domingo, 29 de setembro de 2013
Preservação Ferroviária no Brasil (2010)
Cenas ferroviárias Brasileiras, gravadas pela equipe da ABPF entre 1989/90
Ferrovia Oeste de Minas: Memória e História
Documentário muito bom sobre os últimos ferroviários da bitolinha, com a participação do Welber do GaxetaLeaks http://trilhosdooeste.blogspot.com.br/
Abaixo-assinado Reativação do 'Trem-Cacique' (Rio x Campos)
Para:Presidente da República, Governo do Estado do Rio de Janeiro
Através desse manifesto, pretendemos requerer a reativação do transporte de passageiros pela atualmente abandonada ferrovia que ligava os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
Esta ferrovia foi construída por diversas companhias e empresas no século 19, que posteriormente foram adqüiridas ou encampadas pela Estrada de Ferro Leopoldina. Este trecho ferroviário tornou-se a Linha do Litoral, e atravessa diversas cidades fluminenses, tais como Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Macaé, Campos dos Goytacazes e várias outras.
Durante muitos anos do século 20, um trem circulou por esta linha transportando passageiros, o célebre "Trem-Cacique". Mantendo um movimento considerável, este trem chegava a ter mais de 20 carros (vagões) na sua composição, tendo transportado milhares de pessoas e contribuído significativamente para o progresso do estado e municípios atravessados pelos trilhos da ferrovia.
Entretanto, na década de 1980, o serviço foi desativado e o transporte entre todas estas cidades passou a ser feito quase que exclusivamente por rodovia.
Hoje, nos deparamos com uma situação digna de uma guerra: são centenas de feridos e vítimas fatais decorrentes de acidentes ocorridos na rodovia BR-101, que atravessa o estado do Rio de Janeiro desde a cidade de Paraty até Campos dos Goytacazes. No trecho que era percorrido pelo "Trem-Cacique", entre Rio Bonito e Campos, é onde ocorre a maior quantidade de acidentes. Segundo estimativas são mais de 350 acidentes com vítimas por ano, um número assustador. Isso sem falar nos congestionamentos intermináveis, que fazem os motoristas passar mais de 7 horas na estrada, para percorrer trechos de pouco mais de 200 quilômetros.
Sabemos que a reativação da ferrovia, com conseqüente restauração de material rodante, modernização, duplicação e retificação das linhas e da reativação do transporte de passageiros pelo poder público ou por alguma empresa que se interessar, não vai resolver definitivamente o problema, mas vai ajudar e muito a diminuir o tráfego de veículos pela rodovia, trazendo qualidade de vida aos motoristas; e ajudar a salvar vidas, tirando do asfalto vítimas em potencial de mais que eventuais acidentes na rodovia.
Portanto, se você concorda com o exposto acima, assine esta petição. Poderemos assim ajuda a reativar um sistema de transporte eficiente, ecológico (menos poluente que o transporte rodoviário) e seguro, além de agradável e atraente do ponto de vista histórico, cultural e turístico.
Vamos nos unir nessa missão !
Queremos o "Trem-Cacique" de volta !
Os signatários
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2013N34208
Licença para destruir
ANTT autoriza devolução de trechos ferroviários da Ferrovia
Centro-Atlântica S.A. - FCA
RESOLUÇÃO Nº 4.131, de 3/07/2013 ANTT - AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES
Autoriza a Concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. - FCA a proceder à desativação e devolução de trechos ferroviários.
A Diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, no uso de suas atribuições, fundamentada nos termos do Voto DCN - 107, de 3 de julho de 2013, do PARECER Nº 974 - 3.9.12/2013/PF-ANTT/PGF/AGU e no que consta do Processo nº 50500.125589/2013-18
CONSIDERANDO que o objeto do Contrato de Concessão da FCA engloba a exploração da infraestrutura e desenvolvimento do serviço público de transporte ferroviário de carga na Malha Centro-Leste;
CONSIDERANDO os direitos e obrigações estabelecidos no Contrato de Concessão celebrado pela FERROVIA CENTROATLÂNTICA S.A. - FCA para exploração do serviço de transporte ferroviário de cargas na Malha Centro-Leste;
CONSIDERANDO o interesse da FCA em realizar a devolução de trechos considerados antieconômicos, nos termos do art. 3º do Regulamento de Transporte Ferroviário, aprovado pelo Decreto nº 1.832, de 04 de março de 1996, acarretando assim o dever de ressarcimento quanto aos prejuízos causados no período de utilização de tais trechos;
CONSIDERANDO que a substituição do ressarcimento em espécie pela realização de outros investimentos a serem determinados pelo Poder Concedente poderá ser mais benéfica ao sistema ferroviário nacional, afigurando-se mais vantajosa a realização de obras relevantes para o planejamento logístico nacional;
CONSIDERANDO que as diretrizes estabelecidas pelo Programa Integrado de Logística - PIL, relativas à expansão da malha ferroviária federal, abrangem trechos ferroviários economicamente viáveis atualmente integrantes do mencionado Contrato de Concessão;
CONSIDERANDO que a devolução dos trechos economicamente viáveis implica a compensação da Concessionária em razão da perda de receita auferida na operação de tais trechos;
CONSIDERANDO a necessidade de oitiva dos usuários do transporte ferroviário de cargas nas localidades em questão; e
CONSIDERANDO o interesse público presente na espécie, assim como a manifestação da União, por intermédio do Ministério dos Transportes, e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT, resolve:
Art. 1º Autorizar a Concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. - FCA a proceder à desativação e devolução dos seguintes trechos ferroviários:
I - Trechos antieconômicos:
1.Paripe (BA) - Mapele (BA);
2.Ramal do Porto de Salvador;
3.Sabará (MG) - Miguel Burnier (MG);
4.Barão de Camargos (MG) - Lafaiete Bandeira (MG);
5.Biagípolis (SP) - Itaú(MG);
6.Ribeirão Preto (SP) - Passagem(SP); e
7.Cavaru (RJ) - Ambaí (RJ).
