sábado, 6 de julho de 2013

Populismo dos tristes trópicos pode impedir obra do VLT em Goiânia

Edição 1980 de 16 a 22 de junho de 2013
O presidente da Agetop sugere que o governador Marconi Perillo não faça o VLT, postulando que, como não terá tempo hábil para inaugurá-lo antes de 2014, sofrerá perdas eleitorais. Trata-se de uma visão tacanha, que submete o interesse público ao jogo eleitoreiro
O VLT é uma obra que, se bem feita e se os serviços forem eficientes, pode colaborar para que alguns motoristas deixem seus automóveis em casa. Além disso, é um símbolo de modernidade
Governos populistas, no afã de agradar o eleitorado, às vezes prejudicam os interesses coletivos. Benefícios são postergados porque, se provocarem debate intenso, podem desgastar possíveis candidatos. O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras do governo de Goiás, Jayme Rincon, tenta, no momento, convencer o governador Marconi Perillo a deixar de lado a construção do Veículo Leve sobre Trilhos, no Eixo Anhanguera, em Goiânia (embora seja dirigente da Agetop, ele parece não se lembrar que determinadas verbas têm destino carimbado, quer dizer, não podem ser utilizadas em outras obras. Os recursos não podem, portanto, ser usados para fazer a extensão do Eixo Anhanguera). Como dublê de marqueteiro e de cientista político que fugiu dos bancos escolares, Rincon avalia que, começada agora, a obra só ficará pronta em 2015 e, como deve provocar descontentamento de usuários — que terão de mudar suas rotas, ainda que parcial e provisoriamente — e comerciantes, que temem uma quebradeira, pode retirar votos do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, no pleito de 2014. Há certa lógica, porém tão-somente de um ponto de vista. De fato, como Marconi, em termos de popularidade, não vai bem em Goiânia — sendo superado por Iris Rezende, do PMDB —, uma obra que demore e perturbe a “ordem pública” pode prejudicá-lo em termos eleitorais. Trata-se de uma verdade absoluta e, portanto, irretorquível? Não. Se o governo conseguir mostrar que o VLT é importante para toda a sociedade — porque transportará mais passageiros, com mais segurança, conforto e rapidez, e pode contribuir para retirar um pouco dos automóveis das ruas (a classe média, está provado, não anda de ônibus, mas anda de metrô, de VLT) —, é provável que, no lugar de perder, Marconi pode ganhar votos em Goiânia. O projeto do VLT é mais amplo do que parece à primeira vista. Na verdade, prevê uma reurbanização, portanto sua revitalização, do Eixo Anhanguera. E é bem possível que a urbanização possa ser feita — sinalizando o que se terá adiante, com toda a obra concluída — antes da conclusão do VLT, inclusive contribuindo para fortalecer o comércio da região, hoje parcialmente em crise. De 1,3 bilhão, recurso disponível para o VLT, ao menos 100 milhões serão destinados à recuperação da Anhanguera como um todo. Além disso, os terminais serão transformados em pequenos shopping centers. Engenheiros afirmam que se trata de uma obra limpa, quer dizer, que não “sujará” a via pública com a intensidade de outras obras.

O VLT é viável economicamente, considerando-se, sobretudo, que são registrados, por dia, pelo menos 240 mil embarques. Por que, se rentável e se beneficia a sociedade, há tanta resistência? Setores corporativos da sociedade, que ainda vivem no tempo da usura da Igreja Católica da Idade Média, são responsáveis por uma crítica mais ideológica do que econômica e social. Não aceitam que o transporte público possa ser feito pelo setor privado e condenam que uma obra como o VLT seja feita pelo sistema de parceria público-privada.

Como se sabe, o setor público não visa lucro e, como tal, pode investir em obras a fundo perdido, como, por assim dizer, eletrificação rural. O desenvolvimento — a repartição dos frutos do crescimento econômico — é, em geral, garantido pelos governos. Obras dispendiosas, como saneamento básico e infraestrutura rodoviária, são, quase sempre, de responsabilidade do poder público. No caso do VLT, numa prova de sua extrema viabilidade, a iniciativa privada, por intermédio de uma PPP, vai pôr 500 milhões de reais no negócio. Por isso, obviamente, tem o máximo interesse em terminá-lo o mais cedo possível. Trabalhando em três turnos, pode ser inaugurado antes do previsto, mas não, certamente, no período eleitoral. Entretanto, como se disse acima, não se pode pensar em construir obras com o único objetivo de obter dividendos eleitorais. Outro detalhe: o contrato estabelece multas pesadas àquela empresa que atrasar a obra.

