domingo, 31 de março de 2013

Apenas uma lembrança


Apresentação do projeto do metrô de Macaé RJ



Bela apresentação de projeto, agora resta saber quando é que o trem começa a circular.

Leituras recomendadas

A seção de material de pesquisa da Pós-graduação em Engenharia de Transportes do IME.

http://transportes.ime.eb.br/

E o blog Ferrovia Intermodal

http://ferroviaintermodal.blogspot.com.br/2011/10/revolucao-intermodal-no-brasil.html

Farto material para ajudar a pensar um pouco mais sobre a questão do transporte no Brasil.

Revista ferroviária - Todos os vagões 2012




Atlas Histórico e Geográfico do RJ

Para entender a distribuição das ferrovias no estado do RJ e sua importância, é necessário entender como ocorreu o povoamento e como funciona o estado.
Para facilitar esse entendimento estou postando a digitalização da kinha cópia do "Atlas Histórico e Geográfico Escolar do Estado do Rio de Janeiro", publicação didática feita pelo governo de estado no início da década de 90 para distribuição nas escolas publicas principalmente nos CIEPs projeto educacional do governo Brizola.
A publicação cobre de forma extremamente resumida o período entre a colonização portuguesa e 1991. Omiti algumas páginas relativas as capitanias hereditárias e propaganda oficial do projeto dos CIEPs, pois de nada acrescentariam ao estudo das ferrovias, objetivo desta página. 

O estado do Rio de Janeiro em 1991, já decadente não lembrava nem de longe a potencia ferroviária que havia sido, e ainda perderia a maior parte das ferrovias que sobraram no mapa, como por exemplo as ligações Angra-Barra Mansa, Niteroí-Itaboraí-Campos-ES, Japerí-Paraíba do Sul e Sto. Antônio de Pádua- Campos e Itaperuna-Campos. O estado do RJ já teve a maior taxa de ocupação ferroviária do país (cerca de 95% dos municípios tem ou tiveram ferrovias), tendo a terceira maior  kilometragem atrás de SP e MG porém com um território muito menor.














 











 




Observando os mapas de 1991 e comparando com o da primeira parte do século XX, percebemos o quanto se perdeu em relação ao transporte ferroviário fluminense. E o mais impressionante é o quanto ainda viria a se perder, pois excetuando-se uma pequena extensão de metrô, que substituiu parte do trecho urbano da erradicada EF Rio D'Ouro, houve ainda mais abandonos de ferrovias. Do mapa acima se foram por exemplo as linhas entre: Japerí - Paty do Alferes - Três Rios, Magé-Venda das Pedras - Sete pontes, e Itaguaí - Santa Cruz.

A bibliografia do Atlas é bastante interessante, entre as obras se destaca o estudo técnico do metrô, de 1968, a maior parte das obras está disponível na biblioteca estadual Leonel Brizola, no centro da cidade do Rio de Janeiro

Mapas ferroviários, antes do extermínio, parte II os outros estados




















Título da postagem


Caros Amigos e Simpatizantes dos trens de passageiros,

A OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Amigos do Trem, que tem como objetivos principais a preservação e a defesa do patrimônio histórico público das ferrovias nacionais, está lançando uma Campanha que merece o seu apoio.

O primeiro trem de passageiros de turismo da Região da Zona da Mata Mineira, conhecido com Litorina foi todo reformado com trabalho e recursos financeiros dos Voluntários e Simpatizantes da Ong Amigos do Trem.

Para que a Litorina possa voltar a realizar passeios turísticos faltam ainda equipamentos eletrônicos (equipamentos eletrônicos de comunicação e segurança), e algumas adequações de acessibilidade aos portadores de deficiências físicas.

Assim, foi aberta na Caixa Econômica Federal uma conta com destinação específica para receber doações que possam viabilizar a compra destes equipamentos.

Contamos com seu apoio nesta Campanha em doação de apenas R$ 1,00 (um real), para conseguirmos colocar de volta nosso trem de passageiros nos trilhos.

A Prestação de contas destas doações serão realizadas com apresentação das notas fiscais em nossas Redes Sociais (Facebook, Pagina do Facebook, Grupo do Facebook, site da Entidade e blogs parceiros), junto ao nosso Conselho Fiscal e ao Ministério da Justiça, com isto, demonstrando total transparência do valor doado de cada pessoa.

