Prezadas/os
Em anexo, o INFORMATIVO AFPF de maio/2015 em homenagem ao dia do Ferroviário (30/04).
Mais abaixo, reproduzi a interessantíssima recomendação do Ministério Publico Federal de Minas, que recomenda que a ANTT cancele a nefasta resolução 4.131/2013 (pouquíssimo conhecida por todos) que permite o desmonte de milhares de km de linhas férreas inativas(?) e antieconômicas(?) ora operadas(?) pela Ferrovia Centro-Atlântico. Vale a leitura.
Para quem gosta de Jornalismo Investigativo, essa Resolução é um bom aperitivo.
Boa leitura,
MPF recomenda que ANTT anule atos que favorecem concessionária
Segundo a recomendação, agência tem privilegiado interesses privados em detrimento do patrimônio público
30/04/2015
Belo Horizonte. O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Diretoria-Geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que anule a Resolução nº 4.131, expedida em 3 de julho de 2013, que autorizou a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) a desativar e devolver determinados trechos ferroviários na Malha Centro-Leste, que é operada pela empresa mediante concessão pública desde o ano de 1996.
Com base nessa resolução, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão responsável pela administração dos trechos operacionais da extinta Rede Ferroviária, firmou com a FCA um termo de devolução e recebimento de trechos desvinculados da concessão, na condição e estado em que se encontram.
Para o MPF, a Resolução 4.131 já nasce de uma singularidade, que é a de devolver trechos em total desrespeito ao contrato de concessão. Mais surpreendente ainda é que a empresa devolverá trechos classificados por seus próprios critérios como economicamente viáveis, além, é claro, dos que considerou economicamente inviáveis.
Surpreendentemente, mesmo em relação a trechos considerados economicamente viáveis, a União autorizou a FCA a desmontar e retirar toda a superestrutura atualmente instalada em até 1.760 km de via férrea. A única contrapartida da empresa será o compromisso de reempregar quantidade equivalente nos segmentos que subsistirem.
De acordo com o MPF, "se os trechos são economicamente viáveis, por que permitir a desmontagem da superestrutura, ignorando-se eventuais futuras operações, como a operação de trens turísticos e regionais, além de colocar em risco um patrimônio de potencial valor histórico?"
"Além disso, o que se constata é que a resolução e os atos administrativos subsequentes à Resolução 4.131 contemplaram tão somente os interesses da concessionária, com total desrespeito ao interesse público", afirma o procurador da República Fernando Almeida Martins. "Não há qualquer demonstração dos princípios da motivação, do interesse público e da finalidade obrigatórios em todo ato administrativo".
O procurador da República alega que, na prática, o que vai ocorrer não é uma devolução de linhas férreas, mas sua destruição pura e simples. "A ANTT está autorizando uma empresa privada a colocar seus interesses à frente dos interesses do povo brasileiro".
No caso da devolução dos trechos antieconômicos, a situação não é melhor. A ANTT autorizou a FCA a empregar os recursos relativos à desativação das linhas em suas próprias operações.
"Ao invés de indenizar o patrimônio público pelos prejuízos que serão causados com a desativação de 742 km de linhas férreas que a concessionária não deseja operar nem manter, ela é beneficiada, deturpando-se totalmente o caráter indenizatório que deveria recair sobre a interrupção das operações", afirma Fernando Martins.
Ele ainda sustenta que a própria avaliação sobre o que seria economicamente inviável depende de inúmeros fatores, que não foram levados em consideração pela ANTT.
"Tal avaliação poderia sofrer modificações em virtude do operador, da taxa de retorno esperada, da ampliação dos tipos de carga ou mesmo da exploração de trens de passageiros. Além disso, em momento algum foram considerados os bens ferroviários de potencial caráter histórico, que foram abandonados pela concessionária ao longo da vigência do Contrato de Arrendamento, e devolvidos em grande parte sem nenhuma referência à sua importância para a sociedade onde estão inseridos", diz.
