)

12:00h – Almoço

14:00h – “Vias de Minas: Caminho Novo e Ferrovias” – Prof.ª Helena Guimarães Campos (Belo Horizonte)

14:30h – "O traçado da E. F. Dom Pedro II e suas coincidências com o Caminho Novo". – Prof. Antonio Pastori (Rio de Janeiro).

15:00h – "Instituto Federal e a Preservação da Educação Ferroviária" – Prof. André Diniz de Oliveira (Diretor do IFET – Santos Dumont).

15:30h – “Os Caminhos de Ernst Hasenclever em Minas Gerais” – Edson Brandão (Secretário de Cultura de Barbacena). Lançamento de livro.

16:00h – intervalo – café

16:30h – Mesa-redonda “Arquivos Públicos Regionais” – Barbacena (Prof.ª Edna Resende), São João del Rei (Prof. Jairo Machado) e Juiz de Fora (Prof. Antônio Henrique Duarte Lacerda).

17:30h – “Santos Dumont nos mapas antigos” – Prof. Antônio Gilberto da Costa (Belo Horizonte – UFMG)

18:00h – - “Atuação do Ministério Público de Minas Gerais na defesa do patrimônio cultural da Estrada Real - Caminho Novo” - Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda (Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Minas Gerais).

- Exposição e venda de livros relacionados pela Livraria Quarup, de Juiz de Fora, de livros usados, a cargo de Cláudio Luiz da Silva. Livros sobre o Caminho Novo e cidades mineiras. Lançamentos.

- Logo após: jantar de confraternização (por adesão) entre os participantes do evento, com música de fundo (roda de choro).

18 de junho de 2016 – sábado

09:00h – Turismo cultural pela cidade de Santos Dumont, compreendendo Museu Casa Natal de Santos Dumont, primeiras fábricas de laticínios, Estrada União e Indústria, e Fazenda da Mantiqueira.

SUGESTÃO DE HOSPEDAGEM EM SANTOS DUMONT

POUSADA VILLA DUMONT – Rua João Pessoa, 58, Centro, telefax: (32) 3251-3059 – email: pousadavilladumont@hotmail.com - 14 aptos (TV, ventilador de teto, frigobar, Wi-Fi) – café-da-manhã – preço atual (março) sujeito a reajuste (duplo: 138,50; triplo: 190,50; quádruplo: 220,50; suíte (182,50).

HOTEL ITAIPU – Rua 13 de maio, 357, Centro, telefone: (32) 3251-3013 – email htitaipu@bol.com.br – 23 aptos (TV, ventilador ou ar condicionado, frigobar ou não, Wi-Fi), café-da-manhã, preços (março) variando de acordo com as acomodações (exemplo: duplo: 134 a 193 reais; triplo: 137 a 290 reais; quádruplo: 242 a 350 reais).

HOTEL E LEITERIA SÃO LUIZ – email leiteria1@hotmail.com - BR 040, km 742 – tel: (32)3251-3153 – 16 aptos (com ar condicionado ou ventilador, frigobar, TV, Wi-Fi), café-da-manhã, preços (março) por pessoa: com ar condicionado – 90 reais, com ventilador: 70 reais.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Duas ferrovias Vejam 12/06/2016

Um grande amigo me perguntou hoje se ele, do alto do seus 71 anos bem vividos, ainda veria, um dia, um trem bala rodando no Brasil?

Eu respondi que "bala no trem" tem mais chances... e a "bala" a que me refiro não é só a de fuzil, mas também é é a que mata os bons projetos, que sangra os cofres públicos e privilegia as "otoridades (in)competentes".

O artigo abaixo é um bom exemplo disso.

Abs e Bom Domingo, (se puder)

Duas ferrovias Vejam 12/06/2016

J.R. GUZZO

OS VIAJANTES que vão de Zurique, de outras cidades da Suíça e da maioria dos países da Europa para Milão e para o norte da Itália já estão rodando a até 250 quilômetros por hora na linha de trem que passa pelo novo túnel do Monte São Gotardo, a mais recente maravilha da engenharia mundial - com quase 60 quilômetros perfurados na rocha bruta, é o túnel mais longo do mundo, e sua construção tornou-se uma epopeia comparável à da travessia subterrânea do Canal da Mancha, entre Inglaterra e França. 