II - Trechos economicamente viáveis:
1.Alagoinhas (BA) - Juazeiro
(BA);
2.Alagoinhas (BA) - Propriá (SE);
3.Cachoeiro de Itapemirim (ES) - Vitória (ES);
4.Barão de Angra (RJ) - Campos dos Goytacazes (RJ) - Cachoeiro
de Itapemirim (ES), incluindo trecho Recreio - Cataguases;
5.Visconde de Itaboraí (RJ) - Campos dos Goytacazes (RJ); e
6.Corinto (MG) a partir do km 1.015 + 000 - Alagoinhas (BA).
Art. 2º Determinar a adoção dos seguintes procedimentos em relação aos trechos ferroviários antieconômicos:
I - A devolução deve atender ao que consta na Resolução nº44, de 04 de julho de 2002;
II - O valor devido pela Concessionária em função da degradação apresentada pela via férrea será convertido em investimentos, a serem efetuados pela FCA na Malha Centro-Leste, conforme relação de projetos indicados pelo Ministério dos Transportes (Anexo I), no montante de R$ 760.000.000,00 (setecentos e sessenta milhões de reais), acrescidos de 15% (quinze por cento) a título de vantajosidade para o setor público;
III - Após finalização de inspeção completa acerca do estado de conservação de todos os bens arrendados envolvidos na negociação, será apurado montante adicional referente à indenização, que será quitado nos mesmos moldes indicados no item anterior, podendo haver indicação de novos projetos por parte do Ministério dos Transportes;
IV - O montante a ser investido pela FCA em função do disposto nos itens II e III acima não comporá o Ativo da Concessionária, devendo o correspondente dispêndio ser classificado como doação (ou outra descrição a ser introduzida no Plano de Contas instituído pela ANTT) e considerado, no momento de sua contabilização, em Outras Despesas Operacionais/Doações;
V - A ANTT estabelecerá valor máximo de dispêndio anual com os referidos investimentos de maneira a garantir a estabilidade econômico-financeira da concessão.
Parágrafo único. A União poderá autorizar o pagamento parcelado da indenização de que tratam os incisos II e III do presente artigo, nas mesmas condições praticadas pelo Governo Federal em parcelamentos semelhantes.
Art. 3º Determinar a adoção dos seguintes procedimentos em relação aos trechos ferroviários com viabilidade econômica:
I - A desativação dos trechos deverá atender a cronograma aprovado pela ANTT para interrupção do atendimento aos usuários;
II - Será assegurada à FCA a quantidade de capacidade operacional indicada no Anexo II da presente Resolução, para ser utilizada nos novos trecho correspondentes, a partir da entrada em operação;
III - A capacidade operacional a que se refere o item anterior poderá ser utilizada diretamente pela FCA, ou sub-rogada a terceiros, desde que por valor equivalente à TDCO (Tarifa de Disponibilidade de Capacidade Operacional) resultante do processo licitatório do respectivo trecho ferroviário;
IV - Será garantida à FCA a manutenção de bens arrendados a serem utilizados para o exercício do direito de capacidade, excluídos aqueles necessários à atividade exclusiva do Concessionário da nova infraestrutura;
V - A FCA procederá a retirada dos materiais não passíveis de reaproveitamento, responsabilizando-se pela sua guarda pelo período de 01 (um) ano, ou até que o DNIT promova sua devida destinação;
VI - A FCA fará a retirada de material metálico dos trechos a serem devolvidos, em montante correspondente a 1.760 km de via férrea, comprometendo-se a efetivar seu reaproveitamento nos segmentos remanescentes da Malha Centro-Leste.
Art. 4º A FCA deverá realizar a rescisão de todos os Termos de Permissão de Uso, Contratos Operacionais Específicos e Contratos de Transporte vinculados aos trechos a serem devolvidos, e encaminhá-los à ANTT para controle contábil e cessação do recolhimento de receita alternativa deles decorrente.
Parágrafo único. A FCA arcará com os ônus decorrentes da rescisão dos instrumentos a que se refere o presente artigo, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e a ANTT.
Art. 5º A FCA deverá atender ao disposto na Resolução ANTT nº 3.543/2010 no que concerne ao fornecimento de todas as informações relativas aos ativos arrendados para carregamento do Sistema GIGFER.