Paralelamente à discussão ideológica — que leva o Brasil quase ao tempo dos dinossauros —, há a burocracia, uma espécie de monstro da paralisia. Há empresários que dizem que a burocracia é uma forma hábil de impor dificuldades para obter facilidades. Nem sempre é assim. A burocracia, às vezes um gigante que se locomove com extrema dificuldade, parece ter vida própria. É como se os burocratas tivessem prazer em parar ou impedir determinadas obras exclusivamente para detê-las. Para mostrar poder? Um pouco disso. Note-se que obras de importância crucial para a população ficam anos paradas porque um conselheiro do Tribunal de Contas da União — para citar um exemplo —, ao investigar suas especificações, descobriu irregularidades mínimas. Na democracia o primado da lei é sagrado, mas, quando atrapalha o desenvolvimento da sociedade, deve ser mudada ou, no mínimo, adaptada. O ideal é que as obras sejam concluídas, mesmo sob denúncias, e que, no processo de construção ou quando terminadas, as investigações sejam feitas e, mesmo, estabelecidas penalizações. Parar a obra é quase um crime, pois prejudica a sociedade. A primeira obrigação de um governo é melhorar a vida de todas as pessoas, independentemente de classes sociais, e deter obras, às vezes devido a filigranas, não raro para que algumas autoridades mostrem poder, é, como dissemos, quase um crime. Em alguns casos, depois de extensas investigações, não são descobertas irregularidades graves, mas a obra ficou parada durante anos meses e, até, anos.

Neste momento, o Brasil inteiro está discutindo a questão da deficiência do setor de transporte (leia texto na página 14) — inclusive com violência nas ruas —, o que mostra, mais ainda, que o VLT, além de viável economicamente, é fundamental para melhorar o sistema de transporte de Goiânia e, ao mesmo tempo, a qualidade de vida dos usuários. Mais: o VLT é um símbolo da modernidade e, por sua eficiência — como sugerimos acima —, pode incentivar parte das pessoas a guardar seu automóvel e optar pelo transporte coletivo. Dissemos parte, e possivelmente minoritária, porque a classe média e as elites têm uma identificação quase fetichista com seus automóveis.

O governador Marconi certamente pensa como gestor — sabe que o VLT é necessário, talvez até vital —, mas também pensa como político. Devido a uma série de desgastes, o tucano-chefe perdeu espaço na política de Goiânia. Por isso teme, com justiça, perder ainda mais eleitores, se o VLT começar a ser construído e gerar perturbação da ordem pública, com protestos de comerciantes e de usuários do transporte coletivo (ainda que se possa dizer, como frisa a publicidade da Prefeitura de Goiânia, que “os transtornos passam e os benefícios ficam”). Ora, embora o VLT não tenha se tornado, digamos assim, uma espécie de inconsciente coletivo — ou seja, a população ainda não assimilou exatamente do que se trata, embora tenha alguma ideia de que beneficiará os indivíduos —, se bem divulgado, terá, de imediato, o apoio da sociedade.

É provável que, se não fizer o VLT, aderindo ao realismo político marqueteiro de Jaime Rincon, o governador Marconi, no lugar de conquistar mais votos, poderá perder apoio. Durante a campanha, a oposição vai martelar que, embora tenha conseguido o dinheiro — parte dele oriundo do governo federal —, o gestor tucano não conseguiu retirar a obra do papel. Não fazer o VLT — pelo menos iniciá-lo — pode cristalizar a imagem de inação, de que, embora tenha feito a promessa, o governo jamais vai cumpri-la. Mesmo, insistamos, tendo dinheiro em caixa.