Grupo de Trabalho constituído pela própria ANTT para acompanhar os procedimentos relativos à desativação e devolução das linhas ferroviárias registrou "evidente insatisfação" da sociedade com a desativação de alguns trechos pertencentes à malha da FCA. A equipe chegou a registrar que foram feitas sugestões de que eles pudessem ser mantidos para a operação ferroviária de pequenas cargas, pequenos trajetos ou para o transporte de passageiros, em viagens regulares ou turísticas.
Outra suspeita sobre os atos que envolveram a edição da Resolução 4.131/2013 recai sobre os cálculos efetuados para valorar os trechos a serem desativados.
Segundo estudo feito pela ANTT, a FCA deverá pagar um valor de 760 milhões + 15% a título de vantajosidade pelos 742 km antieconômicos que serão "devolvidos".
Acontece que estimativa feita pelo Programa de Investimentos em Logística (PIL), iniciativa voltada à reestruturação de rodovias e ferrovias no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, considerou que o custo inicial de cada km a ser construído será de 8 milhões.
"Portanto, tomando-se por base o valor estimado pelo próprio governo, a conta não fecha. Além disso, não se pode esquecer que esses 760 milhões mais os 15% não serão pagos aos cofres públicos, que bancaram a construção da malha ferroviária atualmente existente, mas sim convertidos em investimentos na própria malha que a FCA continuará operando, ou seja, será investido no próprio negócio. Significa dizer que como a empresa vai perder receita por deixar de operar nos trechos que ela mesma quer devolver, terá de ser compensada, o que é um contrassenso", questiona Fernando Martins.
Regras do contrato - O MPF lembra ainda que a supressão e desativação dos trechos ferroviários viola o contrato de concessão firmado em 1996.
Isso porque as Leis 8987/95 e 9074/95, que disciplinam as concessões e permissões de serviços públicos, expressamente determinam que o concessionário deve garantir a continuidade na prestação dos serviços públicos, ficando obrigado a cumprir fielmente as cláusulas previstas nos respectivos contratos. No caso, o contrato de concessão da FCA, em sua cláusula Décima, inciso III, prevê unicamente a ampliação da prestação do serviço prestado, jamais sua supressão.
Além disso, existe uma resolução da própria ANTT (Resolução nº 44) segundo a qual, para a suspensão, supressão ou desativação, temporária ou definitiva, do transporte ferroviário de carga, a concessionária deverá, além de dar ampla publicidade ao fato, comunicar previamente sua intenção aos usuários dos serviços no trecho alcançado pela medida, às demais concessionárias que venham a ser afetadas direta ou indiretamente, ao proprietário dos bens arrendados, quando for o caso, e aos prefeitos municipais das cidades envolvidas, o que não foi feito pela Ferrovia Centro-Atlântica.
"Mais grave ainda é que a ANTT omitiu-se em aplicar penalidades pela inobservância deste procedimento", afirma o procurador. "Em virtude de todas essas irregularidades, recomendamos a anulação também dos atos consequentes da resolução, que são o Termo de Devolução e Recebimento firmado entre o Dnit e a FCA, assim como do termo aditivo ao contrato de concessão, que incluiu trechos não previstos no contrato original.
Foi dado prazo de 15 dias corridos para que a Diretoria-Geral da ANTT informe se irá acatar a recomendação.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Minas Gerais
Tel.: (31) 2123.9008 / 9010
No twitter: mpf_mg
segunda-feira, 4 de maio de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
Calaboca em Calaboca
PF investiga crime contra meio ambiente após antiga estação
de trem ser demolida em área de proteção
Prédio construído em 1940 fazia parte da Estrada de Ferro
Maricá e estava dentro do Parque Estadual da Serra da Tiririca
POR PAULO ROBERTO ARAÚJO
21/04/2015 8:00 / ATUALIZADO 21/04/2015
9:05
A área antes ocupada pela estação deCalaboca, no início da estrada de Itaipuaçu, foi cercada, e uma porteira foi
instalada para impedir o acesso - Pedro Teixeira / Agência O Globo
NITERÓI
— Parte da história transformada em pó. A direção do Parque Estadual da Serra
da Tiririca (Pest) registrou queixa na delegacia da Polícia Federal de Niterói
para identificar quem derrubou a antiga estação de Calaboca, em Itaipuaçu, e
que fazia parte da extinta Estrada de Ferro Maricá, desativada em 1964. Assim
que for identificado o responsável, o caso será denunciado ao Ministério
Público, e o infrator estará sujeito ao pagamento de multas aplicadas pelo
Instituto Estadual do Ambiente (Inea): a estação estava numa área que foi anexada
ao parque em 2007.