Art 6º As alterações decorrentes das disposições da presente Resolução deverão ser formalizadas em aditivos aos Contratos de Concessão e Arrendamento da FCA.
Art.7º Determinar à Superintendência de Serviços de Infraestrutura de Transporte Ferroviário de Cargas - SUFER a constituição de grupo de trabalho para acompanhamento dos procedimentos necessários à efetiva desativação e devolução dos trechos ferroviários, em especial:
I - promover chamamento público para comunicar ao mercado a devolução dos trechos de forma a mitigar os possíveis danos aos usuários do transporte nas localidades afetadas; e
II - desenvolver metodologia de fiscalização operacional e econômico-financeira adequada à nova estrutura da FCA.
Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
JORGE BASTOS
Diretor-Geral - Em exercício
Prioridade/ Cidade /UF/ Intervenção / Custo Estimado (R$)
1 Araguari-Ibiá MG Modernização 180.000.000
2 Itaúna MG Contorno 172.000.000
3 Betim MG Solução Integrada 130.000.000
4 Campos Alto MG Passagem Superior 20.000.000
5 Bambuí MG Vi a d u t o 42.000.000
6 Santo Antônio do Monte MG Contorno 78.471.180
7 Vi a n ó p o l i s GO Passagem Superior 40.000.000
8 Aguaí SP Vi a d u t o 28.000.000
9 Carmo do Cajuru MG Passagem Superior 20.000.000
10 Juatuba MG Passagem Superior 20.000.000
11 Boa Vista Nova SP Solução Integrada 28.000.000
12 Araguari MG Vi a d u t o 28.000.000
13 Santa Luzia MG Vi a d u t o 20.000.000
14 Prudente de Moraes MG Vi a d u t o 20.000.000
15 Matozinhos MG Vi a d u t o 20.000.000
16 Santa Luzia MG Solução Integrada 60.000.000
17 Pedro Leopoldo MG Passagem Superior 28.000.000
Custo total: 934.471.180
Fonte: Diário Oficial da União/ABIFER
Publicada em:: 05/07/2013
2.Alagoinhas (BA) - Propriá (SE);
3.Cachoeiro de Itapemirim (ES) - Vitória (ES);
4.Barão de Angra (RJ) - Campos dos Goytacazes (RJ) - Cachoeiro
de Itapemirim (ES), incluindo trecho Recreio - Cataguases;
5.Visconde de Itaboraí (RJ) - Campos dos Goytacazes (RJ); e
6.Corinto (MG) a partir do km 1.015 + 000 - Alagoinhas (BA).
Art. 2º Determinar a adoção dos seguintes procedimentos em relação aos trechos ferroviários antieconômicos:
I - A devolução deve atender ao que consta na Resolução nº44, de 04 de julho de 2002;
II - O valor devido pela Concessionária em função da degradação apresentada pela via férrea será convertido em investimentos, a serem efetuados pela FCA na Malha Centro-Leste, conforme relação de projetos indicados pelo Ministério dos Transportes (Anexo I), no montante de R$ 760.000.000,00 (setecentos e sessenta milhões de reais), acrescidos de 15% (quinze por cento) a título de vantajosidade para o setor público;
III - Após finalização de inspeção completa acerca do estado de conservação de todos os bens arrendados envolvidos na negociação, será apurado montante adicional referente à indenização, que será quitado nos mesmos moldes indicados no item anterior, podendo haver indicação de novos projetos por parte do Ministério dos Transportes;
IV - O montante a ser investido pela FCA em função do disposto nos itens II e III acima não comporá o Ativo da Concessionária, devendo o correspondente dispêndio ser classificado como doação (ou outra descrição a ser introduzida no Plano de Contas instituído pela ANTT) e considerado, no momento de sua contabilização, em Outras Despesas Operacionais/Doações;
V - A ANTT estabelecerá valor máximo de dispêndio anual com os referidos investimentos de maneira a garantir a estabilidade econômico-financeira da concessão.
Parágrafo único. A União poderá autorizar o pagamento parcelado da indenização de que tratam os incisos II e III do presente artigo, nas mesmas condições praticadas pelo Governo Federal em parcelamentos semelhantes.
Art. 3º Determinar a adoção dos seguintes procedimentos em relação aos trechos ferroviários com viabilidade econômica:
I - A desativação dos trechos deverá atender a cronograma aprovado pela ANTT para interrupção do atendimento aos usuários;
II - Será assegurada à FCA a quantidade de capacidade operacional indicada no Anexo II da presente Resolução, para ser utilizada nos novos trecho correspondentes, a partir da entrada em operação;
III - A capacidade operacional a que se refere o item anterior poderá ser utilizada diretamente pela FCA, ou sub-rogada a terceiros, desde que por valor equivalente à TDCO (Tarifa de Disponibilidade de Capacidade Operacional) resultante do processo licitatório do respectivo trecho ferroviário;
IV - Será garantida à FCA a manutenção de bens arrendados a serem utilizados para o exercício do direito de capacidade, excluídos aqueles necessários à atividade exclusiva do Concessionário da nova infraestrutura;
V - A FCA procederá a retirada dos materiais não passíveis de reaproveitamento, responsabilizando-se pela sua guarda pelo período de 01 (um) ano, ou até que o DNIT promova sua devida destinação;
VI - A FCA fará a retirada de material metálico dos trechos a serem devolvidos, em montante correspondente a 1.760 km de via férrea, comprometendo-se a efetivar seu reaproveitamento nos segmentos remanescentes da Malha Centro-Leste.