Portanto, não fazer o VLT — acreditando que a população vai preferir assim — talvez seja pior do que fazer e causar transtornos que, tão logo seja concluída a obra, todos esquecerão. Construir o VLT é uma prova de modernidade. Abandonar a obra é prova de falta de visão política. O governador Marconi deve pensar bem nisto.   

terça-feira, 18 de junho de 2013

O MODELO DE DESESTATIZAÇÃO DA FERROVIA REQUER ADEQUACÕES


A Associação de Engenheiros Ferroviários - AENFER, filiada da Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários - FAEF, juntamente com as suas 11 (onze) filiadas regionais co-irmãs vem acompanhando desde antes do seu início efetivo o processo de desestatização da ferrovia no País e, em particular, o da RFFSA e com base neste acompanhamento vem trazer a sociedade Brasileira os pontos a seguir para uma grande reflexão.
O estudo de modelagem foi conduzido pelo BNDES, que devido ao cronograma ínfimo que existia para o estudo, optou pelo fracionamento da sua malha, agrupando-a em macro-regi6es, modelo este que era adotado, anteriormente pela RFFSA para o seu gerenciamento interno, com forte conotação política, desconsiderando diversos aspectos comerciais.
A RFFSA foi, então, dividida em seis malhas regionais, sendo posteriormente agregada a Malha Paulista, oriunda da FEPASA, que constituiu a sétima. A Ferrovia Paulista S.A., FEPASA, que foi transferida do Governo Federal e incorporada a RFFSA, era constituída por 4.316 km de linhas, cerca de 400 locomotivas e 11.000 vag6es, patrimônio incorporado da ordem de R$ 3,4 bilh6es e receita anual no ano de 1998 de, aproximadamente, R$ 160 milhões.
O Governo decidiu transferir ao setor privado a concessão para exploração do serviço público de transporte ferroviário de cargas nas diversas malhas, por um período de 30 anos, renováveis por mais 30 anos e arrendar os bens necessários a operação, representado pelas linhas, material rodante, pátios e instalações, pois não existiria capital privado para adquiri-los.
O processo de desestatização do setor ferroviário foi conduzido de modo extremamente célere, sem que tivessem sido tomados os devidos cuidados com a coisa pública, urna vez que ativos estavam sendo transferidos para o setor privado, praticamente sem um controle ou inventário com o estado dos milhares de bens entregues ao longo da malha ferroviária.
Em que pese o crescimento de poucas concessionárias e a retomada da indústria de equipamentos ferroviários, a desestatização do setor ferroviário foi, sem sombra de dúvida, o maior fracasso da política de privatização implementada pelo Governo anterior, a começar pela modelagem desenvolvida pelo BNDES, que fracionou a malha da RFFSA em sete sub-malhas e as concederam, em grande parte aos consórcios formados pelos maiores usuários das ferrovias ou acabaram permitindo a formação de monopólio privado.
Ao mesmo tempo, a compartimentação da malha em diversos trechos, assim como o transporte, na maioria das vezes, ficou confinada a cargas específicas e a interação entre as malhas praticamente não existe, o que faz com que a distancia média de transporte esteja em torno de 400 km, não tornando a ferrovia competitiva com o modal rodoviário, pois a primeira é vantajosa para grandes volumes e grandes distâncias.
O patrimônio operacional que foi arrendado para as concessionárias não vem sendo devidamente mantido pelas arrendatárias, o que vemcausando prejuízos enormes para a Nação, já que o mesmo foi construído com recursos públicos por mais de um século e não pode ser impunemente dilapidado e espoliado por terceiros que tem a obrigação de dele cuidar.
Mais de 4.000 km de linhas encontram-se abandonadas e se não for feita uma intervenção imediata, com a respectiva correção do rumo, há risco de, em poucos anos, a malha ferroviária estar deteriorada a ponto de não ser mais possível a operação em considerável extensão desta.
Atualmente, em algumas das malhas, já são críticas as situações da via permanente, das instalações fixas e do material rodante, se fazendo necessário o aporte de alguns milhões de reais para se restabelecer a situação existente a época da desestatização.
Do acima exposto, vê-se claramente que a modelagem adotada não foi a mais indicada, fazendo-se necessária uma adequação da mesma, respeitando-se os contratos, tanto da parte do Governo como das Concessionárias, e de forma a se evitar o colapso das malhas como o aconteceu em 1951 que ensejou a criação da RFFSA em 1957.
Vemos com extrema preocupação um plano concebido na ANTT de injetar bilhões nas Concessionárias, através de financiamento do BNDES, muitas delas falidas ou em estado pré-falimentar, sem se ter um Plano de Investimentos pré-determinado por uma Política Nacional de Transportes, com suas prioridades definidas. A garantia desses créditos seria um fundo a ser formado com os pagamentos dos contratos de arrendamento dos bens ferroviários vinculados a Concessão sendo que, ironicamente algumas delas estão inadimplentes com essas e outras obrigações. Na verdade, são atualmente receitas da RFFSA e, desta forma, em nosso entendimento não podem servir de garantia para dívidas contraídas por entidades privadas.
A injeção de qualquer recurso no atual modelo dificilmente trará qualquer resultado que permita a ferrovia reencontrar seus rumos tanto necessários para alavancar o setor, contribuindo para a redução dos custos de transporte no País, só servindo para financiar o custeio dessas Operadoras e acobertar, durante o atual Governo, através de financiamento público, o fracasso da política de desestatização do setor ferroviário.
Assim, vimos propor como alternativa do quadro instalado que o Governo repactue para as Operadoras que não estejam em situação crítica os Contratos de Concessão fixando programas e metas de recuperação da infraestrutura e material rodante e de aumento de produção e redução de acidentes.
Para as Operadoras cuja caducidade dos Contratos já devia há muito ter sido declarada, o Governo através da RFFSA (ou suasucessora), assumiria o gerenciamento e manutenção da infra e superestrutura da via permanente, permitindo que diversos Operadores pudessem por ela trafegar pagando direito de passagem que seria definida em função da capacidade econômica de onde estas malhas estivessem situadas.
Faz-se necessário também por parte do Governo um compromisso com o orçarnento anual de investimentos, que honre as dotações para que não acontece a descontinuidade de obras necessárias para a manutenção do Setor e crescimento do mesmo.