O
diretor do Pest, Jhonatam Ferrarez, recebeu uma denúncia anônima sobre a
demolição do prédio, construído em 1940. Ele foi ao local, na Estrada de
Itaipuaçu, a pouco mais de 200 metros da RJ-106, e constatou o crime ambiental.
A antiga estação ficava em meio a várias mangueiras. O local foi cercado, e uma
porteira foi instalada há pouco tempo. Todos os vestígios da estação foram
retirados do local.
— A
estação virou pó. Cometeram um crime ambiental, porque a estação estava dentro
do parque, e um atentado contra o patrimônio, devido à importância histórica da
estação. O parque é uma área de proteção integral — explicou Ferrarez.
FERROVIA É DE 1887, Construída em 1940, a estação de Calaboca
fazia parte da extinta Estrada de Ferro Maricá, que ligava Niterói a Cabo Frio.
A
Estrada de Ferro Maricá teve seu primeiro trecho inaugurado em 1887. No seu
auge, ligava Niterói a Cabo Frio, levando passageiros e carga para Maricá,
Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio. Com a desativação da via
férrea, os trilhos foram retirados, e alguns trechos, principalmente ao longo
da RJ-106, foram invadidos.
A
demolição do prédio foi o assunto que dominou as últimas reuniões do Conselho
Consultivo do Pest. Na última sessão, foi aprovada uma moção de repúdio. Cópias
do documento serão enviadas para a Polícia Federal e para o Ministério Público,
que já foi informado a respeito do problema.
— Os
conselheiros do parque estão indignados e prometem reagir — garante a
ambientalista Alba Simon.
A
prefeitura de Maricá informou, por meio de nota, que o município está tentando
identificar os responsáveis pela demolição por tratar-se de uma construção
histórica. Uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente foi ao local na
quinta-feira para uma visita técnica, com o objetivo de identificar quem
demoliu o imóvel.
— A
estação foi literalmente varrida do mapa. Não sobrou um tijolo sequer, como se
os mentores da destruição quisessem se livrar de qualquer prova material de que
ali existiu uma estação — lamentou o ambientalista Cássio Garcez, do grupo
ambiental Ecoando, que promove caminhadas ecológicas em Niterói e Maricá.
Fazendo as contas
Ontem
mesmo, numa palestra minha em evento comemorativo ao dia do
Ferroviário, no bonito CCEN-Centro Cultural Estação Nogueira, em
Petrópolis, falei um pouquinho sobre a E. F. Maricá e sua estúpida
destruição. Através dela ia-se de Niterói até Cabo Frio.
Recomendei,
inclusive, à plateia que assistisse o documentário "CONDENADOS PELO
PROGRESSO", disponível no youtube. O filme propagandista (dez minutos)
do Governo justifica a opção rodoviarísta usando a Maricá (o filme não
diz isso) como exemplo para acabar com ela - e outras ferrovias.
Fato curioso é que lá pelo final do filme, as loco-cremalheiras que operavam na Serra de Petrópolis aparecem em plena operação.
Como prova inquestionável da segurança do transporte ferroviário em relação ao rodoviário, o fato é que durante os 81 anos de operação
(1883-1964) dessa linha da Grão-Pará (Alto da Serra-Vila Inhomirim), já
perto da sua extinção aconteceu um único acidente, com 3 (eu disse
três) mortos.