Art. 4º A FCA deverá realizar a rescisão de todos os Termos de Permissão de Uso, Contratos Operacionais Específicos e Contratos de Transporte vinculados aos trechos a serem devolvidos, e encaminhá-los à ANTT para controle contábil e cessação do recolhimento de receita alternativa deles decorrente.
Parágrafo único. A FCA arcará com os ônus decorrentes da rescisão dos instrumentos a que se refere o presente artigo, não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e a ANTT.
Art. 5º A FCA deverá atender ao disposto na Resolução ANTT nº 3.543/2010 no que concerne ao fornecimento de todas as informações relativas aos ativos arrendados para carregamento do Sistema GIGFER.
Art 6º As alterações decorrentes das disposições da presente Resolução deverão ser formalizadas em aditivos aos Contratos de Concessão e Arrendamento da FCA.
Art.7º Determinar à Superintendência de Serviços de Infraestrutura de Transporte Ferroviário de Cargas - SUFER a constituição de grupo de trabalho para acompanhamento dos procedimentos necessários à efetiva desativação e devolução dos trechos ferroviários, em especial:
I - promover chamamento público para comunicar ao mercado a devolução dos trechos de forma a mitigar os possíveis danos aos usuários do transporte nas localidades afetadas; e
II - desenvolver metodologia de fiscalização operacional e econômico-financeira adequada à nova estrutura da FCA.
Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
JORGE BASTOS
Diretor-Geral - Em exercício
Prioridade/ Cidade /UF/ Intervenção / Custo Estimado (R$)
1 Araguari-Ibiá MG Modernização 180.000.000
2 Itaúna MG Contorno 172.000.000
3 Betim MG Solução Integrada 130.000.000
4 Campos Alto MG Passagem Superior 20.000.000
5 Bambuí MG Vi a d u t o 42.000.000
6 Santo Antônio do Monte MG Contorno 78.471.180
7 Vi a n ó p o l i s GO Passagem Superior 40.000.000
8 Aguaí SP Vi a d u t o 28.000.000
9 Carmo do Cajuru MG Passagem Superior 20.000.000
10 Juatuba MG Passagem Superior 20.000.000
11 Boa Vista Nova SP Solução Integrada 28.000.000
12 Araguari MG Vi a d u t o 28.000.000
13 Santa Luzia MG Vi a d u t o 20.000.000
14 Prudente de Moraes MG Vi a d u t o 20.000.000
15 Matozinhos MG Vi a d u t o 20.000.000
16 Santa Luzia MG Solução Integrada 60.000.000
17 Pedro Leopoldo MG Passagem Superior 28.000.000
Custo total: 934.471.180
Fonte: Diário Oficial da União/ABIFER
Publicada em:: 05/07/2013
sábado, 28 de setembro de 2013
Petrópolis capta recursos para a volta do trem
Segue matéria sobre o Expresso Imperial, que saiu na Tribuna de Petrópolis neste final de semana, pessoalmente acho difícil, para Petrópolis captar sozinha todo o recurso necessário é demais, sem apoio do GERJ não dá. E nós sabemos que o GERJ está comprometido até o último cabelo com a máfia dos ônibus.
http://www.tribunadepetropolis3.hospedagemdesites.ws/Tribuna/index.php/cidade/2707-municipio-capta-recursos-para-a-volta-do-trem
Reviver a época das estradas de ferro, passando por belas paisagens, não é o único motivo da reativação da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, na Serra da Estrela. Segundo Antônio Pastori, um dos idealizadores do projeto, a volta do trem vai também trazer outros benefícios para Petrópolis, como mobilidade urbana com o ganho de tempo na subida da serra e a melhora e revitalização de toda a Serra Velha. Segundo a Fundação de Cultura e Turismo de Petrópolis, o projeto para a reativação que já está pronto deve, ainda neste ano, ser entregue ao Ministério das Cidades, para a captação de recursos, mas ainda não há prazo para o início das obras.
O projeto tem orçamento global estimado em R$ 217 milhões e inclui os recursos para a remoção de casas, embora ainda não haja um número definido. Prevê a implementação de um programa de sustentabilidade com impactos positivos na economia, no turismo e nas questões sociais, principalmente para as famílias que residem na área da Serra da Estrela entre Raiz da Serra, em Magé, e o Alto da Serra.
“Muitos petropolitanos são reféns hoje da rodovia BR-040 e levam cerca de duas horas e meia neste trajeto, dependendo do horário, além dos problemas com retenções, acidentes, entre outros. Com o trem, este trajeto pode levar até uma hora e meia, além disso com uma vista melhor para a área de preservação”, disse Antônio Pastori.