Informativo AFPF nº 115



segunda-feira, 3 de junho de 2013

Inimputávies?

O Globo, 24/05/2013

Sérgio Magalhães

Acidentes que se multiplicam, veículos com centenas de infrações, multas não pagas, carros sem conforto — são tantas as queixas sobre os ônibus que é justo indagar: eles são inatingíveis? Cobrado, diz o presidente da Federação das Empresas de Transporte: “O Rio cresceu sem planejamento.”

As cidades modernas, resultantes da industrialização, tornaram-se grandes cidades quando o sistema de transporte coletivo foi capaz de transportar amplos contingentes. Elas se apoiaram no transporte rápido, nem sempre subterrâneo, em geral sobre trilhos. Londres inaugurou o metrô nos anos 1860; Paris, em 1900.

Ao contrário do que se diz, o Rio cresceu bem estruturado — pelo transporte e obedecendo à geografia. Quando a cidade precisou se expandir para além da área que hoje chamamos de Centro, ela o fez apoiada pelos trilhos. Na Zona Norte, ampla e larga, ainda no século XIX construiu as linhas ferroviárias suburbanas. Na Zona Sul, área restrita, foram os bondes que orientaram o crescimento. Os bondes ainda interligavam as ferrovias em delicados percursos. Era uma boa estrutura.

Mas, nos anos 1960, as cidades brasileiras foram levadas a desmobilizar o modo sobre trilhos, adotando o modo rodoviário (implantava-se a indústria automobilística). Para o Rio, cidade então mais bem estruturada do País, urbanisticamente, foi uma hecatombe. Não modernizou os trens, que se degradaram, e fez um metrô peculiar: isolado das ferrovias, uma só linha, ao invés de uma rede. Apostou no ônibus e no carro. Nem o ônibus é adequado para grandes percursos, nem o carro o é para grandes contingentes. Assim, entre as cidades brasileiras, no Rio é maior a percentagem de pessoas que gastam de uma a duas horas na viagem casa-trabalho (ANTP, 2011).

A cidade teve muitos de seus melhores espaços públicos desqualificados pela invasão rodoviarista, no Centro, na orla, nos bairros. A dupla automóvel-ônibus é gulosa por território; quando imposta hegemonicamente a tecido urbano preexistente, rompe a escala dos lugares, inibe a relação cidadão-cidade, exclui alternativas de mobilidade.

Não, o Rio não cresceu sem planejamento. A cidade teve imposta uma troca modal em desacordo com sua estrutura. Está em tempo de reconhecer o erro (a indústria automobilística já é forte). O rodoviarismo ainda pressiona para transformar todo tecido urbano em área de passagem.

O Rio precisa redesenhar sua mobilidade em sintonia com suas estruturas urbanísticas. Onde a urbanização é estruturada pelo automóvel, como na Barra, adequando-se a esse modal; mas, no sistema metropolitano e na Zona Norte-Zona Sul-Centro, dando ênfase a modos de alto rendimento, tipo metrô em rede e transformação dos trens em metrô.