Por
outro lado, os mortos e feridos por conta de acidentes com ônibus,
automóveis, caminhões e motocicletas na Serra Rodoviária de Petrópolis
chegam a dezena de milhares em quase cem anos de operação, e todo dia tem pelo menos unzinho.
Felizes os que (ainda) tem uma estação preservada em sua Região.
Divulguem para seus contatos, sobretudo se tiver "arguma otoridade" na lista
Oremos, pois!
CONVITE
Em comemoração ao dia do ferroviário, 30 de
abril e aos 161 anos de ferrovia no país, a Associação de Engenheiros
Ferroviários (AENFER), convida para os seguintes eventos:
Apresentação da Proposta de Reativação da E.F.
Mauá
Palestrante: Engº Helio Suêvo Rodriguez
Diretor Cultural de Preservação Ferroviária da
AENFER
Horário: 10h
Lançamento da III Antologia “O Trem e o
Imaginário”
Apresentação: Academia Ferroviária de Letras –
AFL
Horário: 11h30 min.
Tema: Os Projetos da Secretaria Estadual de
Transportes
Palestrante: Carlos Roberto Osório
Secretário de Estado de Transportes do Rio de
Janeiro
Horário: 15 horas
AENFER:
Endereço: Av. Presidente Vargas, 1.733 – 6º andar
Centro – RJ (em frente ao prédio da Central do
Brasil)
30/04(quinta)- Evento comemorativo da E.F.MAUÁ(com palestras na AENFER) no centro do RJ em comemoração dos 161 anos de ferrovia no país.
o Amigo/a
No dia 30 de abril, quinta feira, de 13 às 17 horas na Estação Ferroviária de Guia de Pacobaíba-Praia de Mauá-Magé realizaremos evento de comemorações dos 161 anos da Primeira Ferrovia do Brasil inaugurada pelo Barão de Mauá e Imperador D. Pedro II em 1854.
No evento deverão comparecer lideranças comunitárias, ferroviárias e preservacionistas de ferrovias que apoiam a VOLTA DO TREM DE MAUÁ e sua integração com a SUPERVIA, garantindo um transporte mais barato e rápido para o Rio de Janeiro e Guapimirim.
No aguardo de sua PRESENÇA e Família, pedimos confirmar nos e-mails acmeritello@ig.com.br- jbatepapo@ig.com.br e telefones (21) 2673 5933-2631 4191- 98908 7326- 99498 7753.
Jornalista CARLOS MERITELLO
Pela Coordenação
AFPF Associação Fluminense de Preservação Ferroviária- AENFER-Associação dos Engenheiros Ferroviários- AMOGP Associação dos Moradores de Guia de Pacobaíba –Conselho Municipal de Cultura de Magé-COMAMEA- Coordenação de Luta do TREM-ComTREM, dentre outras organização
No dia 30 de abril, quinta feira, de 13 às 17 horas na Estação Ferroviária de Guia de Pacobaíba-Praia de Mauá-Magé realizaremos evento de comemorações dos 161 anos da Primeira Ferrovia do Brasil inaugurada pelo Barão de Mauá e Imperador D. Pedro II em 1854.
No evento deverão comparecer lideranças comunitárias, ferroviárias e preservacionistas de ferrovias que apoiam a VOLTA DO TREM DE MAUÁ e sua integração com a SUPERVIA, garantindo um transporte mais barato e rápido para o Rio de Janeiro e Guapimirim.
No aguardo de sua PRESENÇA e Família, pedimos confirmar nos e-mails acmeritello@ig.com.br- jbatepapo@ig.com.br e telefones (21) 2673 5933-2631 4191- 98908 7326- 99498 7753.
Jornalista CARLOS MERITELLO
Pela Coordenação
AFPF Associação Fluminense de Preservação Ferroviária- AENFER-Associação dos Engenheiros Ferroviários- AMOGP Associação dos Moradores de Guia de Pacobaíba –Conselho Municipal de Cultura de Magé-COMAMEA- Coordenação de Luta do TREM-ComTREM, dentre outras organização
terça-feira, 28 de abril de 2015
Para cobrar supervia em 2020
Algumas curiosidades dos Aditivos recentes
- A ligação São Bento - Ambaí e Costa Barros - Japeri já fazem parte da concessão, se caso forem transferidas ao GERJ.