Visite nosso site e conheça nosso trabalho voluntário e a Litorina que com sua colaboração vai rodar novamente nos trilhos com passageiros em Minas Gerais.

E-mail: amigosdotrem@ig.com.br, mnat@ig.com.br

Site: www.amigosdotrem.com.br

Facebook:https://www.facebook.com/amigosdo.trem

Orkut:http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=ls&uid=12056534742143187233

Cel: (32) 9961-1463/8834-5554

Telefax. Contato Provisório: (32) 3235-0295

Conta para depósito: Caixa Econômica Federal

Nome: Movimento Nacional Amigos do Trem –
CNPJ: 04.717.670/0001-84
Agência: 0126
Operação: 013
Conta: 38.460-4

OBS: Transferência bancária de Caixa para Caixa são isentas de cobrança de taxas e o depósito também pode ser feito nas Casas lotéricas em todo Brasil.

Paulo Henrique do Nascimento
Presidente da OSCIP - Movimento Nacional Amigos do Trem


O Saldo no Valor de R$ 1,238,00, no dia 27/03/2013. Obrigado a todos que estão contribuindo de verdade para este projeto se tornar realidade mesmo que seja com R$ 1,00, o que vale é ajuda e sinceridade e colaboração ao projeto.
Conto com vocês para ajudar em nossa Campanha e divulga juto a seus amigos.
As pessoas com conta no Banco do Brasil, também pode fazer suas Doações por transferência sem taxas pela conta:

Banco do Brasil,
Conta Poupança n.º: 49.878-5, variação 51
Agência nº 0024-8,
CNPJ: 04.717.670/0001-84

Também podem fazer doações com Cartão ou boleto Bancário através da:

http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=194058

Vídeo a respeito da reforma voluntária do Amigos do Trem.

https://www.youtube.com/watch?v=jh0IMuXxE_g

sábado, 30 de março de 2013

Abril mês do ferroviário e de boas notícias


MUSEU DO TREM É REABERTO À VISITAÇÃO PÚBLICA

Acontece na próxima terça, dia 02 de abril, às 10h, no bairro do Engenho de Dentro, a reabertura do museu que conta parte da história ferroviária do Brasil.

Segundo o responsável pela instituição e historiador, Bartolomeu d’ El-Rei, a visitação pública é gratuita e pode ser feita de terça a sexta, das 10h às 15h, sem necessidade de agendamento prévio.

Dentre todo o acervo exposto, o visitante verá a locomotiva nº 01 do Brasil (original), batizada “BARONEZA” em homenagem à esposa do Barão de Mauá, a Sra. Maria Joaquina Machado de Souza, Baronesa de Mauá. Tal locomotiva transportava a família real na época do Império.

A sociedade poderá visitar o interior de outros três vagões que marcaram épocas: como o vagão do Imperador, que transportou o imperador do Brasil; o vagão que foi usado pelo rei Alberto da Bélgica, na década de 20 e o famoso vagão do Estado, conhecido como VAGÃO PRESIDENTE VARGAS, utilizado pelo então presidente Getúlio Vargas em suas viagens oficiais.

Os estudantes poderão ver também as maquetes de locomotivas e vagões feitos pelos alunos da ETE de Transportes Engº Silva Freire, primeira escola de ensino profissionalizante da República, que fica ao lado do museu.

O MUSEU DO TREM estava fechado desde a extinção da Rede Ferroviária, em 2007, quando o governo federal transferiu todos os bens móveis e imóveis de interesse histórico e cultural para o IPHAN. E em 2010, todo o acervo da extinta RFFSA, no RJ foi repassado para a Superintendência do IPHAN/RJ. Sendo que, em 09 de julho de 2102, o historiador Bartolomeu d’ El-Rei “abraçou” a reativação e reabertura do museu e desde então começou a preparar o espaço para a visitação pública, nas condições possíveis no momento.

O MUSEU DO TREM está situado à Rua Arquias Cordeiro, 1046, Engenho de Dentro. Tel: (21)2233-7483 / (21)8879-5180. E-mail: bhdelrei.6sr@iphan.gov.br

domingo, 17 de março de 2013

Biblioteca Nacional Digital


A biblioteca nacional disponibiliza parte de seu acervo de forma digital, pode-se localizar centenas de imagens de ferrovias.

http://www.bn.gov.br/portal/

No menu a esquerda, selecione "Biblioteca Digital". Na nova pagina que se abrir, tem uma caixa de busca, coloque ferrovia ou qualquer nome próximo e divirta-se.