A indefinição político-institucional da cidade metropolitana certamente responde pela ausência de respostas. É inércia que há décadas penaliza a população.

Todos os modos de transporte têm o seu lugar. Mas não é por reconhecermos sua óbvia inadequação como principal modo de transporte da metrópole que os ônibus se tornam inimputáveis.

A propósito: Há melhor sintonia com a estrutura do bairro que o bondinho em Santa Teresa? Quando voltará?

Sergio Magalhães é Arquiteto. smc@centroin.com.br



Concentração de CO2 atinge nível considerado limite pela ONU

GLOBONEWS, 23/05/2013

Para Sérgio Besserman, cidadão deve pressionar políticos por mudanças.
Segundo Roberto Schaeffer, economia deve garantir a sustentabilidade.
Pela primeira vez na história da humanidade, a concentração do dióxido de carbono, o principal gás de efeito estufa, atingiu 400 partes por milhão na atmosfera, nível que é considerado limite pelos cientistas para evitar os piores cenários da mudança climática. O volume foi registrado por observa-tórios internacionais no dia 9 de maio e ganhou as manchetes de diversos jornais do mundo todo.

De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), a temperatura média do planeta poderá subir entre 2ºC e 6ºC até o final deste século. Entre as muitas consequências previstas, estão a aceleração do degelo, tempestades mais violentas, graves impactos sobre a biodiver-sidade e milhões de refugiados ambientais que terão que buscar outro lugar para viver. E as emissões continuam crescendo.

“O que está por trás das emissões, basicamente, é a queima de combustíveis fósseis. Não há como a economia mundial continuar crescendo ou se desenvolvendo baseada em um combustível que, quando queimado, resulta em CO2”, afirma o professor do Departamento de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ e membro do IPCC Roberto Schaeffer.

Segundo o professor de economia da PUC-Rio e coordenador do Projeto de Adaptação às Mudanças Climáticas do município do Rio de Janeiro Sérgio Besserman, será preciso mudar o funcionamento das cidades e da economia, além do padrão de consumo. “É uma mudança muito radical, mas é para melhor”, diz.

É possível uma agenda positiva, onde o mundo do futuro pode ser melhor que o do presente"
Roberto Schaeffer
Quando os líderes ficam em uma posição de imobilidade, o que eles estão dizendo é: ‘eu não tenho nada a ver com o futuro’."
Sérgio Besserman
A restrição a certas práticas hoje difundidas pode ser uma maneira de reduzir a emissão de poluentes. Para Schaeffer, o poder público deveria coibir a utilização do carro e incentivar o uso do transporte público e de bicicletas. “No momento em que você cria todas as facilidades para o automóvel e todas as dificuldades para o ônibus ou para a bicicleta, o mundo do automóvel é melhor. A gente tem que inverter essa agenda”, avalia o especialista.

O ano de 2015 pode ser decisivo para o futuro do planeta. Em dois anos, todos os objetivos do desenvolvimento sustentável acordados na Rio+20 devem ser cumpridos e, segundo a Agenda do Clima, deverá ser assinado um novo acordo global para evitar os piores cenários do aquecimento. “É um momento político para todos os cidadãos pressionarem”, aponta o economista Sérgio Besserman.

Tanto ele quanto Schaeffer concordam que não é preciso esperar 2015 para cobrar mudanças das autoridades e que a sustentabilidade deve ser um tema prioritário nas eleições presidenciais do ano que vem. “Não é mais aceitável que a questão ambiental não seja um dos pontos mais importantes da agenda de alguém que quer ser presidente. O mundo do futuro não se fará apenas de um país que tem uma economia que cresce com inflação baixa, mas que tenha uma economia cujas bases garantam a sustentabilidade”, avalia o membro do IPCC.

Para Besserman, a temática ainda não é capaz de decidir a eleição no país, como acontece em outras nações do mundo, mas já há parte do eleitorado que baseia seu voto nela. “O Brasil é um dos raríssimos países do mundo que têm mais a ganhar com essa mudança do que a perder. Nossa economia é mais competitiva nesse mundo que muda do que no mundo atual.

Veja a reportagem em http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/05/brasil-sera-mais-competitivo-em-um-mundo-sustentavel-diz-economista.html

sábado, 20 de abril de 2013

TUE tipo exportação





Documentário do discovery sobre os novos trens do metrô de Nova Iorque. Um dos mais avançados Trem Unidade Elétrico no mundo.