A ferrovia foi inaugurada em 1883, no império de Dom Pedro II, e está desativada desde 1964, depois de 80 anos de uso. A malha ferroviária contava com cerca de 6Km de extensão, utilizava a técnica de cremalheira e atingia uma cota acima dos 800 metros no Alto da Serra.
“O novo projeto é para recuperar também estes seis quilômetros de ferrovia, da Vila Ihomorim [Raiz da Serra] até o bairro Alto da Serra, onde deverá haver uma estação de troca para um trem VLT [Veículo Leve Sobre Trilhos], mais leve e moderno, elétrico e sem nenhum dano à natureza, até o centro de cidade. Nosso objetivo é que o trem para todo este trajeto também seja elétrico”, disse.
Quatorze engenheiros e técnicos da ABPF trabalharam no estudo de três volumes com todo o detalhamento do projeto. O plano trabalha com a perspectiva de gerar emprego e renda para as comunidades de entorno, que vivem ao longo dos seis quilômetros da estrada de ferro. No projeto também estão previstas a recuperação da floresta e o resgate da história da ferrovia. De acordo com o projeto, cerca de mil passageiros utilizariam o trem por dia, se consideradas as viagens de ida e volta. Nos fins de semana, feriados, estação de alta temporada e programações especiais, estima-se que mais de três mil passageiros façam o passeio.
Atualmente, há um abaixo-assinado na internet que já soma mais de três mil assinaturas em prol da reativação da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará, no site manifestolivre.com.br.
“O total de assinaturas já é maior do que o trem vai poder transportar diariamente, em termos de passageiros, estimados em 1.400 por dia. O que falta agora é um pouco mais de boa vontade para que o projeto realmente ande e saia do papel”, contou Pastori.
Com a revitalização da ferrovia, a cidade terá oportunidade de reativar um dos mais belos passeios turísticos da Região Serrana.
*Ariane Nascimento
Redação Tribuna
Projeto do trem para Petrópolis está pronto
A Fundação de Cultura e Turismo anunciou, por meio da Coordenadoria de Comunicação, que o projeto da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará já está pronto.
A Fundação de Cultura e Turismo anunciou, por meio da Coordenadoria de Comunicação, que o projeto da Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará já está pronto e a Prefeitura prevê que terá condições de pedir recursos para a obra, ao Ministério das Cidades, para a captação de recursos do PAC ainda este ano.
O projeto tem orçamento global estimado de R$ 217 milhões e inclui os recursos para a remoção de casas, embora ainda não haja um número definido. Não há previsão de data para o início das obras, que têm duração estimada de três anos. Elas serão realizadas a partir de Vila Inhomirim e se estenderão até o Alto da Serra, onde está prevista uma estação de troca para um VLT, mais leve e moderno, até o centro.
A ferrovia que foi inaugurada em 1883, no império de Dom Pedro II, está desativada desde 1964, depois de 80 anos de uso. A malha ferroviária contava com cerca de 6 km de extensão, utilizava a técnica de cremalheira e atingia uma cota acima dos 800 metros no Alto da Serra.
O projeto que será apresentado no Ministério das Cidades consiste em aproveitar os três quilômetros do leito da Estrada de Ferro Leopoldina e os seis quilômetros do plano inclinado da Serra da Estrela, para restabelecer a ligação ferroviária entre o Centro Histórico, o bairro Alto da Serra e o município de Magé. As obras são estimadas em cerca de R$ 217 milhões.
De acordo com a Fundação de Cultura e Turismo, não há previsão de quando as obras irão começar. Estima-se que as intervenções durem aproximadamente três anos. Os trabalhos começam pela Vila Ihomorim (na Raiz da Serra) e se estendem até o bairro Alto da Serra, onde deverá haver uma estação de troca para um trem VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), mais leve e moderno, até o Centro de Cidade.
Um ponto importante do projeto é a remoção de casas. De acordo com a Fundação de Cultura, não há um número definido de moradias que deverão ser removidas, mas quem trafega pelo local percebe que a ocupações irregulares ao longo da Serra Velha da Estrela estão se tornando cada vez mais frequentes.
Antonio Pastori, via IPad.
sábado, 14 de setembro de 2013
Urgente !! Socorro Ministério Público Federal!
FCA vai desativar ferrovia entre Três Rios e Além Paraíba/MG
COMPARTILHE E DENUNCIE!!
Urgente !! Socorro Ministério Público Federal!
A Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA), confirmou a desativação do trecho entre Três Rios e Cataguases. Engenheiros da empresa estiveram em Além Paraíba nesta quarta-feira, em reunião com o prefeito Fernando Lúcio (PSB), ratificando a informação.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já tinha autorizado a concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA) a desativar e a devolver ao Poder Público trechos ferroviários que explorava nos Estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe. A decisão, que está em resolução, foi publicada no Diário Oficial da União do dia 05 de julho, abrange tanto trechos considerados "antieconômicos" quanto trechos economicamente viáveis.
O trecho da região é viável, pois o trem transporta a bauxita. Mas a passagem dessa carga pelas cidades de Além Paraíba, Sapucaia e Três Rios são bastante discutidos pela população.