- "Caberá ao Estado a obrigação de entregar a concessionária a faixa operacional livre, segregada e desempedida, bem como a licença ambiental para permitir a implantação da linha do Trecho Santa Cruz - Itaguaí conforme previsto no Anexo I"
- Nas estações São Cristóvão e Méier serão construídos novos mezaninos de acesso. Todavia, a reconstrução de São Cristóvão é responsabilidade da SuperVia e deverá ser feita até 2020.
- Manutenção das calçadas ao longo de 25 metros ao redor das estações é de responsabilidade da SuperVia.
- As estações são classificadas como "Estações Especiais", "Estações Médias" e "Estações Pequenas".
- Há diretrizes para a construção de estações de grande porte, que incluem desde alargar calçadas até "Prover a estação de dispositivos eficientes de defesa contra invasões" passando por introduzir escadas rolantes. Além de cobertura em toda a plataforma e relógios de grande porte.
- Para as estações de médio e pequeno porte, as diretrizes de intervenção orientam também cobertura em toda a plataforma, formas de coibir o comércio ilegal, informações de circulação em telas de plasma e outros. As diretrizes também orientam de forma geral sobre diminuir a poluição visual, e padronizar os equipamentos (grades, escadas, bancos e etc).
- Os projetos de via permanente e infra-estrutura, são os já conhecidos (troca de dormentes, rede aérea e etc), com destaque para "Modernização do sistema eletro eletrônica da série 8000".
- Agora, uma coisa extremamente interessante, com muito destaque, é sobre a reforma de 73 trens. No aditivo consta exatamente como: "A reforma do interior dos trens está baseada em projeto moderno de padrão similar aos trens da Rotem, onde contempla o fornecimento de todos os componentes desse sistema para todos os carros e cabine, além de sua instalação por empresa especializada".
- O projeto de duplicação do trecho Gramacho <> Saracuruna é dividido em duas etapas: "Primeira Etapa: Melhoria das condições de via permanente através de intervenções na infra e superestrutura e Implantação de sinalização automática. Segunda etapa: Duplicação de via permanente e eletrificação da via 2.", também diz que será inaugurado em etapas, sendo o primeiro trecho Gramacho <> Campos Elíseos.
- É especificado também os investimentos no Ramal Vila Inhomirim. Sem nenhuma novidade, a não ser "Obras-de-Arte Especiais".
- A criação do Ramal Itaguaí irá custar R$ 47,7 mi, com aquisição de material rodante (R$ 18mi).
- As intervenções no Ramal Guapimirim prevêem a instalação de bilheteria e supervisão, além de muros na área da estação.
- A ligação São Bento - Ambaí e Costa Barros - Japeri já fazem parte da concessão, se caso forem transferidas ao GERJ.
- "Caberá ao Estado a obrigação de entregar a concessionária a faixa operacional livre, segregada e desempedida, bem como a licença ambiental para permitir a implantação da linha do Trecho Santa Cruz - Itaguaí conforme previsto no Anexo I"
- Nas estações São Cristóvão e Méier serão construídos novos mezaninos de acesso. Todavia, a reconstrução de São Cristóvão é responsabilidade da SuperVia e deverá ser feita até 2020.
- Manutenção das calçadas ao longo de 25 metros ao redor das estações é de responsabilidade da SuperVia.
- As estações são classificadas como "Estações Especiais", "Estações Médias" e "Estações Pequenas".
- Há diretrizes para a construção de estações de grande porte, que incluem desde alargar calçadas até "Prover a estação de dispositivos eficientes de defesa contra invasões" passando por introduzir escadas rolantes. Além de cobertura em toda a plataforma e relógios de grande porte.