[Estrada de Ferro D. Pedro 2.] : Linha Central, serra: Barreira: kilometro 76 
Coleção Thereza Christina Maria  Direitos Biblioteca Nacional (Brasil) Paracambi (RJ) 


sábado, 16 de março de 2013

Investimento da Vetria em Corumbá vai a R$ 11,5 bi

Por Ivo Ribeiro | De São Paulo
Leonardo Rodrigues/Valor / Leonardo Rodrigues/Valor
Santoro, presidente: "Avaliação da jazida
dá uma nova dimensão ao projeto"
A Vetria Mineração vai ampliar o tamanho de seu projeto de produção de minério de ferro em Corumbá (MS), com embarques em terminal portuário próprio em Santos (SP). O valor do investimento saiu de R$ 7,6 bilhões para R$ 11,5 bilhões, com a nova escala de produção e vendas e a atualização de custos, tornando-se um grande desafio para os acionistas da mineradora estreante.
Avaliações realizada por uma empresa especializada do potencial da jazida, que fica próximo de Corumbá, no maciço de Urucum, indicaram recursos minerais inferidos de 10 bilhões de toneladas - dez vezes o montante estimando antes. "Isso nos dá uma nova dimensão para o projeto", disse ao Valor o presidente da Vetria, Alexandre Santoro.
A certificação da jazida, pela canadense Coffey Mining, é um passo muito importante para a evolução do investimento, afirmou o executivo. Com isso, o novo desenho do projeto, lançado no fim de 2011, prevê uma produção anual de 27,5 milhões de toneladas de minério, contra 20 milhões de toneladas de antes.
A Vetria é uma associação entre a concessionária de ferrovias ALL, com 50,4% do capital, a Vetorial Participações, quera dona da jazida de ferro (33,8%) e a Triunfo Participações e Investimentos, com 15,8%, que detinha a concessão portuária em Santos. Para Santoro, uma das vantagens do projeto é que ele será totalmente integrado: da mina, interligado a uma ferrovia, ao porto. Outro ponto atrativo é a qualidade do minério, com 64,5% de teor metálico de ferro, com cerca da metade de material granulado, o chamado "lump", que tem prêmio no mercado global em relação ao sinter-feed (fino) e ao pellet-feed (superfino).
O executivo observa que, apesar do aumento do volume de recursos no projeto, o custo do investimento por tonelada se manteve igual, em US$ 215. E que o custo de operação também permaneceu no mesmo patamar, na faixa de US$ 40 a tonelada já embarcada no navio. Ao sair de Corumbá, o minério vai percorrer 1,7 mil km até Santos na malha Oeste da ALL, que será modernizada para receber carga pesada.
É justamente no transporte que será alocado a maior parte do investimento projetado pela Vetria - R$ 3,7 bilhões em material rodante (250 locomotivas de 4,2 mil HP de potência e 7 mil vagões) e R$ 2,7 bilhões na via permanente (troca de dormentes, trilhos e construção de pátios). Na atividade de mineração (extração, britagem e classificação de produtos) estão orçados R$ 2,3 bilhões. Para a instalação do terminal portuário, apto a receber navios capsize (de até 180 mil toneladas, saindo com carga de 120 mil) estão previstos R$ 2,8 bilhões.
A empresa vai se enquadrar na figura de usuário-investidor na ferrovia, elevando sua capacidade a 35 milhões de toneladas ao ano e direito de ocupação equivalente ao volume de sua produção de minério. Esse contrato, conforme regras do governo de 2011, está em análise na ANTT, agência reguladora do setor.
A previsão da Vetria é completar a certificação da jazida até o fim do ano - avançando para quantidades indicadas e medidas. "Ao mesmo tempo, vamos buscar todas as licenças ambientais necessárias com o Ibama e as autorizações regulatórias para o terminal, que já tem pedido nos devidos órgãos de governo", informa Santoro. O porto, segundo ele, ficou fora do pacote lançado pelo governo, pois já se enquadrava na categoria de terminal privativo com carga própria.
Esse passo, avalia o executivo, é crucial para definir a etapa de capitalização do projeto. No momento, o modelo é de vender uma participação a sócios estratégicos e até para fundos de investimento institucionais. Não se cogita, ainda, abrir o capital da Vetria em bolsa. Para formatar a engenharia financeira, a mineradora quer contratar um banco de investimento no segundo semestre. A empresa espera obter empréstimos do BNDES.
O cronograma de implantação traçado prevê início de produção no segundo semestre de 2016. No começo, com volume anualizado de 5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, dobrando o número no ano seguinte e alcançando a plena capacidade em 2018. Atualmente, a mina faz 1,2 milhão de toneladas por ano.