A saída do trem está sendo bastante comentada em Além Paraíba, cidade que se desenvolveu através da ferrovia, tendo inclusive diversas construções históricas, como os torreões e as diversas estações. As autoridades municipais discutiram com os engenheiros a situação, pois com a desativação, os trilhos deverão ser retirados da cidade. O prefeito queria que se mantivessem os mesmos, para que o trem pudesse trafegar de forma turística, indo até a estação de Simplício, que foi reformada. Até o tombamento da ferrovia foi discutido na reunião.
A ANTT determinou ainda que a desativação dos trechos deverá atender um cronograma aprovado pelo órgão para interrupção do atendimento aos usuários e que a FCA fará a retirada dos materiais não passíveis de reaproveitamento, responsabilizando-se pela sua guarda pelo período de um ano, ou até que o Departamento Nacional de Infraestrutruta de Transportes (DNIT) promova sua devida destinação. A concessionária também deve retirar o material metálico dos trechos a serem devolvidos, em montante correspondente a 1.760 km de via férrea, comprometendo-se a efetivar seu reaproveitamento nos segmentos remanescentes da Malha Centro-Leste.
Outras cidades já estão se movimentando para que o material retirado da região possa ser reaproveitado, como é o caso da cidade do Rio de Janeiro, que já está solicitando os trilhos que vierem a ser retirados.
Em 2010, por conta do empreendimento da Usina de Simplício, Furnas fez a realocação de um trecho de 5,2 km da FCA, no município de Chiador, que era o mais complexo da obra, com a construção de três pontes que passam sobre os rios Macuco e Paraíba do Sul e um dos canais do complexo hidrelétrico, além de ter feito alteração de mais dois trechos da FCA, que somaram quase 1km. O investimento da Eletrobras Furnas no projeto foi de aproximadamente R$ 100 milhões, que agora pode deixar de ser usado.
Fonte: Folha Popular
COMPARTILHE E DENUNCIE!!
Urgente !! Socorro Ministério Público Federal!
A Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA), confirmou a desativação do trecho entre Três Rios e Cataguases. Engenheiros da empresa estiveram em Além Paraíba nesta quarta-feira, em reunião com o prefeito Fernando Lúcio (PSB), ratificando a informação.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já tinha autorizado a concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA) a desativar e a devolver ao Poder Público trechos ferroviários que explorava nos Estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe. A decisão, que está em resolução, foi publicada no Diário Oficial da União do dia 05 de julho, abrange tanto trechos considerados "antieconômicos" quanto trechos economicamente viáveis.
O trecho da região é viável, pois o trem transporta a bauxita. Mas a passagem dessa carga pelas cidades de Além Paraíba, Sapucaia e Três Rios são bastante discutidos pela população.
A saída do trem está sendo bastante comentada em Além Paraíba, cidade que se desenvolveu através da ferrovia, tendo inclusive diversas construções históricas, como os torreões e as diversas estações. As autoridades municipais discutiram com os engenheiros a situação, pois com a desativação, os trilhos deverão ser retirados da cidade. O prefeito queria que se mantivessem os mesmos, para que o trem pudesse trafegar de forma turística, indo até a estação de Simplício, que foi reformada. Até o tombamento da ferrovia foi discutido na reunião.
A ANTT determinou ainda que a desativação dos trechos deverá atender um cronograma aprovado pelo órgão para interrupção do atendimento aos usuários e que a FCA fará a retirada dos materiais não passíveis de reaproveitamento, responsabilizando-se pela sua guarda pelo período de um ano, ou até que o Departamento Nacional de Infraestrutruta de Transportes (DNIT) promova sua devida destinação. A concessionária também deve retirar o material metálico dos trechos a serem devolvidos, em montante correspondente a 1.760 km de via férrea, comprometendo-se a efetivar seu reaproveitamento nos segmentos remanescentes da Malha Centro-Leste.
Outras cidades já estão se movimentando para que o material retirado da região possa ser reaproveitado, como é o caso da cidade do Rio de Janeiro, que já está solicitando os trilhos que vierem a ser retirados.
Em 2010, por conta do empreendimento da Usina de Simplício, Furnas fez a realocação de um trecho de 5,2 km da FCA, no município de Chiador, que era o mais complexo da obra, com a construção de três pontes que passam sobre os rios Macuco e Paraíba do Sul e um dos canais do complexo hidrelétrico, além de ter feito alteração de mais dois trechos da FCA, que somaram quase 1km. O investimento da Eletrobras Furnas no projeto foi de aproximadamente R$ 100 milhões, que agora pode deixar de ser usado.
Fonte: Folha Popular
sábado, 31 de agosto de 2013
A extração de minérios 1970 (CVRD)
Vídeo institucioanl mostrando a extração de minério pela Vale em 1970, mostra a importância da logística ferroviária e várias locos clássicas.
Ferrovia entre São João del-Rei e Antônio Carlos - 1976 (VFCO/SR-2)
Documentário sobre a EFOMM de 1976, feito nos EUA. impressionante que com todas as verbas que se com em nas universidades brasileiras na m~çao dos esquerdinhas, coxinhas e maconheiros não sobre nada para fazer registros históricos das ferrovias como o que os gringos e as associações de preservação conseguem fazer.
domingo, 18 de agosto de 2013
Governo estuda opção mais barata para substituir o TAV - Até que enfim?