- Para as estações de médio e pequeno porte, as diretrizes de intervenção orientam também cobertura em toda a plataforma, formas de coibir o comércio ilegal, informações de circulação em telas de plasma e outros. As diretrizes também orientam de forma geral sobre diminuir a poluição visual, e padronizar os equipamentos (grades, escadas, bancos e etc).
- Os projetos de via permanente e infra-estrutura, são os já conhecidos (troca de dormentes, rede aérea e etc), com destaque para "Modernização do sistema eletro eletrônica da série 8000".
- Agora, uma coisa extremamente interessante, com muito destaque, é sobre a reforma de 73 trens. No aditivo consta exatamente como: "A reforma do interior dos trens está baseada em projeto moderno de padrão similar aos trens da Rotem, onde contempla o fornecimento de todos os componentes desse sistema para todos os carros e cabine, além de sua instalação por empresa especializada".
- O projeto de duplicação do trecho Gramacho <> Saracuruna é dividido em duas etapas: "Primeira Etapa: Melhoria das condições de via permanente através de intervenções na infra e superestrutura e Implantação de sinalização automática. Segunda etapa: Duplicação de via permanente e eletrificação da via 2.", também diz que será inaugurado em etapas, sendo o primeiro trecho Gramacho <> Campos Elíseos.
- É especificado também os investimentos no Ramal Vila Inhomirim. Sem nenhuma novidade, a não ser "Obras-de-Arte Especiais".
- A criação do Ramal Itaguaí irá custar R$ 47,7 mi, com aquisição de material rodante (R$ 18mi).
- As intervenções no Ramal Guapimirim prevêem a instalação de bilheteria e supervisão, além de muros na área da estação.
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segunda-feira, 13 de abril de 2015
"Estrada de Sonhos" - Trailer Oficial
A Com Domínio Filmes tem o prazer de anunciar a estreia do documentário "Estrada de Sonhos", dirigido por Pedro von Krüger. Convidamos todos os parceiros e amigos para as exibições do filme no Festival É Tudo Verdade 2015 nas seguintes datas: São Paulo: 11/4, 20h – Reserva Cultural 15/4, 19h – Centro Cultural São Paulo (Sala Paulo Emílio) Rio de Janeiro: 13/4, 19h – Auditório BNDES 17/4, 16h – Instituto Moreira Salles 19/4, 20h – Instituto Moreira Salles
sexta-feira, 10 de abril de 2015
[Confirmação] Reunião dia 12/04/2015
Olá, amigos e amigas !
Através
desta mensagem quero confirmar o encontro agendado para o domingo dia
12 de abril, semana que vem, a partir das 09:00, na sede Trilhos do Rio
(Rua João Pinheiro, 259, em Piedade). Este encontro será muito
importante, vários assuntos serão debatidos e eventos programados, além
de outras pautas.
Ouvi que haverá
manifestação contra a política brasileira neste dia, parece que está
sendo agendado isso. Mas mesmo assim estou confirmando o nosso evento,
estaremos em um local distante dos grandes centros onde poderá haver
protesto.
Durante a semana entrarei em contato novamente.
Obrigado
Atenciosamente,
Eduardo P.Moreira
Administrador Trilhos do Rio
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http://www.flickr.com/people/Associação luta para manter projeto para reativação do trem
A entrevista abaixo foi concedida ao repórter Vinícius Ferreira por telefone e contém alguns erros toleráveis.

Loco Baroneza II em frente ao Centro Cultural Estação Nogueira - (foto: Marco Oddone/Tribuna de petrópolis)
VINÍCIUS FERREIRA - No dia 30 deste mês, a Estrada de Ferro Mauá, que ligava o Porto de Mauá à Raiz da Serra, em Fragoso, Magé, completará 161 anos. Oficialmente chamada de Imperial Companhia de Navegação a Vapor de Mauá, foi fundada em 1854 e, alguns anos mais tarde, se ligou ao trecho de seis quilômetros da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, também conhecida como Estrada de Ferro de Petrópolis. No entanto, a ferrovia, tão importante para o transporte de cargas e pessoas (entre elas o próprio imperador Dom Pedro II) no século XIX e na metade do século passado, está desativada, há mais de meio século. O sonho de reativá-la ainda existe e para o vice-presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária – AFPF, Antônio Pastori, seria uma solução para os problemas de mobilidade urbana, enfrentados hoje com o sistema rodoviário.