Enquanto isso, no Brasil, a última notícia que o público pagante teve em matéria de estrada de ferro foi o anúncio, dias atrás, de que o Tribunal de Contas da União proibiu qualquer entrega de dinheiro do Erário à "Ferrovia Transnordestina", apresentada desde o governo do ex-presidente Lula como um monumento à redenção do Nordeste; seria também uma prova de que foi preciso um operário chegar à Presidência deste país para ensinar que grandes obras não podem ser feitas só no "Sudeste". A decisão foi tomada porque a Transnordestina assumiu a proporção de calamidade fora de controle em matéria de agressão ao Tesouro Nacional, incompetência técnica absoluta e desrespeito ao cidadão. O resumo real do que aconteceu aí é o seguinte: dez anos após anunciadas as obras, não existe ferrovia nenhuma. Em compensação, existe uma dívida de 35 bilhões de reais.
Sempre se pode dizer: "Não dá para comparar a Suíça com o Brasil". Não dá mesmo - não é realista, não é lógico e é inútil. A Suíça é uma coisa, o Brasil é outra, e não existe nenhuma previsão, pelo menos por enquanto, de que fiquem mais parecidos algum dia em termos de conduta por parte do poder público. Ainda assim, o caso das duas ferrovias oferece uma excelente oportunidade para pensar um pouco nessa coisa ruim chamada "governo". Tudo bem, ninguém está querendo por aqui que os governantes tenham um desempenho semelhante ao de lá; mas, francamente, também não há nenhuma obrigação de serem tão ruins desse jeito. A Transnordestina, lançada em 2006 para ligar os portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, além de abrir um novo acesso ao mar para o interior do Piauí, deveria ser entregue em 2010. Não foi. Já estamos em 2016 e nada - não há no momento nem sequer um palpite sobre a data de entrega. Descobriu-se que as obras foram iniciadas sem um projeto de engenharia coerente. 
Não existe nenhuma dificuldade geográfica especial na área (nada de túneis a 550 metros de altitude, por exemplo), mas dos 1700 quilômetros da estrada só há trilhos em 600, onde não passa trem algum. Sua função, no momento, é serem estragados pelo tempo ou furtados para a venda a peso do seu aço. O novo túnel do maciço de São Gotardo, aberto ao público dias atrás, foi entregue seis meses antes do prazo contratado e custou o que deveria custar - o equivalente a pouco mais de 10 bilhões de dólares. Por uma dessas coincidências da vida, a soma é praticamente igual aos 35 bilhões de reais de dívida que as empresas estatais responsáveis pela Transnordestina têm a apresentar como resultado de seus esforços até agora. Dá o que pensar. Quando a Suíça resolve fazer uma estrada de ferro, as pessoas passam a andar de trem; no Brasil, ficam devendo. É lindo, isso.
Também chama atenção, no caso, um fenômeno curioso, que provavelmente só acontece no Brasil: quanto mais a tecnologia avança no mundo desenvolvido, mais as obras públicas brasileiras demoram para ficar prontas. Numa época em que a ciência da engenharia é capaz de vencer os mais ingratos desafios da natureza, dentro dos prazos e dos orçamentos previstos, é como se o Brasil estivesse vivendo no tempo da régua de cálculo e do trator a gasolina; no ritmo de trabalho seguido pelos dois últimos governos, a Ponte Rio-Niterói ainda estaria em obras. Estradas como a Transnordestina, segundo apontou o TCU, apresentam "vícios de construção" e "erros primários" de técnica ferroviária. A transposição de águas do Rio São Francisco é uma coleção de ruínas. Usinas hidrelétricas geram energia inútil, porque não há linhas de transmissão - e por aí se vai. Para piorar, o governo que não faz é o mesmo governo que não deixa fazer, na sua paixão contra o resultado prático e no seu pânico diante de qualquer benefício público feito pela iniciativa privada. Nesse meio-tempo, o mundo continua a girar. A primeira ferrovia do São Gotardo é de 1882; por lá, já estão na terceira. Por aqui, a grande discussão é saber se os que não fizeram vão voltar ao governo para continuar não fazendo.

Antonio Pastori - Ferroviarista & Pesquisador

+55 (21) 99911 - 8365

"O Homem aprende apenas de duas formas: a primeira é por meio da leitura e a segunda é associando-se com pessoas inteligentes": Will Rogers

Para ser excluído, envie e-mail para 
acdpastori@gmail.com 
solicitando a retirada da lista.


Assine o nosso manifesto pela volta do trem a Petrópolis em: http://www.manifestolivre.com.br/ml/assinaturas.aspx?manifesto=expresso_imperial


COMISSÃO EM DEFESA DO TRANSPORTE FERROVIÁRIO É INSTALADA NA ALERJ.