Finalmente o governo percebeu
Desde o início a imensa maioria do pessoal tanto profissional como amador ligado as ferrovias, sempre achou a idéia do trem bala do PT uma fantasia, um paraíso para a corrupção. Uma obra que sem ter um metro sequer construído já custou 1 Bilhão de reais aos cofres públicos. no caminho ficaram os projetos de reativação de vários trens regionais , entre eles o expresso ligando campinas a São Paulo, que foi cancelado para priorizar o trem bala.
Finalmente o governo dá sinais de estar desistindo dessa insanidade do TAV, ou não.
Levou mais de 10 anos para finalmente admitirem que o Brasil não precisa de trem-bala, levaram outros 10 e mais 1 bilhão para resolver fazer o trem de média velocidade?
A história do TAV foi e acredito ainda será a de muitas obras no Brasil, poderia ser resolvida com uma iniciativa simples, mas ao ivés da solução barata é criada uma obra faraônica que por n vezes mil motivos não sai do papel e o problema persiste.
Os EUA que tem muito mais poder econômico e retorno financeiro garantido, até hoje não levaram a diante a interligação do país por TAV, preferiram manter uma rede de trens convencionais (AMTRAK que aliás são muito bons comparados com o que temos aqui) e investiram num corredor de média-alta velocidade o Acela, mesmo na Europa e no Japão onde há mais TAVs os trens-bala, são alimentados por uma rede de trens convencionais e de média velocidade, como os Intercity, Eurostar e Talgo.
Construir o TAV no Brasil sempre foi a idéia de construir o elefante Branco, um trem que estaria isolado de qualquer outro, e dependeria de pesados subsídios públicos para transportar a alto custo a elite.
Será que os trens de média velocidade muito mais racionais, que trafegam em vias compartilhadas com trens de carga e subúrbio, e não são feitos para madames conseguiram sair do papel? Afinal não irão funcionar como se fossem jatinhos particulares do clube dos bacanas, proposta que seria aplaudida de pé por nossos governantes "comunistas". No brasil tudo que é amplamente útil a toda a população tem dificuldade de sair do papel, incomoda as elites aquele bando de pobres pagando uma passagem justa confortavelmente sentados e usando ar-condicionado.
Então finalmente o governo abriu os olhos e viu que o TAV é inviável, mas e o resto? Só acredito vendo.
15/08/2013 - O Globo
Especialistas e técnicos do próprio governo defendem que o Trem de Alta Velocidade (TAV) seja substituído por um trem de média velocidade, ligando Rio, São Paulo e Campinas. Um modelo deste tipo poderia reduzir o custo do projeto à metade. Além de ser um empreendimento mais barato, haveria mais concorrentes, já que um trem-bala exige alta tecnologia e infraestrutura específica, com domínio restrito a um grupo de seis empresas do mundo.
Para se ter uma ideia de custo, dados do mercado sobre a iniciativa do governo de São de Paulo de implementar cinco linhas de média velocidade, ligando as regiões metropolitanas da capital paulista a Campinas e Santos (160 quilômetros), é de R$ 9,2 bilhões. O empreendimento será tocado pelo regime de Parceria Público-Privada (PPP) e está em fase inicial. O custo da linha São Paulo-Jundiaí, que está mais avançado, é estimado em R$ 3 bilhões. O TAV está orçado pelo governo federal em R$ 38 bilhões.
— Um trem de média velocidade, ligando cidades do Vale do Paraíba, poderia desafogar a Dutra e estimular o desenvolvimento regional — disse um técnico do governo.
Para o advogado Rodrigo Matheus, especialista em serviço público e licitações, a alternativa deveria ser levada em conta, diante dos últimos questionamentos sobre a qualidade do serviço público e a questão da mobilidade urbana. É uma decisão política.
Ele disse não acreditar que o leilão do TAV, que foi adiado por um ano, pelo menos, seja realizado ainda no atual governo, próximo às eleições, porque toda a execução da obra ficaria para quem assumir o governo seguinte. Por isso, disse, não faz sentido a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) desenvolver o projeto executivo do TAV, que custará R$ 900 milhões.
— Não é razoável. Não pelo custo do projeto executivo, mas pelo cenário político, que é complicado — destacou.
— O risco de seguir em frente com o projeto é enorme — emendou Henrique Motta Pinto, especialista em direito regulatório do escritório Sampaio Ferraz.
Custo do projeto executivo tem valor de 2008
Ele lembrou que, mesmo depois de o governo ter assumido todo o risco da infraestrutura do TAV e eliminado da licitação o critério da menor tarifa, não apareceram interessados. Destacou ainda que o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou os estudos de viabilidade econômica da concessão com ressalvas.
Segundo a EPL, a estimativa do custo do projeto executivo foi calculada com base na complexidade da obra. Segundo a empresa, um projeto executivo de padrão internacional tem custo entre 2% e 5% do valor total. O preço considera valores de 2008, quando o empreendimento fora orçado em R$ 28 bilhões.