“A cidade do Rio de Janeiro é hoje a terceira capital do mundo com o pior trânsito. Só perde para Istambul (Túrquia) e Cidade do México. Apenas 4% da população do estado utiliza transporte ferroviário”, destaca Pastori, que acredita que a reativação da linha, que voltaria ligar o Centro de Petrópolis ao Centro da capital do estado, poderia beneficiar não apenas os Petropolitanos, como também os moradores da Baixada Fluminense. “O trajeto Petrópolis – Rio poderia ser feito em uma hora e meia, isso já seria muito mais rápido do que descer pela Br-040, onde você fica preso no trânsito e leva, dependendo do dia mais de três horas de viagem”, afirma.
Em 2005, a possibilidade de reativação foi levantada pelo governo municipal e um projeto, que custou R$ 325 mil foi encomendado junto à Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – ABPF. “Na época, o objetivo era reativa apenas o trecho Alto da Serra, Raiz da Serra, como um trajeto turístico. Houve interesse do governo do estado. No entanto, o prefeito Rubens Bomtempo não se reelegeu. O Paulo Mustrangi, não deu muita atenção ao projeto. Em 2012, chegou a ser realizada uma reunião, juntando o prefeito de Petrópolis e o de Magé, com os secretários estaduais de transporte e obras. Mas, mais uma vez o projeto ficou de lado”, informa Pastori, que ressalta ainda a falta de interesse do poder público municipal. “A única atribuição que tinha sido dada pelo estado ao município era a de mapear as ocupações irregulares, ao longo da antiga ferrovia, para que essas famílias fossem realojadas. O custo disso seria acrescentado ao valor do projeto, que seria financiado pelo estado junto ao BNDES”.
Mesmo com o abandono do projeto inicial, as iniciativas da AFPF em desenvolver a alternativa de transporte continuaram. Segundo Pastori, um projeto, que visa explorar a via cobre o viés também comercial foi desenvolvido. “Expandimos a proposta de reativação. Além dos 6 km de Petrópolis, a ideia era a de recuperar o trecho da Raiz da Serra ao Porto (mais 14,3 km). A partir desse ponto, a viagem passaria a ser feita de barca, atravessando a Baía de Guanabara, em direção à zona portuária do Centro Histórico do Rio. Esse trajeto ainda incluiria o aeroporto”, salienta o vice-presidente da AFPF.
O resgate da Baronesa
Um passo para o retorno das linhas de trem, no dia a dia dos petropolitanos pode ter sido dado no mês passado. É que, segundo Pastori, a chegada da locomotiva Baronesa II, restaurada para fazer parte da lembrança histórica da antiga estação de trem de Nogueira – hoje um centro cultural – pode ajudar a reavivar a memória sobre os trens e estimular o desejo por seu retorno. “Existe o projeto, mas ainda é necessário interesse político em executá-lo, de fazer um pequeno trajeto, ligando a estação cultural de Nogueira, ao Parque Municipal de Itaipava. O objetivo é tornar este um passeio turístico, mas também fomentar o interesse pelos trens”, avalia o vice-presidente da AFPF, que destaca ainda a viabilidade do projeto. “Hoje Departamento Nacional de Trânsito (DNIT) tem uma grande quantidade de trilhos de três guardados e ele tem concedido esses equipamentos a outros municípios, que demonstraram interesse em tê-los”, explica.