Bom e nós com isso? Os trens tem boa parte da sua fabricação feita pela Alston em SP, a multinacional francesa opera no Brasil principalmente nas oficinas da Marfesa . Fundada em 1944, a Mafersa constitui um dos maiores complexos industriais de material ferroviário da América Latina. Com três fábricas no Brasil, foi a primeira a produzir carros ferroviários em aço inoxidável, além de rodas, eixos e vagões de carga. Também foi a pioneira na produção de trens para os metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro, tendo ainda, se dedicado à construção de trólebus, e carrocerias rodoviárias.

Otimismo e tempo

Reportagem sobre a inauguração do primeiro trecho da EF Norte Sul em 1989, mostrando o início das obras do trecho sul em Sen. Canedo-GO.
O trecho norte mostrado no vídeo só foi parcialmente concluído este ano, o trecho sul só voltou a ter obras no ano passado, sendo que o pátio de Sen. Canedo que é mostrado na reportagem substituíria o de Goiânia, que foi  desativado. Até hoje o  pátio de Sen. Canedo está incompleto.
Ferrovia no Brasil é questão de otimismo e tempo, muito tempo.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Transnordestina: governo já tem contrato de concessão







Foto: Reprodução

O diretor-presidente da Transnordestina Logística, Angelo Baptista, disse nesta quinta-feira que “está nas mãos do governo” o novo contrato de concessão, o acordo de acionistas e o termo de ajustamento de conduta (TAC) da companhia, o que incluirá a necessidade de novos aportes de capital e aumento da participação do governo na companhia.


Baptista disse esperar que a assinatura dos documentos ocorra até o fim do mês. “Mas essa também era a nossa expectativa no mês passado”, acrescentou. Ele não revelou detalhes, mas citou que faz parte desse acordo entre a empresa e o governo a devolução de trechos de ferrovias hoje concedidos à Transnordestina, como a linha que liga Recife a Sergipe, que deve ser incorporada a um lote de ferrovia que o governo pretende licitar, dentro do programa de investimento em logística, que ligará Pernambuco à Bahia. Também incluirá alteração do traçado da ferrovia, o que implicará em aumento do custo do projeto. Em contrapartida a essa alta dos custos, serão necessários novos aportes de capital na companhia e novos financiamentos.


Baptista também não quis comentar detalhes sobre os aportes e financiamentos, e explicou que o aumento da participação do governo corresponde, não apenas à fatia das ações como também a debêntures conversíveis. Segundo ele, o projeto só é viável por causa da participação do governo. “O risco é muito alto, porque precisa desenvolver demanda”, justificou. A Transnordestina é controlada da CSN.


Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Reabertura do Museu do Trem - FOTOS

Boa noite !
No link abaixo encontra-se um álbum com aproximadamente 140 fotos, que fiz hoje durante (minha primeira !) visita ao Museu Ferroviário do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro.
Confesso que para mim foi um dia inesquecível, incrível. O acervo do Museu é bem maior do que eu imaginava, e está relativamente bem conservado, com exceção de algum material que se encontra do lado de fora, exposto ao tempo. Inclui-se aí uma locomotiva e um carro da Leopoldina Railway, uma locomotiva bitola 0,60 (estimados) da EFCB identificada pelo número 2, alguns truques e outras peças de sinalização.
O prédio está relativamente em bom estado, bem sinalizado, com sanitários, mas notei falhas, apesar do bom atendimento. Uma funcionária nos ofereceu água, mas não tínhamos lixeiras para descartar os copos.
De modo geral, a iniciativa de reabertura foi excelente. E como está nos primeiros dias, podemos considerar que o que tiver de falha vai ser consertado. São poucas e simples falhas , quase inexpressivas.
A visita valeu muito a pena, e recomendo a todos que puderem ir.
A propósito: havia um grupo de senhores ferromodelistas, vindos de Juiz de Fora-MG.
Vamos divulgar, acredito que isso ajudará em muito a manutenção e o fôlego do Museu !


Espero que curtam as imagens !

Valeu !


Obs.: caso não queira receber mensagens informativas do grupo “Trilhos do Rio”, favor responder esta mensagem com o assunto “Cancelar”.
Obrigado

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Eduardo P.Moreira (Dado DJ)
Trilhos do Rio

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