A Comissão Especial em Defesa do Transporte Ferroviário, presidida pelo deputado André Ceciliano (PT), foi instalada, nesta quinta-feira (09/06), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo o presidente do grupo, o objetivo da comissão é discutir a qualidade do transporte ferroviário oferecido no estado e o retorno de alguns ramais desativados."A antiga linha Barrinha, que ligava Japeri a Barra do Piraí, é um dos trechos que precisa ser reativado, por exemplo. Na comissão, queremos discutir também a acessibilidade, mobilidade e um projeto de desenvolvimento para o estado", ressaltou Ceciliano.O deputado anunciou ainda que no começo de julho a comissão realizará a primeira audiência pública. Segundo ele, serão convidados representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da Supervia, do Governo do Estado e do Ministério Público Federal. "Queremos trazer todos os atores envolvidos para pressionarmos a concessionária a melhorar o serviço", explicou o petista.A comissão também é composta pelos deputados Nelson Gonçalves (PSD), como vice-presidente, e Luiz Martins (PDT), como relator.Movimento em Defesa dos TrensRepresentantes do Movimento em Defesa dos Trens (MDT) também participaram da reunião. O coordenador do MDT, Fábio Paixão, explicou que o trem da linha Barrinha foi extinto em 1996. Segundo ele, já ocorreram várias iniciativas de reativação, mas nenhuma teve sucesso.
veja mais em http://www.alerj.rj.gov.br/Visualizar/Noticia/38593

Atenciosamente,

Fábio Costa

COMISSÃO DE TURISMO DA ALERJ

11ª Legislatura - 2ª Sessão Legislativa

Deputado Presidente: DR. SADINOEL

Deputado Vice-Presidente: COMTE BITTENCOURT

Deputados Membros: EDSON ALBERTASSI, MARCIA JEOVANI e ANA PAULA RECHUAN

Deputados Suplentes: JORGE FELIPPE NETO, ANDRÉ LAZARONI, MARCOS ABRAHÃO, JANIO MENDES e <VAGO>

Secretário da Comissão: Fábio Costa Telefones (21): 2588-1221/1201 / 98778-2479

Secretária da Comissão: Otavia Moscoso Telefones (21): 2588-1308/1309 / 98794-4280

e-mails : comissaoturismoalerj@gmail.com / comissaodeturismo@alerj.rj.gov.br

Endereço:

ALERJ - Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

Palácio Tiradentes

Rua Primeiro de Março, sn/, Sala 316 - Centro

Rio de Janeiro - RJ

20010-090

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Convite importante evento 23 e 24/05: II Colóquio Turismo e Cidades

Prezados(as),
 
Com grande satisfação, compartilhamos as informações para conhecimento e divulgação, sobre o II Colóquio Turismo e Cidades, a ser realizado dias 23 e 24 de maio de 2016, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.
O II Colóquio Turismo e Cidades tem por objetivo reunir profissionais da área de Turismo, pesquisadores, estudantes e demais interessados para tratar a interface turismo e cidades, com ênfase em duas perspectivas: (1) Turismo, Cidades e  Criatividade e (2) Rio de Janeiro: O turismo e o futuro da cidade Olímpica.
Serão oferecidas duas mesas redondas e oito minicursos que serão coordenados por professores do Departamento de Turismo e Patrimônio da UNIRIO, com participação de diversos convidados, especialistas envolvidos com os temas abordados.
Para a participação no Colóquio e nos minicursos, é necessária a inscrição através do site do II Colóquio Turismo e Cidades. O participante só poderá se inscrever em um minicurso por dia. Este evento possui inscrições gratuitas e as vagas são limitadas.
O II Colóquio Turismo e Cidades é uma promoção do Projeto de Extensão “Turismo cultural no Campo de Santana”, em parceria com o Grupo de Pesquisas Transportes e Turismo (GPTT), Grupo de Pesquisas Interdisciplinares em Turismo e Cidades (INTERTUR) e Grupo de Pesquisas Turismo, Espaço e Urbanidades (GPET), vinculados à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO.
Programem-se!
Data: 23 e 24 de maio de 2016.
Horário: de 8h às 18h.
Local: Av. Pasteur, 458, Urca – Rio de Janeiro/RJ. Prédio CCH, UNIRIO.

Contamos com a participação dos que puderem estar presentes ou com a ajuda na divulgação deste evento em suas redes!

Cordialmente,
Comissão organizadora


Assine o nosso manifesto pela volta do trem a Petrópolis em: http://www.manifestolivre.com.br/ml/assinaturas.aspx?manifesto=expresso_imperial