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Loco Baroneza II em frente ao Centro Cultural Estação Nogueira - (foto: Marco Oddone/Tribuna de petrópolis)
VINÍCIUS FERREIRA - No dia 30 deste mês, a Estrada de Ferro Mauá, que ligava o Porto de Mauá à Raiz da Serra, em Fragoso, Magé, completará 161 anos. Oficialmente chamada de Imperial Companhia de Navegação a Vapor de Mauá, foi fundada em 1854 e, alguns anos mais tarde, se ligou ao trecho de seis quilômetros da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, também conhecida como Estrada de Ferro de Petrópolis. No entanto, a ferrovia, tão importante para o transporte de cargas e pessoas (entre elas o próprio imperador Dom Pedro II) no século XIX e na metade do século passado, está desativada, há mais de meio século. O sonho de reativá-la ainda existe e para o vice-presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária – AFPF, Antônio Pastori, seria uma solução para os problemas de mobilidade urbana, enfrentados hoje com o sistema rodoviário.
“A cidade do Rio de Janeiro é hoje a terceira capital do mundo com o pior trânsito. Só perde para Istambul (Túrquia) e Cidade do México. Apenas 4% da população do estado utiliza transporte ferroviário”, destaca Pastori, que acredita que a reativação da linha, que voltaria ligar o Centro de Petrópolis ao Centro da capital do estado, poderia beneficiar não apenas os Petropolitanos, como também os moradores da Baixada Fluminense. “O trajeto Petrópolis – Rio poderia ser feito em uma hora e meia, isso já seria muito mais rápido do que descer pela Br-040, onde você fica preso no trânsito e leva, dependendo do dia mais de três horas de viagem”, afirma.
Em 2005, a possibilidade de reativação foi levantada pelo governo municipal e um projeto, que custou R$ 325 mil foi encomendado junto à Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – ABPF. “Na época, o objetivo era reativa apenas o trecho Alto da Serra, Raiz da Serra, como um trajeto turístico. Houve interesse do governo do estado. No entanto, o prefeito Rubens Bomtempo não se reelegeu. O Paulo Mustrangi, não deu muita atenção ao projeto. Em 2012, chegou a ser realizada uma reunião, juntando o prefeito de Petrópolis e o de Magé, com os secretários estaduais de transporte e obras. Mas, mais uma vez o projeto ficou de lado”, informa Pastori, que ressalta ainda a falta de interesse do poder público municipal. “A única atribuição que tinha sido dada pelo estado ao município era a de mapear as ocupações irregulares, ao longo da antiga ferrovia, para que essas famílias fossem realojadas. O custo disso seria acrescentado ao valor do projeto, que seria financiado pelo estado junto ao BNDES”.
Mesmo com o abandono do projeto inicial, as iniciativas da AFPF em desenvolver a alternativa de transporte continuaram. Segundo Pastori, um projeto, que visa explorar a via cobre o viés também comercial foi desenvolvido. “Expandimos a proposta de reativação. Além dos 6 km de Petrópolis, a ideia era a de recuperar o trecho da Raiz da Serra ao Porto (mais 14,3 km). A partir desse ponto, a viagem passaria a ser feita de barca, atravessando a Baía de Guanabara, em direção à zona portuária do Centro Histórico do Rio. Esse trajeto ainda incluiria o aeroporto”, salienta o vice-presidente da AFPF.
O resgate da Baronesa
Um passo para o retorno das linhas de trem, no dia a dia dos petropolitanos pode ter sido dado no mês passado. É que, segundo Pastori, a chegada da locomotiva Baronesa II, restaurada para fazer parte da lembrança histórica da antiga estação de trem de Nogueira – hoje um centro cultural – pode ajudar a reavivar a memória sobre os trens e estimular o desejo por seu retorno. “Existe o projeto, mas ainda é necessário interesse político em executá-lo, de fazer um pequeno trajeto, ligando a estação cultural de Nogueira, ao Parque Municipal de Itaipava. O objetivo é tornar este um passeio turístico, mas também fomentar o interesse pelos trens”, avalia o vice-presidente da AFPF, que destaca ainda a viabilidade do projeto. “Hoje Departamento Nacional de Trânsito (DNIT) tem uma grande quantidade de trilhos de três guardados e ele tem concedido esses equipamentos a outros municípios, que demonstraram interesse em tê-los”, explica.
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sexta-feira, 3 de abril de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
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