Tudo leva a crer que teremos a ALL operando com trens unidade, à base de gôndolas GDT e GDU, o leitor deve ter notado, pela leitura do texto, que está prevista uma total reestruturação da linha, para suportar transporte pesado. Será? Nada mais do que qualquer meia duzia de dormentes novos, se passar disso, a concessionária vai dizer que é uma linha nova. Com a atual linha se colocar uma gôndola de minério vazio é capaz de descarrilar...

MPF denuncia ex-prefeita de Magé por aterrar parte da primeira ferrovia do país

Uma boa notícia!


Creio que se trata da denúncia movida pelos ferroviaristas Luiz Octavio e Carlos Meritello, ambos da AFPF, que moveram essa ação em 2009!!!


Pessoalmente, não sou contra o asfaltamento de trilhos, em Piabetá (ou outro lugar qualquer), pois assim enterrados, eles ficam protegidos do roubo, fato que aconteceu em outros trechos da E.F. Mauá com a supressão de boa parte deles por estarem a céu aberto.


Não se sabe qual será a pena/multa a ser imposta aos culpados....


Contudo, não deixa de ser uma vitória, ainda que tardia.


É bom ter o IPHAN agora do nosso lado.

Bom final de semana,

Antonio Pastori,

Diário de Petrópolis, 07/03/2012

Rio de Janeiro - O Ministério Público Federal (MPF) de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, ofereceu denúncia contra a ex-prefeita de Magé, Núbia Cozzolino, e o então secretário de Manutenção Pública do município, Paulo Afonso Abreu de Oliveira, por dano ao patrimônio cultural.




Em 2009, os dois autorizaram obras no distrito de Piabetá que aterraram parte dos trilhos da Estrada de Ferro Mauá, bem tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Inaugurada em 1854 pelo imperador dom Pedro II, a ferrovia foi a primeira do país.




De acordo com a denúncia do procurador da República Lauro Coelho Junior, encaminhada à 1ª Vara da Justiça Federal de Magé, a infração foi constatada pelo Iphan em fiscalização feita em 14 de julho de 2009. Na ocasião, as obras foram embargadas e o município de Magé multado. Embora o Iphan tenha determinado a recomposição do trecho aterrado, a prefeitura de Magé não paralisou as obras.




No dia 27 do mesmo mês, o Iphan fez nova fiscalização, em conjunto com o Ibama e a Polícia Federal, verificando que os trilhos permaneciam aterrados para posterior pavimentação da área. Presente no local, o ex-secretário Paulo Afonso de Oliveira confirmou a intenção de construir no local um terminal de vans e um acesso direto ao centro de Piabetá.




Para o MPF, os denunciados desrespeitaram a legislação que protege os bens tombados e persistiram no dano mesmo após o embargo imposto pelo Iphan. Na denúncia, o MPF propõe a Paulo Afonso de Oliveira a suspensão condicional do processo, uma vez que a pena mínima prevista para o crime é de um ano. O mesmo benefício foi concedido a Núbia Cozzolino, contra a qual tramitam diversos processos judiciais.




Membro de uma família que dominou por décadas a política em Magé, Núbia Cozzolino foi deputada estadual e prefeita do município por dois mandatos, a partir de 2004. Com uma gestão marcada por denúncias de corrupção e processos, ela foi afastada do cargo pelo Tribunal de Justiça em setembro de 2009. Núbia teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por cinco anos.




Quase quatro anos depois do dano à Estrada de Ferro Mauá, o Iphan tem hoje uma relação completamente diferente com a prefeitura de Magé, no que se refere à preservação do patrimônio cultural. Segundo informou à Agência Brasil a assessoria de comunicação do órgão, no último dia 28 representantes do Iphan se reuniram com o atual prefeito, Nestor Vidal.




Do encontro resultou a assinatura de um termo de cooperação técnica entre a prefeitura, o Iphan e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), prevendo a recomposição do trecho aterrado e a revitalização de toda a linha e do museu que conta a história da ferrovia histórica.