Aviso sobre TAV foi ignorado, diz TCU
15/08/2013 - Folha de S. Paulo
O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, disse ontem que "o principal erro" do governo Dilma na formatação do trem-bala entre São Paulo e Rio foi não ter preparado "uma proposta mais estudada, mais planejada, no início do processo".
A obra foi adiada pela terceira vez nesta semana.
Nardes falou à Folha e ao UOL. Ele foi o relator da primeira proposta do trem-bala e diz ter apontado "onde estavam os erros" para o governo. Mas o projeto nunca se tornou atraente para as empresas e está sendo sucessivamente postergado.
"O projeto é muito grande. Onde há obras desse porte, se o Estado não aportar, ele é deficitário. As empresas não estão querendo participar. As empresas querem ganhar, querem ter lucro", diz o presidente do TCU.
Na entrevista, Nardes apresentou um estudo sobre as fragilidades gerenciais na execução dos investimentos federais no país. Diz ter mostrado os dados ao governo e proposto parceria para melhorar a governança do país.
Para o presidente do TCU, a baixa capacidade gerencial do governo ao executar obras está relacionada à demanda dos manifestantes que foram às ruas protestar em junho passado.
Sobre o chamado Orçamento impositivo, na avaliação do ministro do TCU, o efeito pode ser o de diminuir a aplicação global dos recursos públicos, pois só as cidades escolhidas por deputados e senadores para ter verbas garantirão o recebimento de dinheiro de Brasília.
Por causa dos diversos atrasos, o projeto de transposição das águas do rio São Francisco pode não ficar pronto no prazo anunciado, em 2015 --mesmo depois de o preço já ter dobrado, passando de R$ 8 bilhões.
Nardes se diz preocupado em dar mais transparência ao TCU. Uma das medidas que vai tomar, a partir da semana que vem, é abrir todos os dados sobre viagens de ministros e funcionários do órgão.
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
EVTE para trens truísticos e culturais
Prezados/as
Muitos
projetos de TTR-Trens Turísticos e/ou Regionais, ainda etão no papel
porque inexistem estudos técnicos que comprovem sua viabilidade.
Sem isso, fica difícil conseguir o apoio do seus Governo
Estadual, Prefeitura, DNIT/ANTT, conquistar parceiros e atrair
investidores. Sem esses estudos, as partes quase sempre entendem que a
reativação, a implantação de TTR é inviável.
Agora, com a edição da Resolução 4131/2013 da ANTT,
talvez seja a hora dos Governos Estaduais/Prefeituras, fazerem um
chamamento público semelhante ao que o Gov. de São Paulo fez,
utilizando-se do expediente "Manifestação de Interesse" para realizar os Estudos de Viabilidade Técnico-econômico e Sócio-ambiental.
SP não teve custo nenhum com as 3.700 páginas dos
projetos de 431 km de trem regionais intercidades. O vencedor da
licitação terá seus gastos com o estudo reembolsado mais tarde.
Vejam a matéria abaixo e o Edital que está anexado a este e-mail.
abs
Pastori
EDLP-BTG Pactual apresentam estudos dos trens intercidades
Clipping de Notícias da Revista Ferroviária - 05/08/2013
A EDLP e o Banco BTG Pactual entregaram na última sexta-feira (02/08)
para o Governo do Estado de São Paulo os estudos dos trens intercidades.
O material, com mais de 3.700 páginas, contempla as análises de
engenharia, operação, demanda, entre outros, da concessão de um sistema
ferroviário de passageiro com duas linhas: uma Norte-Sul, ligando
Americana a Santos; e outra Leste-Oeste, ligando Taubaté a Sorocaba. As
duas linhas se cruzam na cidade de São Paulo.
As
duas empresas fizeram a Manifestação de Interesse Privado (MIP) em
novembro passado. Das treze empresas autorizadas pelo governo paulista,
em janeiro de 2013, a fazerem os estudos foi o único consórcio a
apresentar os estudos.
No
final de janeiro desse ano, o Conselho Gestor de Parcerias
Público-Privadas (CGPPP) do Estado de São Paulo publicou no Diário
Oficial do Estado um chamamento público para que os interessados
apresentassem manifestações de interesse para o desenvolvimento dos estudos e modelagem
para a implantação de 431 km de linhas de trens intercidades. A rede
integrada de linhas ferroviárias de passageiros abrangerá as cidades de
Santos, Mauá, São Caetano, Santo André, Jundiaí, Campinas, Americana,
São José dos Campos, Taubaté e Sorocaba, e se conectará a uma estação
central na cidade de São Paulo. As empresas interessadas tinham o prazo
de seis meses, contados a partir de fevereiro, para apresentar os
estudos desenvolvidos.
Segundo
o chamamento publicado, o aproveitamento dos estudos não obriga o poder
público contratar o objeto do projeto de PPP. No caso de aproveitamento
do material, a empresa responsável pelos levantamentos será
remunerada.
Atenciosamente,
Antonio Pastori - (21) 9911-8365
AFPF - Associação Fluminense de Preservação Ferroviária
Conheça alguns Museus Ferroviários pelo mundo em http://ferrovias.com.br/ portal/apaixonados-pelo-trem- 12/
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